01/09/2023
26/08/2023
Incêndios são praga ambiental
Incêndios são praga ambiental
A economia agrícola está a
ficar destruída com os incêndios florestais e com a vaga de calor e a
consequente falta de água. É muito significativa a grande quantidade e
variedade de notícias que chegam diariamente sobre a destruição da espécie
vegetal que cobre o planeta. Além dos prejuízos económicos que afectam a
riqueza vegetal, há a perspectiva das consequências das destruições que
demorarão muitos anos até serem recuperadas e compensadas. Para mais, esta
extensão de danos cria males que atingem as vidas de animais que são eliminados
pelos incêndios e que deixam de ter alimentação natural e fica-nos a incerteza
de quais serão as condições da vida humana, animal e vegetal em que passaremos
a existência nos próximos anos.
Quando falamos de saúde, mesmo
que não digamos claramente, estamos a pensar na nossa segurança e é bom que
cada pessoa, em qualquer idade, ao dar um passo, reflita bem nos perigos que
lhe podem acontecer e provocar males, pelo que deve ponderar bem a sua forma de
actuar a fim de evitar perigos graves ou atenuar os efeitos dos possíveis de
controlar. Por exemplo, estão a acontecer tantos acidentes rodoviários que, se
houvesse uma boa ponderação, muitos não teriam ocorrido, porque teriam sido
evitados prudentemente e com muita vantagem.
Mesmo no desporto, por vezes
há a ousadia de correr certos riscos, mas convém prever e calcular a vantagem
que, na melhor hipótese, será obtida e como irá ser compensada com o esforço
exercido com oportunidade e outros custos suportáveis. A realidade actual exige
que se faça uma contínua avaliação dos custos de cada decisão, em relação às
possíveis vantagens a obter. Será que a aplicação da inteligência artificial
tornará mais fáceis as decisões na vida real?
A última notícia que li sobre
a indispensável ponderação nas decisões nacionais, referia a necessidade de
alteração da localização do Aeroporto de Lisboa que não teve dificuldade em
receber uma tão grande quantidade de participantes na JMJ, sem apesar disso,
deixar de responder aos muitos turistas que, nesta fase do ano, são em grande
número. Mas, por outro lado, são muitos os interesses em criar novas
instalações, quer da parte das indústrias envolvidas, quer dos fornecedores de
serviços. Dá para pensar bem nos dados que podem conduzir os decisores a tomar uma
posição definitivaue traga sérias vantagens para a vida nacional em geral.
E todo este conjunto de
meditações, são agora aplicáveis à prevenção dos fogos florestais e ao seu
combate. Uma entidade conhecedora do problema mostra preocupação por ter ardido
uma área de 200 a 300 hectares de cultivo de medronho. Qual teria sido a
solução aplicável para evitar tal prejuízo? E agora como será possível preparar
essa área para voltar a ter semelhante produção e daqui a quanto tempo?
Em Vimioso, Trás-os-Montes, as
chamas foram combatidas, há poucas horas, por 160 bombeiros e 11 meios aéreos.
Em Odemira, distrito de Beja, o incêndio afectou uma área de 8.400 hectares.
As alterações a aplicar à
modernização do aeroporto de Lisboa como parece nas hesitações da sua futura
localização não parecem tão necessárias e urgentes como se tem afirmado a
propósito das obras que há tanto tempo vêm sendo discutidas. O caso da JMJ e do
aumento da chegada de turistas, não terem evidenciado qualquer carência de
transportes aéreos fazem adiar a ideia de reforçar as possibilidades actuais do
aeroporto. Devem ser correctamente avaliados, os diversos factores que envolvem
esta decisão a fim de, depois, não surgirem críticas a pesados gastos não justificáveis.
Quanto ao problema dos incêndios também deve ser efectuada uma ponderada e
completa análise para não se continuar a usar a expressão de «negócio dos
incêndios».
22/08/2023
SABEDORIA DE IDOSO
Uma jovem senhora pergunta ao Mestre.
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02/08/2023
A JMJ e a religião
A JMJ e a religião
Teoricamente, qualquer religião surgiu por inspiração de um
filósofo, profecta, com intenção de desafiar os crentes a ela aderentes a
realizar «sonhos de bem» e a «cultivar anseios de unidade, paz e fraternidade».
Para darem força a este projecto criaram um Deus, que, embora teórico, deve ser
adorado por todos e criador de tudo o que existe de melhor e difusor de bons
conselhos para serem exercidos em direcção aos melhores resultados.
A Jornada Mundial da Juventude, presentemente em curso em Lisboa
durante uma semana, constitui uma acção muito construtiva para melhorar a
humanidade numa data em que muitos comportamentos ofendem todas as regras de
ética, de harmonia, de paz, de fraternidade e de respeito geral entre todos os
humanos, com grande profusão de crimes, entre países, na vida pública e nas
próprias famílias.
Nesta Jornada Mundial da Juventude JMJ), iniciada há poucas
horas em Lisboa, jovens provenientes de todo o mundo que cultivam anseios de
unidade, paz e fraternidade, desejam realizar os seus sonhos de bem e estão a
estimular a população a seguir a sua intenção. Será bom que os jovens e as
pessoas fiquem mais atentos aos ensinamentos divinos e não continuem a
papaguear orações sem meditarem no significado das palavras que recitam. Merecem
muita atenção os principais ensinamentos contidos na segunda parte da oração
«Pai Nosso».
Será bom que fiquem mais atentos aos
ensinamentos divinos e não continuem a papaguear orações sem meditarem no
significado das palavras que recitam. Os principais ensinamentos contidos na
segunda parte da oração «Pai Nosso» falam de pedidos ao Pai, no entanto o Pai
não nos vem dar nada de material mas, segundo os textos bíblicos, ensina-nos a
um comportamento correcto e, na segunda parte da oração, vêm pedidos que devem
ser interpretados como comportamentos que devemos ter.
«O pão nosso de cada dia» não deve ser pedido, mas é
um conselho para evitarmos a ambição e não pensarmos em ser milionários, mas
apenas ter o necessário para vivermos. A seguir, surge outra lição de
comportamento, segundo a qual, devemos pretender que nos sejam perdoadas «as
nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tem ofendido». Isto é, devemos
respeitar os outros para sermos respeitados por eles a fim de podermos viver em
harmonia e paz. Depois, diz que devemos evitar «deixar-nos cair em tentação»,
do álcool, da droga, da ambição, da corrupção, etc. E, por fim, devemos
«livrar-nos do mal», dos crimes e outras infracções pequenas ou grandes.
O nosso futuro não será proveniente de milagres, mas
apenas consequência do nosso comportamento. Nisto recordo-me de ter visto no
livro «Conversas com Deus» que foi traduzido pela Editora Diário de Notícias,
em que, à pergunta do jornalista se faz milagres, foi respondido que «não faço
porque isso seria uma transgressão às leis rigorosas com que construí a
Natureza». É que aquilo que vai acontecendo na vida é apenas o resultado das
nossas acções, do cuidado com que nos comportámos e o nosso comportamento deve
seguir os conselhos constantes nos livros religiosos que foram elaborados para
o nosso bem.
08/06/2023
FERROVIA DE BITOLA IBÉRICA
A nossa ferrovia está a constituir um crime que impede o nosso desenvolvimento.
O grande patriota inteligente Henrique Neto, nos seus artigos em O DIABO, costuma insistir neste tema como uma da piores chagas de que sofremos. Curiosamente, já estão a rarear os industrais estrangeiros interessados em instalar empresas no nosso território. O transporte dos produtos a exportar está muito complicado. A própria Espanha já tem ligação à ferrovia europeia.
Deixámos de ter governantes com cabeça para defenderem o verdadeiro interesse nacional.