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16/06/2015
IDOSOS PRECISAM DE SOLIDARIEDADE
Tenho ido visitar pessoa amiga internada numa Casa de Repouso em CASCAIS e saio sempre preocupado, com as condições do fim da vida de muita gente que, embora se encontre num lar com pessoal carinhoso e eficiente, vive abandonada pelos familiares e amigos que o esqueceram. Há pessoas muito deficientes e afastadas do mundo real, que precisam de receber visitas frequentes de familiares e de amigos.
Por seu lado, as comunicações dos residentes entre si raramente são animadoras, dado o seu estado de saúde mental e desgaste psíquico agravado pelas saudades dos seus anteriores «amigos» conhecidos e familiares que deixaram de lhes dar o indispensável afecto e carinho.
Muitas pessoas que conhecem um destes idosos a quem dirigiam palavras amáveis, de ocasião, provam agora que não sentiam por eles um mínimo de afecto, de amizade. Por vezes, perguntam por eles no café ou no restaurante onde os encontravam, mas não dão um passo para fazer um gesto, um carinho, um afago que anime e melhore a qualidade de vida psíquica da pessoa de quem era suposto serem amigas. Não interessa levar uma guloseima, mas é importante dizer uma palavra amiga, fazer uma carícia na mão ou na face, o que não custa dinheiro. Mesmo quem trabalha o dia inteiro, pode fazer isso, ocasionalmente, depois do trabalho ou no fim-de-semana.
A SOCIEDADE É POUCO SOLIDÁRIA E OS IDOSOS SÃO OS MAIS PENALIZADOS POR ISSO. PENSEMOS NAQUILO QUE GOSTAREMOS DE SENTIR QUANDO ESTIVERMOS EM SITUAÇÃO SEMELHANTE.
Não custa muito, num momento mais livre, comunicar com um conhecido que esteja solitário em casa ou internado num lar e transmitir-lhe uma palavra de conforto, de amizade, de afecto que o ajude a enfrentar com mais ânimo as suas dificuldades. E, numa visita a uma casa de repouso ou lar, procurar transmitir afecto também a outros residentes.
É preciso alertar na Internet as pessoas para tal necessidade de solidariedade. Devemos procurar melhorar a afectividade da humanidade.
26/09/2009
Idosos têm direito a respeito
Os idosos, depois de uma vida de trabalho, mais ou menos penosos, com mais ou menos possibilidades, são credores de respeito, como seres vivos, como seres humanos e pela sua condição de dependência dos cuidados dos outros.
As famílias, nos tempos modernos, não estão estruturadas para darem apoio de companhia e de resolução de pequenos problemas a qualquer hora do dia e, por isso, entregam esses cuidados a lares que é suposto exercerem com dedicação e carinho essas tarefas de que os idosos carecem.
Mas, infelizmente, há muitos lares que não desempenham esses cuidados com a eficiência desejável. Não é raro surgirem notícias de situações degradantes. Mas, felizmente, há juízes que têm sensibilidade para analisar com humanidade tais situações e dizer basta.
Vale a pena ler as notícias do JN que referem este julgamento:
- Prisão para dona de lar por maus-tratos a idosos
- "É preciso dizer basta ao que se passa em lares"
As famílias, nos tempos modernos, não estão estruturadas para darem apoio de companhia e de resolução de pequenos problemas a qualquer hora do dia e, por isso, entregam esses cuidados a lares que é suposto exercerem com dedicação e carinho essas tarefas de que os idosos carecem.
Mas, infelizmente, há muitos lares que não desempenham esses cuidados com a eficiência desejável. Não é raro surgirem notícias de situações degradantes. Mas, felizmente, há juízes que têm sensibilidade para analisar com humanidade tais situações e dizer basta.
Vale a pena ler as notícias do JN que referem este julgamento:
- Prisão para dona de lar por maus-tratos a idosos
- "É preciso dizer basta ao que se passa em lares"
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