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19/03/2016
02/02/2015
CORRUPÇÃO GEROU A AUSTERIDADE
Paulo Morais: 85% da divida foi gerada pela corrupção de décadas PS-PSD-CDS
Paulo Morais ironiza que os políticos andam a contaminar a opinião pública com a falsa ideia de que "os portugueses são um bando de malucos, que andaram a comprar telemóveis e a gozar férias", e que por esse "abuso", terão de ser castigados, e esse castigo é a austeridade... Infelizmente muitos portugueses aderiram em massa a este espírito de sacrifício. Aceitam muitos dos castigos, pois foram mentalizados, de que os merecem.
12/09/2013
16/10/2011
ISTO DAVA UM FILME...

A revista Sábado que ontem chegou às bancas dedica oito páginas a Duarte Lima, desde o tempo em que, órfão de pai aos 11 anos, ajudava a mãe a vender peixe em Miranda do Douro.
À beira de completar 56 anos (Novembro), Duarte Lima tornou-se um homem imensamente rico. A investigação de António José Vilela e Maria Henrique Espada está recheada de detalhes picantes. Na sua casa da Av. Visconde de Valmor, em Lisboa, Duarte Lima dava jantares impressionantes, confeccionados in situ por Luís Suspiro; no fim do ágape, o chef vinha à sala explicar aos convidados -- entre outros, Manuel Maria Carrilho, Ricardo Salgado, João Rendeiro, Horácio Roque, Adriano Moreira e José Sócrates -- a génese das suas criações. Ângelo Correia, que o lançou na política em 1981, nunca foi convidado para esses jantares. O andar da Visconde de Valmor foi decorado por Graça Viterbo: a decoradora cobrou 705 mil euros. Quando entrou para a Universidade Católica, graças a uma bolsa que o isentou das propinas, foi ignorado pelos colegas: era pobre, vestia-se mal e vinha da província. Só Margarida Marante se aproximou dele. Duarte Lima oferecia-lhe alheiras confeccionadas pela mãe. Em 1980 já era maestro do coro da Católica. Pacheco Pereira e Santana Lopes assistiam embevecidos aos seus concertos de órgão. O estágio de advocacia foi feito no escritório do socialista José Lamego, então casado com Assunção Esteves, actual presidenta da AR.
O primeiro casamento (1982) foi celebrado pelo bispo de Bragança. Em 1983 chegou a deputado e, em 1991, a líder parlamentar e vice-presidente do PSD. Nos anos 1980-90 era das poucas pessoas a quem Cavaco atendia o telefone a qualquer hora. Até que, em 1994, o Indy, então dirigido por Paulo Portas, obrigou o Ministério Público a investigar as suas contas.
Demitiu-se de cargos políticos e aguardou a conclusão do processo. Com o assunto arrumado, candidatou-se em 1998 à Distrital de Lisboa do PSD. Ganhou, derrotando Passos Coelho e Pacheco Pereira. A leucemia afastou-o do cargo. Volta ao Parlamento por dois mandatos: 1999-2002 e 2005-2009.
Segundo a revista, Duarte Lima depositou nas suas contas, entre 1986 e 1994, mais de cinco milhões de euros, parte considerável (25%) em cash. É membro da Comissão de Ética do Instituto de Oncologia de Lisboa e fundou a Associação Portuguesa Contra a Leucemia. Agora é o principal suspeito do assassinato de Rosalina Ribeiro.
Nada disto me impressiona, excepto o facto de Duarte Lima ter obtido do BPN, em 2008, pouco antes da nacionalização do banco, um empréstimo de 6,6 milhões de euros, «contraído sem a apresentação de qualquer garantia». O affaire Duarte Lima é um caso de polícia. Mas o affaire BPN, sendo também um caso de polícia, é sobretudo um assunto de Estado. E nenhum jornal ou revista investiu ainda o bastante para o elucidar.
Recebido por e-mail da Amiga Mariazita
Comentário:
Pombas! Esse ladravaz conseguiu roubar mais que o Orestes Quércia, o Sarney, o Maluf, o Ademar de Barros (que já foi pró vinagre) e o Inocêncio de Oliveira juntos!
Papagaio! Que capacidade espantosa de rapinagem possui esse Al Capone lusitano!
Está aí apenas uma das razões de Portugal estar mendigando euros junto ao FMI.
Que pouca vergonha!
É FARTAR... FARTAR... DE POUCA VERGONHA! ESTÁ TUDO LIGADO E PODRE!
UM ABRAÇO
abel
06/11/2009
Corrupção dos políticos não é notícia
Transcrevo o artigo seguinte, porque encerra uma lição de jornalismo básica, mas que é pouco praticada. Na nota final procuro dar uma explicação aos menos versados na teoria do jornalismo.
Eis o artigo:
"O homem que morde o cão"
JN. 091106. 00h00m. Manuel António Pina
Algo muito estranho se passava: há uma semana que jornais e TV falavam de mais uma investigação envolvendo a "Face Oculta" do regime e o bastonário dos advogados ainda não aparecera nos jornais.
Temia-se o pior. Estaria o bastonário doente? Não teria, pela primeira vez, nada de mediático a dizer sobre um assunto mediático? Perdera o gosto pelas primeiras páginas? Ou, mais grave, ter-se-ia tornado uma pessoa discreta ou até, valha-nos Deus, sensata? Fosse o que fosse, não resistiu mais que uma semana.
E, como ninguém lhe perguntava nada (noutros tempos já teria ido quatro ou cinco vezes à SIC acusar juízes e MP de qualquer coisa), decidiu meter-se a caminho e, já que Maomé não ia à montanha, ia ele a Maomé: que a opinião pública está a "fritar em lume brando" os suspeitos da operação "Face Oculta" e que a investigação "funciona para a comunicação social".
Numa coisa tem o bastonário razão, a comunicação social deveria ter ignorado o caso.
Notícia, nos tempos que correm, o "homem que morde o cão", seria empresários, gestores públicos, políticos e autarcas não serem suspeitos de corrupção.
NOTA: Como o autor refere, embora possa passar despercebido aos mais leigos, é que notícia é aquilo que tem por assunto casos excepcionais, raros e insólitos. Um cão morder um homem não é notícia, mas se for «o homem que morde o cão» já o é. Um homem a andar pelo passeio normalmente não é notícia mas se se deslocar em pino sê-lo-á e, poucos metros andados, aparecerão batalhões de repórteres com câmaras e microfones.
Por isso, fica justificada a frase final do texto, isto é, a corrupção generalizada nos políticos, activos ou na privada, deixou de ter direito ao título de notícia. Relativamente a corrupção e a políticos, NOTÍCIA é o que se passou com Rui Rio que mostrou determinação no combate e a tal praga como foi referido em Rui Rio político sério.
Eis o artigo:
"O homem que morde o cão"
JN. 091106. 00h00m. Manuel António Pina
Algo muito estranho se passava: há uma semana que jornais e TV falavam de mais uma investigação envolvendo a "Face Oculta" do regime e o bastonário dos advogados ainda não aparecera nos jornais.
Temia-se o pior. Estaria o bastonário doente? Não teria, pela primeira vez, nada de mediático a dizer sobre um assunto mediático? Perdera o gosto pelas primeiras páginas? Ou, mais grave, ter-se-ia tornado uma pessoa discreta ou até, valha-nos Deus, sensata? Fosse o que fosse, não resistiu mais que uma semana.
E, como ninguém lhe perguntava nada (noutros tempos já teria ido quatro ou cinco vezes à SIC acusar juízes e MP de qualquer coisa), decidiu meter-se a caminho e, já que Maomé não ia à montanha, ia ele a Maomé: que a opinião pública está a "fritar em lume brando" os suspeitos da operação "Face Oculta" e que a investigação "funciona para a comunicação social".
Numa coisa tem o bastonário razão, a comunicação social deveria ter ignorado o caso.
Notícia, nos tempos que correm, o "homem que morde o cão", seria empresários, gestores públicos, políticos e autarcas não serem suspeitos de corrupção.
NOTA: Como o autor refere, embora possa passar despercebido aos mais leigos, é que notícia é aquilo que tem por assunto casos excepcionais, raros e insólitos. Um cão morder um homem não é notícia, mas se for «o homem que morde o cão» já o é. Um homem a andar pelo passeio normalmente não é notícia mas se se deslocar em pino sê-lo-á e, poucos metros andados, aparecerão batalhões de repórteres com câmaras e microfones.
Por isso, fica justificada a frase final do texto, isto é, a corrupção generalizada nos políticos, activos ou na privada, deixou de ter direito ao título de notícia. Relativamente a corrupção e a políticos, NOTÍCIA é o que se passou com Rui Rio que mostrou determinação no combate e a tal praga como foi referido em Rui Rio político sério.
15/10/2009
Ainda o Caso Freeport
É esta a peça que Sócrates não queria que fosse ouvida e Manuela Moura Guedes ia apresentar na sexta-feira...
Por enquanto...está aqui...depois a censura apagá-la-á!
Peça preparada sobre o outro primo do primeiro-ministro, José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, também conhecido pelo «O Gordo», actualmente algures em Benguela.
Por enquanto...está aqui...depois a censura apagá-la-á!
Peça preparada sobre o outro primo do primeiro-ministro, José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, também conhecido pelo «O Gordo», actualmente algures em Benguela.
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