09/07/2012

Plagiando, Bertolt Brecht


 
Primeiro foram ao bolso dos funcionários públicos,
Mas eu não me importei
Porque não era funcionário público.
Em seguida foram ao bolso dos operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
... Depois descartaram-se dos sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns médicos, magistrados e forças de segurança,
mas como  nunca fui magistrado, nem médico, nem polícia
também não liguei.
Agora foram ao meu bolso
E quando percebi,
Já era tarde.

Plagiando, Bertolt Brecht´
 
João Baptista Vasconcelos Magalhães

5 comentários:

A. João Soares disse...

Amiga Fê,

Atenção!!! Nunca é tarde demais. O nosso povo está a despertar da demorada letargia em que tem sido sedado. Já assobiou e vaiou o PR o PM em Braga e na Figueira da Foz, o ministro da Economia na Covilhã e anteontem o «Dr» Relvas em Mafra.
São avisos alertas para que os governantes se acautelem e passem a governar bem, se disso forem capazes.

Com este início de acção, o povo pode chegar longe. Mas seria melhor que os governantes passe«assem a agir para bem de portugal, isto é, para bem dos 90% de portugueses que têm sido desprezados e explorados.
Convém que isto não passe à violência como na Síría e na Líbia, em que morreu muito inocente.

Beijos
João

Rogério Pereira disse...

O bolso é coisa pouca
comparando com a dignidade
que também se rouba e apouca

Brown Eyes disse...

Perceber tarde não percebemos o problema é que o nosso poder de acção é diminuto. Numa democracia ganha o que tem mais votos e depois, depois, pouco podemos fazer. O nosso poder decisivo de pouco serve. Quem está admirado com estas atitudes? No entanto escolheram. O que virá aí mais? Beijinhos

Luis disse...

Meus Bons Amigos,
Este post faz-me recordar a história da rã posta numa panela em "banho-maria" pois quando dá conta que a água está quente demais já não consegue sair de lá.
Esta fábula dá que pensar...
Um abraço amigo.

A. João Soares disse...

Caro Luís,

Mas no caso português, agora, a rã já está acordar e a tentar saltar para fora da panela, como se conclui dos casos citados no meu comentário anterior.
Será esclarecedora a leitura do post

Atenção aos sinais de desgaste social

Com tal post os governantes estão alertados para a necessidade de tomarem medidas sensatas para sair da crise, mas eles teimam em não querer retirar aos seis cúmplices e compadres «direitos adquiridos» nem em rasgar contratos feitos com eles.
No entanto não hesitaram em sacar aos funcionários públicos e reformados os direitos adquiridos aos subsídios de férias e de Natal, rasgando a lei que os criou. Nem a retirar direitos aos cuidados de saúde, sociais e outros aos portugueses mais sacrificados. É a cobardia de bater nos mais fracos.
Mas o povo começa a despertar e a reagir, contra os tiranos, como se viu em vaias e assobios ao PR ao PM (Braga e Figqeira da Foz), ao min da Econmia (Covilhã) e ao «Dr» Relvas (Mafra). São sinais a que os governantes devem dar muita atenção, para evitar ter as mortandades ocorridas na Síria e na Líbia.

Abraço
João