18/08/2009

O Real Papel do Designer Projectista

Esse vídeo ilustra de maneira indirecta (ou bem directa talvez), o papel de um projectista ou de um engenheiro na comunidade: desenvolver meios facilitadores para a comunidade onde vive. Por mais simples que pareça esse projecto, ele atende a várias exigências de um desenvolvimento bem feito: valor prático, valor agregado, ergonomia, estética, entre outros.

Cientistas portugueses em destaque

Mais um caso positivo que deve aumentar a auto-estima dos portugueses. Jovens cientistas destacam-se na protecção contra a malária. Transcreve-se integralmente o artigo do Público, pelo interesse que tem. Parabéns aos jovens cientistas que defendem o nome de Portugal da forma mais elogiável.

Cientistas portugueses descobrem mecanismo de protecção natural contra formas graves da malária
Público.17.08.2009 - 20h01 Teresa Firmino

Trabalho abre portas a uma nova estratégia de combate à doença.
Os cientistas do Instituto Gulbenkian de Ciência publicaram hoje artigo em revista norte-americana.

Todos os anos, o parasita da malária infecta 200 a 500 milhões de pessoas no mundo e mata um a dois milhões. Então, o que é que protege naturalmente da morte a esmagadora maioria dos infectados? A equipa de Miguel Soares, do Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, acaba precisamente de descobrir um mecanismo de protecção natural contra as formas graves da malária e hoje publicou os resultados na revista norte-americana “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Esta protecção natural acabada de identificar não tem a ver com a capacidade de o próprio sistema imunitário eliminar o parasita da malária, o “Plasmodium”. Nem tem a ver com a eliminação do parasita com medicamentos antimaláricos, pois mesmo entre quem os recebe há mortes — sem que se soubesse explicar, até agora, por que tal acontecia. A resposta da equipa de Miguel Soares é que essa protecção natural tem a ver com a capacidade de os próprios tecidos do organismo se protegerem contra a resposta em curso do sistema imunitário contra o agente patogénico.

Vamos por partes. Ao sermos picados por mosquitos anófeles, que se alimentam de sangue humano, o parasita da malária pode ser transmitido: entra na corrente sanguínea e dirige-se para o fígado, infectando as suas células e multiplicando-se aí. Em seguida, estas células rebentam e libertam o parasita de novo na corrente sanguínea, que vai infectar os glóbulos vermelhos. Poucas células do fígado são destruídas nesta fase, explica Miguel Soares, de 41 anos.

É quando os glóbulos vermelhos se rompem, depois de o parasita se ter multiplicado ali, que surgem os sintomas da doença, como ataques de febre, suores, arrepios e até a morte.

Num trabalho anterior, a equipa de Miguel Soares já tinha demonstrado que o que estava na origem desses sintomas. Quando o parasita leva à ruptura dos glóbulos vermelhos — que transportam o oxigénio dos pulmões para os tecidos do corpo através da hemoglobina —, esta proteína é lançada para a corrente sanguínea. Uma vez aí, a hemoglobina liberta os seus quatro grupos de ferro (através dos quais o oxigénio se liga a esta proteína) e são eles que causam os sintomas graves da malária.

Normalmente, estes grupos de ferros são inofensivos. Mas com a infecção do parasita da malária em curso, o caso pode mudar de figura. E são as células do fígado que vão ser atingidas por aqueles grupos de ferro. Ou nos casos mais graves de malária, as células do cérebro, como também já havia mostrado esta equipa.

“No contexto da resposta que está a acontecer — há células do sistema imunitário a fazer tudo para matar o Plasmodium —, se as células do fígado recebem um grupo de ferro ao mesmo tempo, o resultado é que morrem”, explica Miguel Soares. “Há uma hepatite. O fígado pára de trabalhar.”

Mas isto é algo que acontece raramente. É aqui que entra em cena uma enzima. Chama-se heme-oxigenase-1, é produzida nos tecidos do organismo quando são expostos a um “stress” oxidativo e tem a capacidade de degradar precisamente os grupos de ferro. Ou seja, tem um efeito protector das formas mais severas da malária, que afecta sobretudo crianças (onde se inclui a malária cerebral).

Nova estratégia de luta

Servindo-se de uma metáfora, Miguel Soares diz que o sistema imunitário está a dar marteladas no parasita, mas pelo caminho nós próprios também levamos marteladas e podemos morrer. Esta enzima protege-nos, amortecendo essas marteladas.

“Normalmente, a maioria das pessoas com malária não morre, porque há este mecanismo de protecção natural. Os tecidos estão protegidos e os indivíduos podem usar a sua resposta imunitária natural para matar o parasita sem comprometer o fígado, os rins, os pulmões...”

Como é que os cientistas chegaram a esta descoberta? Estudando ratinhos — por exemplo, modificaram geneticamente alguns animais para que a enzima protectora não fosse produzida e, dessa forma, puderam ver os efeitos devastadores no fígado.

Portanto, a equipa de Miguel Soares revelou um mecanismo de protecção, até agora desconhecido, durante a luta do organismo contra o parasita da malária, que pode abrir a porta a uma estratégia de combate à doença completamente diferente da utilizada até ao momento. Além de continuar a matar-se o parasita com antimaláricos, poderá então provocar-se o aumento da protecção do organismo através de medicamentos que copiem o efeito da enzima. Em ratinhos, pelo menos, o fármaco que a equipa testou, um anti-oxidante banal, teve um “resultado dramático”.

A prova dos nove

Para tirar as teimas de que há um mecanismo natural de defesa dos tecidos do organismo durante a luta contra o parasita da malária, a equipa de Miguel Soares testou um fármaco banal, em ratinhos. Se nessa guerra entre parasita e hospedeiro, os tecidos se protegem com a produção de uma enzima, talvez um fármaco que imite o efeito dessa enzima também proteja os animais das formas graves da doença. Testaram o anti-oxidante N-acetilcisteína, usado em bronquites, pneumonias ou tuberculose. “Se isto for tudo verdade, este fármaco devia funcionar. E funcionou, em ratinhos”, diz Miguel Soares.

T.F.

Uma nova forma de colonialismo.

Aparentemente, sendo um problema já muito antigo, África está a ser cada vez mais, alvo de uma forte investida das multinacionais. A pergunta que se coloca é se os africanos beneficiarão com esse facto?

Mesmo considerando que tudo tem o seu preço, e que o eventual e prometido benefício traz inconvenientes de muitas outras ordens, a verdade, por mais que doa, é de que não podemos ser fundamentalistas e deixar que os africanos continuem a morrer à fome. Uma contradição? Um dilema? Uma séria ameaça ao já tão fragilizado equilíbrio do ecosistema Mundial, sem dúvida!
Introdução baseada em troca de impressões com o colega e amigo João Soares.

Um novo e feroz colonialismo ameaça o equilíbrio já tão precário deste planeta. As principais consequências são; a injusta distribuição de riquezas, as emissões de CO2 para a atmosfera devido aos transportes, e as parcas ou mesmo nulas melhorias das condições de vida de povos que já não as têm dignas.

Embora tudo seja feito em nome de uma ajuda a estes povos, o que tudo indica é bem o contrário. O verdadeiro objectivo é o de cultivar terras para alimentar os seus próprios países, ou, muito pior, para a produção de bio-combustíveis que grandes empresas compram autênticas regiões nos países pobres de África, Ásia e América do Sul com promessas de desenvolvimento económico local, mas que, sem qualquer controlo, serão apenas modos de elas próprias enriquecerem, contribuindo para o esgotamento de recursos e desequilíbrios dos ecossistemas dos países ou regiões alvos.
Em risco ficam a alimentação dos locais, que sobreviviam do cultivo dessas mesmas terras, a integridade dos ecossistemas; pela utilização de monoculturas, pelo uso excessivo de pesticidas e fertilizantes, assim como a água, que para além do risco de poluição fica sujeita ao seu esgotamento .

Resta saber se esses povos pobres terão capacidade de luta pela sua terra e pelo seu próprio alimento se não forem devida e correctamente ajudados por organizações internacionais.
Parte de um trabalho alargado da amiga Manuela Araújo do Blogue Sustentabilidade não é Palavra é Acção.
Adaptado por
Fernanda Ferreira

17/08/2009

As mortes na estrada continuam sem travões

Hoje segundo notícia do DN, «55 mortos na estrada desde o início do mês». Uma outra notícia do JN diz que «Governo quer menos mortes nas estradas». Estas palavras do Governo mostram o costume. Só palavras. Mas a contenção deste trágico fluxo de perdas de vidas não se resolve com palavras, mas com medidas eficazes já muitas vezes referidas neste blogue.

Mas as realidades são opostas às promessas do Governo. Vejamos a falta de cuidado com os sinais de trânsito, de que estas três fotos de um, de entre muitos, mostram que, além da irracionalidade da utilização de muitos sinais, há a invisibilidade aqui bem documentada.



Férias e pedido de desculpas


Fui para férias para o meu pequeno "paraíso" no Alentejo. Esperava poder ter Internet para poder continuar a estar convosco neste blog mas tal acabou por não acontecer por razões totalmente alheias à minha vontade. Portanto as minhas desculpas e aproveitando a minha vinda à capital eis-me a tentar explicar a minha ausência que por alguns amigos foi interpretada por motivo de doença, o que felizmente não foi o caso, ainda que tenha sido mordido "à má fila" por uma gata da vizinha que me levou a ter que ir ao hospital com uma infecção na perna direita. "Azar dos Távoras" que não esperava ter tido! Mas felizmente tudo acabou em bem... Prometo na "reentrada ao serviço" poder apresentar alguns textos da minha autoria a mostrar-lhes como se vive por estas bandas. Não é só no Minho nem nas Beiras que podemos gozar bons momentos, boa comida bons queijos e bons vinhos... Por cá também há tudo isso pelo que tentarei recolher dados nesse sentido e dar-lhes a conhecer também as suas belezas naturais!

Estou a tentar criar um grupo local para dar execução à nossa acção de "Limpar Portugal" aproveitando as minhas férias por aqui!

Até breve e um abraço de muita amizade

16/08/2009

"Ida ao Novo Hospital" (história curtinha, com uma pitada de ironia)

Contorcendo-se com dores, passou a porta do hospital e encontrou-se num largo “hall”. Olhando em volta, encarou com três portas, individualmente assinaladas: “cabeça”; “tronco”; “membros”. Não lhe restando quaisquer dúvidas quando ao caminho a seguir, avançou, dando entrada num espaço em tudo idêntico ao anterior, só as indicações diferiam: “membros superiores” ; “membros inferiores”. Mesmo para um leigo na matéria, como era o seu caso, não havia que errar, o problema dele situava-se claramente nos membros superiores, e prosseguiu o seu caminho. De facto, ele até estava maravilhado com tanta organização; tudo tão bem explicadinho - não havia que enganar - a este ritmo em breve estaria a ser tratado, pensou! Novo espaço, amplo e vazio , e mais três portas: “braço” ; “antebraço” ; “mão”. Por este altura, já estava ele mais que perfeitamente identificado como esta forma inovadora de encaminhamento dos pacientes; nova porta empurrada e nova sala com o mesmo número de portas: “carpo” ; “metacarpo” ; “dedo” , leu ele. Aqui chegado, terá certamente pensado: “estou quase lá; só falta mais um pouquinho”. E avançou para novo espaço, organizado à imagem dos anteriores, ou seja; com três portas , cada uma com a sua inscrição: ”falange” ; “ falanginha” ; “falangeta”. Finalmente cheguei! Empurrou, então, a porta sob a inscrição “falangeta”, avançou, e ficou surpreendido – afinal ainda havia mais portas, mas desta vez só duas, ao invés das três como até então! Olhando com muito cuidado, pôde então ler o que sobre as mesmas se encontrava escrito: “Filiados da União Nacional” ; “Não filiados da União Nacional”. Aqui não havia muito para decidir, já que ele não era membro da organização. Empurrou a porta … e encontrou-se na rua.

Só uma nota final: - O hospital desta “história”, é o de Santa Maria, em Lisboa, inaugurado durante a governação de Salazar.
Vitor Chuva
16-08-2009

Vitor Chuva