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20/05/2011

«Orgulho» dos políticos portugueses


Esta situação foi gerada apesar das ajudas financeiras recebidas da CEE para adaptar a indústria portuguesa à concorrência com a europeia.
Todas as intervenções do FMI tiveram lugar durante governos do mesmo partido.
Há que desenvolver pensamento estratégico para descortinar as decisões que permitirão sair da crise e iniciar a reestruturação e o desenvolvimento de todas as potencialidades nacionais, a começar pelos recursos humanos.

28/03/2011

Dinamarca e o bem-estar das pessoas



A saúde depende da alimentação e do pensamento. Nestes factores está inserida a postura das pessoas perante a vida colectiva e individual, sempre com consciência da interacção dos habitantes. É a idiossincrasia nacional, o espírito da «raça».
Como seria bom que os portugueses fizéssemos um esforço para imitarmos estes bons exemplos. A mudança não pode ser rápida mas, ao fim de algum tempo, sentiríamos os bons resultados. Certamente que lá os cidadãos, pagando muitos impostos, não deixarão de controlar os políticos e evitar a corrupção e o enriquecimento ilícito à custa do saque ao orçamento estatal!!! O civismo que evidenciam não permite tais abusos.

31/07/2010

A crise vem do tempo do Eça

Em 1867, «O Distrito de Évora» publicou as seguintes palavras de Eça de Queiroz:

«ORDINARIAMENTE todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao caso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?»

NOTA: Não creio que Eça de Queiroz fosse um mago adivinho, mas lamento imenso que os portugueses não tenham melhorado, modernizando-se, nestes últimos 143 anos, que não sejam capazes de produzir representantes mais preparados para as suas responsabilidades e que não sejam capazes de punir severamente os políticos cujos comportamentos correspondam à vacuidade da primeira parte e, principalmente, aos vícios e manhas da segunda parte do texto. As realidades estão espelhadas no texto publicado em «Os génios que nos governam». O ser humano, embora beneficiando de tecnologias e ferramentas cada vez mais modernas, está pasmado num pântano mais em regressão do que em estagnação. Venha um filósofo, um líder, que dê o sinal de partida para reformar a civilização actual, por forma a merecer a alta tecnologia de que dispõe.

Imagem da Net.

26/03/2010

Portugal diferente da Grécia

Transcrição do blog quarta república:

Enorme satisfação V

Acabaram de me explicar a verdadeira diferença entre a situação de Portugal e a da Grécia:
"O Governo Grego aldrabou os gregos, os mercados e a Comissão Europeia. O Governo Português ainda só aldrabou os portugueses!"

Publicado por Vítor Reis em 25-03-10

NOTA: Esta graça confirma a afirmação de Almada Negreiros (citada de memória): "Um povo é composto de qualidades e defeitos. Coragem portugueses, já só faltam as qualidades"

10/11/2009

O Robô e Nós

«Nós somos o que escapa à competência do robô».
Esta frase escrita numa parede da passagem inferior junto da estação de caminho de ferro de Cascais revela muita sabedoria e um prenúncio significativo do futuro da humanidade.

O robô é um invento recente e tem evoluído muito rapidamente, o que leva a supor que, dentro em pouco, poderá fazer quase tudo que hoje dá trabalho ao homem. Como «o trabalho é um esforço penoso para produzir bens», deixa de haver trabalho e a vida será só lazer, o que pode parecer animador. Porém, o laser, o ócio, os passatempos têm custos. Como poder+a um ocioso fazer face a esses custos? Como poderá alguém comprar os bens produzidos pelo robô?

Sem dúvida, a sociedade irá sofrer (beneficiar de) profundas transformações, hoje inimagináveis. E quem estará preparado para tais mudanças que, segundo tudo leva a crer, serão muito rápidas, mais rápidas do que a nossa capacidade de adaptação? Já em 23 de Outubro aqui foi referida tal incógnita, e os múltiplos aspectos que ela acarreta.

05/07/2009

Que futuro teremos?

Achei interessante coligir uma série de respostas a comentários num post recente e, desta forma, elaborar este post. Espero que ele contribua para reflexão dos leitores e obter comentários com a qualidade daqueles que aqui tem havido em assuntos como este.

As pessoas que observam com imparcialidade a sociedade actual preocupam-se com a ausência de valores que há poucos anos eram considerados o esteio da sociedade, das relações humanas, em todos os estratos sociais. (…)

NOTA: Este artigo encontra-se publicado no Do Miradouro onde pode ser lido na totalidade clicando aqui. Não se insere aqui por ser muito extenso e por o tema não se adequar perfeitamente às características deste espaço.