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01/03/2015

Fotos comoventes de casais apaixonados há mais de 50 anos

Fotos retiradas do livro The Lovers de Lauren Fleishman
Quem não se emociona ao ver fotos de casais de mais idade apaixonados? 
Após encontrar cartas de amor do seu avô para a sua avó logo no início do seu relacionamento  durante a Segunda Guerra Mundial, a fotógrafa americana Lauren Fleishman, decidiu homenagear esse amor que durou mais de 59 anos.
Como não conheceu os avós pessoalmente, criou a série fotográfica “The Lovers” reunindo registos de outros casais que estão juntos há mais de meio século.
Os casais entrevistados por Lauren relembraram seus primeiros dias como casal e as razões pelas quais ainda permaneceram juntos depois de mais de 50 anos de casados.
Nos dias atuais onde predomina a cultura do usar e deitar fora, casais como estes demonstram que o esforço, a paciência, o amor e o carinho permitem chegar a viver uma velhice acompanhados e felizes.
Projectos como estes nos lembram que o trabalho de fortalecer os matrimónios se deve fazer a cada dia e por ambas partes, para que tenhamos a imensa sorte de ter até o final das nossas vidas alguém com quem dividir o nosso amor. 
“Qual é o segredo do amor? - Um segredo é um segredo e eu não revelo os meus”, diz Yvok, um dos entrevistados.
No projecto, a fotógrafa retrata como esses homens e mulheres se vêem uns aos outros, sem serem classificados como “idosos”, e sim como: “pessoas que se amam depois de tantos anos juntos”.

17/02/2015

Dona Rosa aos 89 anos está a terminar a sua tese de mestrado e já está a trabalhar na tese de doutoramento.

Dona Rosa no momento de entrega do diploma da licenciatura em Psicologia em Dezembro de 2011 © UAL
Já tinha 13 anos de idade quando começou a instrução primária mas hoje, a um mês de completar 90 anos, está a terminar a sua tese de mestrado e já está a trabalhar na tese de doutoramento. “Andar para a frente” é o segredo da aluna mais velha da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL).

Rosa Andrade veio do Minho, de Arcos de Valdevez, para Lisboa quando tinha 13 anos para fazer a instrução primária. Depois frequentou a escola comercial mas casou aos 20 anos “e acabou-se a escola”, conta ao Boas Notícias. 

Do primeiro marido, que faleceu após 14 anos de casamento, teve os seus dois únicos filhos. O filho mais velho morreu atropelado, aos nove anos, quando saia da escola. Dona Rosa chegou a criar um infantário, apoiado pela Misericórdia, em sua memória. O outro filho tem agora 70 anos e deu a Dona Rosa quatro netos e cinco bisnetos.
 
Foi na Associação Nacional dos Parques Infantis, coordenada pela poetisa Fernanda de Castro Ferro, que Rosa trabalhou nos primeiros anos de carreira, como professora de lavores. “Ensinava bordados, costura, como fazer uma saia, uma camisa, cozer meias… Porque na altura ainda se remendavam as coisas, agora quando se estragam compramos outras”, recorda.

Entretanto, a associação faliu e Dona Rosa ficou sem trabalho. Por pouco tempo. “Estava a ler o jornal e vi um anúncio de um concurso para alunas da escola de enfermagem nos Capuchos. Tinham curso de auxiliares e de enfermeiras”. 
 
Dona Rosa na cerimónia de entrega do diploma da licenciatura em Psicologia em 2011
Como dona Rosa não tinha o 9.º ano do liceu só podia concorrer a auxiliar. Mas decidiu esperar: “Arranjei um trabalho na casa de uma professora e usei parte do dinheiro para me preparar para os exames no liceu Rainha Dona Leonor”. 

Enfermeiras não podiam ser casadas

O 9.º ficou despachado e o curso de enfermagem também. Mas depois do estágio, Dona Rosa não pôde ficar no hospital. “Eu era casada e na altura as enfermeiras não podiam ter marido. Propuseram contratar-me como criada, porque as criadas já podiam ter marido. Eu disse que não. Não tinha andando a ‘queimar as pestanas’ para trabalhar como criada”.

Mas dona Rosa deu bom uso ao curso, ao qual acrescentou uma formação de enfermeira parteira na Maternidade Alfredo da Costa. Com os cursos na mão, dona Rosa montou uma empresa de serviços de enfermagem que funcionou durante cerca de 10 anos, a partir da Praça da Figueira: “Fazia a assistência ao domicílio a qualquer hora, às cinco da manhã se fosse preciso”.

Duas licenciaturas depois dos 70 anos

Depois do 25 de Abril, dona Rosa fechou o negócio e foi trabalhar para a Ordem Terceira e para o Hospital da Estefânia. Fazia turnos nos dois hospitais quando terminou o 12º ano do liceu, para poder pedir a equivalência da licenciatura de Enfermagem. 

Ainda trabalhava como enfermeira, aos 67 anos, quando se inscreveu na licenciatura de Sociologia. Mas já estava reformada, aos 70 anos, quando terminou o curso, em 1995. “Vim embora (do hospital) porque me mandaram embora, disseram que tinha chegado ao limite da idade”.

Durante 10 anos esteve em casa onde passava a maior parte do tempo a “ler e a escrever”. “Gosto muito de ler, sobretudo história, livros científicos e romances”, diz. Mas na Universidade Autónoma não se tinham esquecido dela e desafiaram-na a frequentar o curso de Psicologia: “Primeiro achei que não valia a pena mas lá me convenceram. Passei todos os anos e três anos depois era psicóloga”.

"Andar para a frente"
 
Agora, com quatro netos e cinco bisnetos, dona Rosa regressou à "sua" universidade, onde por vezes se cruza com um dos bisnetos que também estuda na UAL. O maior desafio, admite, é o computador. “Escrevo tudo à mão e depois passo a computador mas como só uso dois dedos demora muito”, explica, admitindo que às vezes contrata pessoas para lhe passarem os trabalhos para o computador. "É bom para eles, que ganham dinheiro, e para mim que poupo tempo!".

Em Março, Dona Rosa entrega a sua tese de mestrado intitulada “A dor, o sofrimento e o preço oculto a pagar pela vida”. “Esse preço oculto é a morte porque não sabemos quando morremos”, diz Dona Rosa admitindo que a sua experiência como enfermeira a motivou a fazer esta investigação.
 
O tema da tese de doutoramento também já está definido. Será sobre “Envelhecimento saudável ativo e o seu genoma”. “É inspirada na minha pessoa. Não sou uma pessoa doente e não me lembro a última vez que fui ao médico”, explica.

A um mês de completar 90 anos, Dona Rosa garante que o segredo para uma vida ativa e preenchida em qualquer idade é “andar para a frente”. “Acho que não nos devemos desmotivar, se nos agarramos a um sofrimento vamos mais depressa para a morte”, conclui a futura doutora Rosa Andrade.

24/02/2014

E se os clássicos do cinema fossem interpretados por menos jovens :)

Estes idosos de espírito livre e jovem, refizeram cenas que vão desde Cabaret até Titanic.
Apreciem as fotos divertidas que provam que a idade (neste caso, todos têm entre 76 e 98 anos) não é limitadora de criatividade.

Titanic, Alfred Kelbch, 81 e Erna Rütt, 86 anos.

James Bond: Wilhelm Buiting, 89 anos.

Dirty Dancing –  Johann Liedtke, 92 e Marianne Pape, 79 anos.

 Sábado à Noite, Irmgard Alt, 79 e Siegfried Gallasch, 87 anos.

Cabaret, Martha Bajohr, 77 anos.

O Pecado Mora ao Lado, Ingeborg Giolbass, 84 e Erich Endlein, 88 anos.

Bonequinha de Luxo, Marianne Brunsbach, 86 anos.

Mary Poppins, Erna Schenk, 78

Rocky, Erwin J. von der Heiden, 80 anos.

Os Irmãos Caras-de-Pau, Lothar Wischnewski 76 e Margarete Schmidt, 77 anos.

Sem Destino, Walter Loeser, 98 e Kurt Neuhaus, 90 anos.

Assim Caminha a Humanidade, Joanna Trachenberg, 81 e Horst Krischat, 78 anos.
 fonte: hypeness