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03/06/2010

O sorrir e o rir

O que um simples sorriso pode expressar.
Vejamos; um sorriso simpático pode dissipar uma angústia, por sua vez um sorriso sarcástico aumenta a frustração e um sorriso de aprovação estimula o trabalho ou o desempenho de uma tarefa.
Um sorriso cínico desanima quem trabalha, mas um sorriso sincero e transparente produz empatia e amizade.
Por outro lado, um sorriso hipócrita faz desencadear a humilhação e o afastamento dos outros, muitas vezes, de forma irreversível.

O que é o sorriso?
Vulgarmente entendemos o sorriso como algo que nos é inato; que representa um estado de alma, uma sensação de satisfação ou de prazer que se manifesta através dessa expressão facial.

Ainda assim, por detrás do acto de sorrir estão contidas algumas particularidades, que seguramente nos podem ajudar a entender melhor a sua importância, o impacto que causa nos outros e até a desenvolvermos algumas características que podem fazer toda a diferença nos vários momentos que vivemos.

Para muitos entendidos, o sorriso é distinto do riso, já que no primeiro caso, ocorre uma expressão de algo que reside no interior de cada sujeito e que lhe permite transmitir nas mais variadas situações, enquanto que, no caso do riso, esse é um acto espontâneo que ocorre aquando uma situação assim o justifica, pois ainda que seja expresso em gargalhadas, pode não ser mais do que um estado de alma passageiro e não revelar muito da personalidade do indivíduo.

Tendo por base esta teoria, assumimos que, efectivamente o riso e o sorriso não só são diferentes, como a carga de emoção contida no sorriso se distancia do simples acto de rir, eis a razão pela qual nos é fácil caracterizar os sorrisos e associar os mesmos à descoberta da pessoa, tal como nos é imediato perceber a veracidade do sorriso que alguém nos oferece.

São muitas as vezes em que o sorriso se assume como mágico e cúmplice, pois existe uma ou outra pessoa com quem trocamos esse tipo de abertura, facto que descreve uma intenção interior, quer seja de amizade, empatia, necessidade de conhecer melhor a pessoa, um enamoramento, um desejo ou uma profunda curiosidade em desvendar o que aquele sorriso possa transmitir.

Pelo contrário também sabemos o quanto o sorriso nos pode enganar, já que é possível sorrir com intenções hipócritas, sarcásticas, cínicas, maldosas ou reveladoras de falsidade, no entanto isso não invalida que se perca a vontade de sorrir, de analisar o sorriso dos outros e até de se conhecer melhor e o que quer expressar com o seu sorriso.

Muitos dos investigadores que têm descrito o sorriso afirmam que este constitui um importante recurso para melhorar, quer a qualidade de vida, quer a aproximação dos outros, como também a enriquecer o nosso bem-estar e harmonia interior. Isto porque através do sorriso libertamos emoções sejam elas negativas ou positivas, tal como aprendemos a lidar melhor com as situações menos desejadas do nosso dia-a-dia.

Muitos especialistas recomendam que se aprenda a sorrir ao longo da vida como uma forma de aceitar a idade, as transformações físicas e psicológicas, as doenças e os demais problemas. Por isso já sabe, aposte num sorriso capaz de o libertar daquilo que o anima ou incomoda, pois o sorriso é contagiante e capaz de o surpreender.

Não deixe que a idade e as agitações do quotidiano lhe retirem o prazer de sorrir e de fazer sorrir os que o rodeiam e, já agora, aposte na sinceridade, pois o sorriso revela um estado de alma e a forma como a pessoa encara o mundo.
Anote que o sorriso é uma manifestação de inteligência, já que expressa a forma como ultrapassa e digere as sensações diárias e as transforma na beleza de um sorriso, mas também o primeiro impacto que causa nos outros. Por isso, sorria que é o melhor remédio!

Parte de texto de Luís Simões que li hoje e adaptei.
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Ná
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