19/02/2015
18/02/2015
17/02/2015
Dona Rosa aos 89 anos está a terminar a sua tese de mestrado e já está a trabalhar na tese de doutoramento.
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Dona Rosa no momento de entrega do diploma da licenciatura em Psicologia em Dezembro de 2011 © UAL |
Já tinha 13 anos de idade quando começou a instrução primária mas hoje,
a um mês de completar 90 anos, está a terminar a sua tese de mestrado e
já está a trabalhar na tese de doutoramento. “Andar para a frente” é o
segredo da aluna mais velha da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL).
Rosa Andrade veio do Minho, de Arcos de Valdevez, para Lisboa quando tinha 13 anos para fazer a instrução primária. Depois frequentou a escola comercial mas casou aos 20 anos “e acabou-se a escola”, conta ao Boas Notícias.
Do primeiro marido, que faleceu após 14 anos de casamento, teve os seus dois únicos filhos. O filho mais velho morreu atropelado, aos nove anos, quando saia da escola. Dona Rosa chegou a criar um infantário, apoiado pela Misericórdia, em sua memória. O outro filho tem agora 70 anos e deu a Dona Rosa quatro netos e cinco bisnetos.
Foi na Associação Nacional dos Parques Infantis, coordenada pela
poetisa Fernanda de Castro Ferro, que Rosa trabalhou nos primeiros anos
de carreira, como professora de lavores. “Ensinava bordados, costura,
como fazer uma saia, uma camisa, cozer meias… Porque na altura ainda se
remendavam as coisas, agora quando se estragam compramos outras”,
recorda.
Entretanto, a associação faliu e Dona Rosa ficou sem trabalho. Por pouco tempo. “Estava a ler o jornal e vi um anúncio de um concurso para alunas da escola de enfermagem nos Capuchos. Tinham curso de auxiliares e de enfermeiras”.
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| Dona Rosa na cerimónia de entrega do diploma da licenciatura em Psicologia em 2011 |
Como dona Rosa não tinha o 9.º ano do liceu só podia concorrer a
auxiliar. Mas decidiu esperar: “Arranjei um trabalho na casa de uma
professora e usei parte do dinheiro para me preparar para os exames no
liceu Rainha Dona Leonor”.
Enfermeiras não podiam ser casadas
O 9.º ficou despachado e o curso de enfermagem também. Mas depois do estágio, Dona Rosa não pôde ficar no hospital. “Eu era casada e na altura as enfermeiras não podiam ter marido. Propuseram contratar-me como criada, porque as criadas já podiam ter marido. Eu disse que não. Não tinha andando a ‘queimar as pestanas’ para trabalhar como criada”.
Mas dona Rosa deu bom uso ao curso, ao qual acrescentou uma formação de enfermeira parteira na Maternidade Alfredo da Costa. Com os cursos na mão, dona Rosa montou uma empresa de serviços de enfermagem que funcionou durante cerca de 10 anos, a partir da Praça da Figueira: “Fazia a assistência ao domicílio a qualquer hora, às cinco da manhã se fosse preciso”.
Duas licenciaturas depois dos 70 anos
Depois do 25 de Abril, dona Rosa fechou o negócio e foi trabalhar para a Ordem Terceira e para o Hospital da Estefânia. Fazia turnos nos dois hospitais quando terminou o 12º ano do liceu, para poder pedir a equivalência da licenciatura de Enfermagem.
Ainda trabalhava como enfermeira, aos 67 anos, quando se inscreveu na licenciatura de Sociologia. Mas já estava reformada, aos 70 anos, quando terminou o curso, em 1995. “Vim embora (do hospital) porque me mandaram embora, disseram que tinha chegado ao limite da idade”.
Durante 10 anos esteve em casa onde passava a maior parte do tempo a “ler e a escrever”. “Gosto muito de ler, sobretudo história, livros científicos e romances”, diz. Mas na Universidade Autónoma não se tinham esquecido dela e desafiaram-na a frequentar o curso de Psicologia: “Primeiro achei que não valia a pena mas lá me convenceram. Passei todos os anos e três anos depois era psicóloga”.
"Andar para a frente"
Agora, com quatro netos e cinco bisnetos, dona Rosa regressou à "sua"
universidade, onde por vezes se cruza com um dos bisnetos que também
estuda na UAL. O maior desafio, admite, é o computador. “Escrevo tudo à
mão e depois passo a computador mas como só uso dois dedos demora
muito”, explica, admitindo que às vezes contrata pessoas para lhe
passarem os trabalhos para o computador. "É bom para eles, que ganham
dinheiro, e para mim que poupo tempo!".
Em Março, Dona Rosa entrega a sua tese de mestrado intitulada “A dor, o sofrimento e o preço oculto a pagar pela vida”. “Esse preço oculto é a morte porque não sabemos quando morremos”, diz Dona Rosa admitindo que a sua experiência como enfermeira a motivou a fazer esta investigação.
O tema da tese de doutoramento também já está definido. Será sobre
“Envelhecimento saudável ativo e o seu genoma”. “É inspirada na minha
pessoa. Não sou uma pessoa doente e não me lembro a última vez que fui
ao médico”, explica.
A um mês de completar 90 anos, Dona Rosa garante que o segredo para uma vida ativa e preenchida em qualquer idade é “andar para a frente”. “Acho que não nos devemos desmotivar, se nos agarramos a um sofrimento vamos mais depressa para a morte”, conclui a futura doutora Rosa Andrade.
A um mês de completar 90 anos, Dona Rosa garante que o segredo para uma vida ativa e preenchida em qualquer idade é “andar para a frente”. “Acho que não nos devemos desmotivar, se nos agarramos a um sofrimento vamos mais depressa para a morte”, conclui a futura doutora Rosa Andrade.
fonte : Boas Notícias
09/02/2015
DESABAFO…
Na fila do
supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer os seus próprios sacos reutilizáveis para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigos do ambiente.
- A senhora deveria trazer os seus próprios sacos reutilizáveis para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigos do ambiente.
A
senhora pediu desculpas e disse:
- Não
havia essa onda verde no meu tempo.
O
empregado respondeu:
-
Esse é exactamente o nosso problema hoje, minha senhora.
"A sua geração não se preocupou
o suficiente com o nosso ambiente".
- O
senhor está certo - responde a velha senhora - a nossa geração não se preocupou
adequadamente com o ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de
refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja.
A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reutilização e os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reutilização e os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente
não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque
não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o
comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência cada vez
que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas o
Sr. está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas
de bebes eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas
secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bambaleantes de
220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam as nossas roupas.
Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais
velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é
verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só
tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV
era do tamanho de um lenço, não tinha um écran do tamanho de um estádio; que
depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas eléctricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas eléctricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles
tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a relva, era
utilizado um cortador que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e
não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam
a electricidade.
Mas o
Sr. tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente.
Bebíamos diretamente das
fontes, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas
pet que agora lotam os oceanos.
Canetas: recarregávamos
com tinta tantas vezes ao invés de comprar outra.
Na verdade, tivemos uma
onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o autocarro ou
o eléctrico e os meninos iam de bicicleta ou a pé para a escola,
ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma
tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar
uma dúzia de aparelhos.. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais
de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais
próxima.
Então, não é risível que
a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer
abrir mão de nada e por acaso o Sr. não pensa em viver um pouco como na minha
época?
"Agora que já leu o desabafo, envie para os seus amigos que têm mais de 50 anos de idade, e para os néscios que tem tudo nas mãos e só sabem criticar os mais velhos..."
"Agora que já leu o desabafo, envie para os seus amigos que têm mais de 50 anos de idade, e para os néscios que tem tudo nas mãos e só sabem criticar os mais velhos..."
02/02/2015
CORRUPÇÃO GEROU A AUSTERIDADE
Paulo Morais: 85% da divida foi gerada pela corrupção de décadas PS-PSD-CDS
Paulo Morais ironiza que os políticos andam a contaminar a opinião pública com a falsa ideia de que "os portugueses são um bando de malucos, que andaram a comprar telemóveis e a gozar férias", e que por esse "abuso", terão de ser castigados, e esse castigo é a austeridade... Infelizmente muitos portugueses aderiram em massa a este espírito de sacrifício. Aceitam muitos dos castigos, pois foram mentalizados, de que os merecem.
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