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14/06/2010

Pensamentos do Dia


O GRANDE INIMIGO DA VERDADE É MUITAS VEZES NÃO A MENTIRA - DELIBERADA, ORGANIZADA E DESONESTA - MAS SIM O MITO, PERSISTENTE, PERSUASIVO E IRREALISTA. ACREDITAR EM MITOS PERMITE O CONFORTO DE TER OPINIÃO SEM O DESCONFORTO DE TER QUE PENSAR - Jonh F. Kennedy

O actual governo Português é composto por dois grupos: um formado por gente totalmente incapaz e outro por gente capaz de tudo. (autor desconhecido)

12/06/2010

Governo/TVI: Deputado socialista Ricardo Rodrigues diz que juízes não devem interferir em processos políticos


Lisboa, 12 Jun. (Lusa) - O deputado do PS Ricardo Rodrigues desvalorizou hoje a importância da análise das escutas telefónicas no processo TVI/PT, considerando que os juízes não devem interferir em processos políticos.
Falando sobre a separação de poderes, o vice-presidente da bancada parlamentar socialista afirmou à agência Lusa que "quando um juiz tem a tentação de querer meter-se nas decisões políticas ou quando um político tem a tentação de meter-se em decisões judiciais, parece que o estado de direito fica em causa porque fica em causa a separação de poderes".
"É bom para a democracia que os juízes apliquem a justiça e que os políticos administrem a política", sustentou.
Ricardo Rodrigues reagia ao despacho enviado à comissão de inquérito sobre a actuação do Governo na tentativa de compra da TVI, divulgado sexta-feira, em que o juiz de instrução criminal da Comarca do Baixo Vouga considera que o "caso TVI" só se percebe com a análise das escutas telefónicas a Armando Vara e Paulo Penedos.
"O juiz deve considerar essas coisas todas no processo onde ele é juiz, deve tomar as decisões no processo onde ele é juiz", adiantou o deputado socialista.
Para Ricardo Rodrigues, quando algum juiz interfere num processo político comete "uma irregularidade", porque não está previsto que os políticos tenham que "aceitar ou levar em consideração uma opinião de um juiz num processo político".
O deputado referiu que os meios usados na comissão de inquérito foram "suficientes", acrescentando que "todos os deputados tiveram a liberdade de consultar os documentos e ouvir as entidades que consideravam convenientes".
"A conclusão também nos parece óbvia, que o primeiro-ministro falou a verdade ao parlamento e que não teve influência na alegada compra da TVI pela PT", disse ainda.
Segundo o despacho divulgado sexta-feira, o juiz de instrução criminal da Comarca do Baixo Vouga diz que o envio dos resumos de escutas pode "satisfazer o interesse da comissão parlamentar de inquérito na descoberta da verdade, não afecta o núcleo essencial do direito fundamental à palavra e intimidade da vida privada".
Um outro despacho enviado à comissão, em resposta a um requerimento do PSD, o procurador da República da mesma comarca, Marques Vidal, considera, por seu lado, que "não é indiferente" para a investigação parlamentar que os despachos ao caso TVI sejam revelados.
CMP/SF.

Nota:
Vê-se mesmo que não tem vergonha alguma, ele que "fanou" os gravadores aos jornalistas... São todos os mesmos defendem-se uns aos outros!!! É a Máfia a trabalhar...
Vejam o link abaixo
http://bit.ly/dtqpNW

21/05/2010

POLÍTICA É PARA QUEM SABE...



Quando um primeiro-ministro coloca um imposto ao nível de um refrigerante, torna-se ele próprio um detergente. Mas há dislates que são como nódoas: não se limpam. Quando se equipara um refrigerante ao leite e ao pão, para defender o indefensável (o aumento da taxa do IVA de 5% para 6%), Sócrates mostrou que já não diferencia a realidade da ficção. Para ele "Avatar" é a realidade e a sopa dos pobres a ficção.

Esta crise necessita de sacrifícios. Mas precisa também de políticos crescidos. A trapalhada em que se encontra Portugal deve muito ao que Sócrates fez nos últimos anos. A desculpa para os seus erros não pode ser um refrigerante com borbulhas. Na primeira legislatura Sócrates teve tudo para reformar o Estado e para definir um modelo económico para Portugal. Agora é tarde. Esta crise é de identidade. Porque é uma crise de quem nunca cresceu politicamente e que faz da política um jogo do Ken e da Barbie.

Esta crise tem a ver com a reforma do Estado. Aumenta-se o IVA de produtos essenciais, mas não se tem a coragem de acabar com uma figura jurássica do Estado: os Governos Civis. Para que servem, para além de serem clubes de empregos políticos? Os Governos Civis ocupam-se de funções que qualquer serviço do Estado faria.

Mas esta é a riqueza oculta de um Estado que diz para poupar e que lança impostos sobre o pão e o leite.

Os Governos Civis são glutões da riqueza dos contribuintes. Sócrates, quando pôde, não promoveu a verdadeira reforma: a do Estado. Agora, feito em fanicos, afaga as suas mágoas em refrigerantes com gás.

(autor desconhecido)

30/03/2010

Orçamento da AR...

PORTUGAL sem vergonha!!!
E depois pedem-nos para apertar o cinto e reduzir os ordenados, mas as regalias deles continuam na mesma...!
Até a secretária tem um BMW de valor superior a 50.000.00 €, não é ridículo??!!!!
O Dr. Jaime Gama Presidente da Assembleia da Republica, não tem um, mas sim dois carros topo de gama e são pagos pelo estado, (por todos nós) e eu pergunto porquê dois carros se o tipo só pode usar um de cada vez ???
Portugal é um país pobre?
Depois de ver isto, não acredito nisso!
A estes sem vergonha não lhes dar uma doença grave e, irem desta para "Pior", isto porque estamos fartos de ser roubados por esta gentalha sem escrúpulos !!!
Em 35 anos de democracia, em vez de nos governarem, governaram-se eles próprios, criando leis para se defenderem a eles próprios nos processos de chorudas reformas e benefícios escandalosos, e em que a corrupção ao ser julgada, a culpa morre sempre solteira !

"As pessoas precisam de entender que estão a ser burladas.
O País não pode continuar a ser dirigido por trafulhas..."
(Dr. Medina Carreira)

Computadores da AR...

10/03/2010

Os custos da ingenuidade

Tanta conversa, tanto arrepelar de cabelos, tanta "consciência tranquila" e, afinal, os portugueses não se importam com a corrupção. Até gostam de corruptos desde que apanhem algumas migalhas que caiam da mesa do banquete. A boa notícia foi dada ao Parlamento (ouvidos cínicos terão julgado escutar um grande "uff!" no hemiciclo; mas veio das galerias) por Luís de Sousa, investigador e responsável da Secção Portuguesa da Transparency International.
Concentração de poderes; "recrutamento do tipo familiar, partidário, portanto recrutamento sem mérito nem qualidade"; repressão selectiva ("peixe miúdo", diz o investigador; excluem-se, pois, robalos e congéneres) e sem credibilidade ("regresso às funções", em quem estaria a pensar o Prof. Luís de Sousa?); "passagem de políticos para (...) empresas após o termo do mandato e vice-versa" (tudo mentira!), seriam exemplos do que leva 63% dos portugueses a concluir que se pode e deve "fazer mais do que a lei permite e menos do que a ética exige". Ficam explicados os 37% de portugueses pobres: são os ingénuos que ainda julgam que as leis são para cumprir.
JN

21/02/2010

MANIFESTAÇÃO



20 de Fevereiro - DIA DE MANIFESTAÇÕES!
Uma manifestação pela liberdade de opção

Ontem tive oportunidade de estar presente na Manifestação pró FAMILIA e contra o “casamento de gays”, na Avenida da Liberdade, onde mais de 5.000 pessoas, de todos os cantos de Portugal, estiveram presentes. Enquanto a marcha descia a Avenida, ouviam-se os mais variados sotaques. De norte a sul, muitos quiseram participar.
Foi uma Manifestação ordeira e muito concorrida pois a multidão que apareceu ocupou, muito compacta, toda a Avenida e depois quando terminou nos Restauradores, ficou ainda muita gente na Avenida por não haver mais espaço na Praça.
“Bandeiras, cartazes e balões deram cor, este sábado, a uma das praças mais conhecidas de Lisboa. O Marquês de Pombal encheu-se de gente para celebrar a festa da família, uma iniciativa da plataforma cidadania e casamento, a favor do referendo ao casamento gay, que juntou na capital cerca de cinco mil pessoas, vindas de norte a sul do país.”
Era uma mole de gente de todas as idades, sexos, e áreas políticas predominando, no entanto, a Juventude! É nela, aliás, em que acredito que está o futuro do nosso País!
A alegria desta gente contrastou com um pequeno grupo de gays, não mais de uns 35/40 elementos, que a meio da Avenida pretenderam fazer ma contra-manifestação. Rapidamente a contra-manifestação desmobilizou-se e a marcha prosseguiu rumo aos Restauradores
A bem da verdade ninguém os discriminou nem aí, nem durante as palavras de ordem durante o desfile, nem tão pouco durante os discursos feitos pelos diversos oradores que se fizeram ouvir.
Fez-se a apologia da FAMILIA e mostrou-se que se era contra o “casamento dos gays” mas respeitando-se a sua escolha e vocação sexual.
Uma coisa que se fez sentir por todos os oradores e presentes foi a solidariedade demonstrada pelas famílias enlutadas e pela situação de catástrofe que se estava a viver na Madeira!
Foi realmente uma jornada de luta a mostrar ao País a não razão de se não ter feito o referendo solicitado pela Petição apresentada na AR assinada por mais de 92.000 pessoas!
As pessoas presentes nesta jornada estão com os olhos postos em quem tem que decidir sobre tal lei, esperando que o bom senso prevaleça sobre esta teimosia bacoca de se não ouvir o Povo deste País! Nem o frio, nem os ares de chuva, fizeram desmobilizar os cinco mil portugueses, que vieram até à capital celebrar a família e o casamento, instituições milenares, que os tempos querem mudar.

Manifestação de apoio a Sócrates na fonte Luminosa

A outra manifestação convocada por sms para a Fonte Luminosa em apoio a Sócrates redundou num fracasso total pois não apareceu aí ninguém e as imagens apresentadas nas televisões mostraram exactamente isso mesmo: nem uma pessoa lá estava!
Como previ isso aconteceu porque a maioria do Povo não está com ele nem votou nele, pois se tivermos em atenção a percentagem de abstenção e as percentagens de quem votou noutros partidos chega-se à conclusão que foi uma escassa minoria do Povo Português que o elegeu e muitos desses já estão desconsolados com as atitudes por ele tomadas entretanto.
Era bom que com humildade ele arrepiasse caminho e promovesse melhores condições para Portugal e para os Portugueses! Saiba ouvir o Povo e que se deixe de arrogâncias e de tiques ditatoriais que a nada levam de bom para uma governação sadia necessária para melhorar as condições de todos nós e de Portugal!

16/02/2010

ÉTICA REPUBLICANA?

Ética republicana. Como se a palavra ética não valesse por si. Como se o adjectivo a valorizasse ou a aumentasse. Como se o mesmo atributo lhe desse um estatuto de uma qualquer superioridade.

Agora que se comemoram os 100 anos da República a propalada ética republicana promete voltar em catadupa. Como já tivemos três Repúblicas, o que quer dizer essa adjectivação da ética? É que já houve de tudo no plano ético e político. Uma coisa e o seu contrário. De positivo e de negativo. De construtivo e de destrutivo. De seguidismo e de persecutório. De direitos e de míngua deles. De verdade e de mentira. De carácter e da sua falta. De serviço probo e de aproveitamento criminoso.

A verdadeira ética não é apropriável. Existe por si ou não existe. Bem sei que somos todos cidadãos e não súbditos. Logo, portadores de direitos e de obrigações. Mas antes e acima do cidadão há sempre a pessoa. Com inteligência, vontade, percepção e consciência. Pessoa e cidadão são indissociáveis na razão ontológica e teleológica da nossa individualidade. Quando se fragmentam, a ética dissolve-se.

Diz-se que a ética republicana consiste sobretudo em cumprir escrupulosamente a lei. Já o fariseu era um absoluto legalista. Acontece que o conjunto das normas jurídicas e o conjunto das normas éticas jamais coincide. Há matérias reguladas pela lei que não exprimem qualquer juízo ético, como há muitas regras de conduta ética que não estão juridicamente plasmadas. A ética não se estrutura na dicotomia legal / ilegal, mas radica na consciência. O conjunto do que é moralmente aceitável (o legítimo) é mais restrito do que é juridicamente aceitável (o legal). Nem tudo o que a lei permite se nos deve impor, e há coisas que a lei não impõe mas que se nos podem e devem impor. A pessoa tem mais deveres éticos do que o cidadão. A consciência de uma pessoa honesta é mais exigente do que o produto de um legislador. A lei é o limite inferior da ética.

Nenhuma lei proíbe em absoluto a mentira, a desonestidade, a deslealdade, a malvadez, o ódio, o desprezo, a vilanagem... Como nenhuma lei só por si assegura a decência, a verdade, a amizade, a generosidade... Na ética pura não há lugar para a falaciosa "terceira categoria ética" dos actos indiferentes entre os bons e os maus.

Olhemos para a crise global que se instalou no mundo. Há muitas explicações técnicas mas, no fim, chegamos sempre à escassez ética onde a fronteira entre o bem e o mal se erodiu fortemente. Olhemos para o que se passa na governação do nosso país, onde a verdade definha, a autenticidade escasseia, o exemplo desaparece. Onde é conveniente separar a pessoa da função e a função da pessoa, como se o carácter fosse divisível. Onde há faces ocultas de quem nada deveria ter a ocultar. Onde assuntos públicos se disfarçam de privados e os juízos éticos não vão além de um qualquer sistema sancionatório ou penalista. Tristes faltas de ética. Chamem-lhe republicana ou não.

António Bagão Félix, Economista

Enviado por e-mail pelo Amigo Zé Manel

31/01/2010

Manifestação da Familia


http://www.casamentomesmosexo.org/manif/

CASAL E CASAMENTO
Os nomes servem para delimitar e definir realidades diferentes. Como todos sabemos, para a maior parte das actividades humanas, como a respiração, a digestão ou a locomoção, o organismo que desempenha tal função ou acto é o indivíduo humano. No entanto, no que diz respeito ao acto reprodutivo, o organismo que desempenha esta função não é o indivíduo humano mas o casal humano (macho/fêmea). O casal humano é, consequentemente, uma unidade orgânica que se alcança precisamente no acto reprodutivo da espécie, mesmo nos casais infecundos.
Se existe aqui alguma discriminação, é culpa exclusiva da própria natureza que não dotou o indivíduo humano de capacidade reprodutiva auto-suficiente, como acontece com a respiração e a digestão
...

... Imagine o leitor que vai a uma loja ou a uma feira de animais comprar, por exemplo, um casal de cães ou de gatos. Chega a casa e verifica que lhe entregaram dois machos ou duas fêmeas. Diga-me agora com franqueza: acha-se ou não com o direito de reclamar? E agora imagine que, ao apresentar a sua reclamação, o vendedor lhe responde: «o senhor pediu para lhe vender um casal e eu vendi-lhe um casal de machos». Diga-me com franqueza: a não ser que estejamos num manicómio, acha que uma conversa deste tipo faz sentido?

Santana Maia Leonardo no Blogue “Contracorrente”

30/01/2010

ESCOLA

Professores são Autoridade Pública em Espanha!
"Ao serem reconhecidos como autoridade pública, os professores - tal como os juízes, polícias, médicos e pilotos e comandantes de navios - contam com uma protecção especial. A agressão a um professor está tipificada pelo Código Penal como atentado contra a autoridade"

"Além de serem autoridade pública, têm presunção da verdade, o que significa que a sua palavra tem mais valor do que a de outro cidadão"

Em Portugal nestes quatro anos foi o que sabemos. Quão diferente é o "socialista" Sócrates do seu homólogo Zapatero... "

21/01/2010

EDUCAÇÃO

A EDUCAÇÃO COMEÇA EM CASA!

A propósito lembrei-me deste artigo que tem uns tempos mas que está sempre actual:

A geração do ecrã
«Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.·Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os 'Morangos com açúcar', só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.·Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos - bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se.·Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a sr.ª ministra - que não entra numa escola sem avisar - é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas).·Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!·O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social.·Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador.·Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.·Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs.·E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.·E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.·Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.·Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.·E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse.·A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.·A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar.·A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento.·E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã.·E nós deixamos.»·
Alice Vieira, Escritora

19/01/2010

EDUCAÇÃO

CONFLITO DE GERAÇÕES

A propósito do post sobre uma criança ter morto a tiro o seu Pai e um amigo do mesmo lembrei-me desta notícia que transcrevo:

"Falando sobre conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou uma conferência citando quatro frases:

1. "A nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, despreza a autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Os nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem aos pais e são simplesmente maus."

2. "Não tenho mais nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque esta juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível."

3. "O nosso mundo atingiu o seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais os pais. O fim do mundo não pode estar muito longe."

4. "Esta juventude está estragada até ao fundo do coração. Os jovens são maus e preguiçosos. Eles nunca serão como a juventude de antigamente... A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura."

Após ter lido as quatro citações, ficou muito satisfeito com a aprovação que os espectadores davam às frases. Então, revelou a sua origem:
- a primeira é de Sócrates (470-399 a.C.)
- a segunda é de Hesíodo (720 a.C.)
- a terceira é de um sacerdote do ano 2000 a.C.
- a quarta estava escrita em um vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilónia e tem mais de 4000 anos de existência."


Nota:


É verdade que no decorrer dos tempos sempre houve o chamado "Conflito de Gerações", só que este se tem agravado brutalmente motivado por erros consecutivos na educação das crianças. Todos nós sabemos que na fase da adolescência e com a afirmação da vontade há sempre choques com os Pais e Educadores! Mas nunca como agora!... Quem fez as anteriores citações se hoje vivesse ficaria completamente estarrecido com o que via e dificilmente perceberia como se tinha atingido tal estado de coisas! As suas previsões foram amplamente superadas no pior dos sentidos! Há que rever a forma de educar os filhos e isso passa por reforçar a Família e a Escola!

29/11/2009

PENSAMENTO DO DIA

Porque é que alguns têm mais sucesso na vida que outros?

Porque enquanto uns sobem profissionalmente devagar, outros fazem salto à Vara!

Trânsito



Acidente de viação!

Meus amigos,
Com tantos carros do Estado que por aí proliferam já há muito tempo que esperava um acidente da natureza do que se verificou na Avenida da Liberdade!
Não há "bicho careta" a quem não se distribua uma viatura e normalmente são todas "topos de gama" o que permite grandes velocidades. É vê-los nas cidades , nas autoestradas e por aí fora em velocidades pouco consentaneas com o que está determinado legalmente! E isto até se verifica com viaturas policiais! O "forribódó" político já passou ao transito! Quero ver o que vai ser apurado neste acidente e quem vai ser responsabilizado pelo mesmo... O mesmo que se tem verificado noutros que se têm dado até agora e que têm sido "abafados"? Só que desta vez este acidente foi muito mediático!

A propósito trancreve-se um post do Blogue NRP CACINE:

"Lamento sinceramente os feridos do acidente de ontem na Av. da Liberdade entre 2 viaturas do Estado , sendo uma do Secretário de Segurança Interna.
Mas aproveito para mostrar a minha indignação com a velocidade com que os automóveis oficiais circulam nas estradas e na propria cidade.Creio que ninguém tem qualquer dúvida da velocidade a que ontem circulavam em plena Avenida, e não mataram um peão por sorte.
E a razão de tal velocidade e disparate (para eles não há lei) era porque o Senhor ía à posse dos Governadores civis.
Será que a posse dos Governadores, ou outro acto qualquer do género , justifica o atropelo da lei e a perigosidade para os transeuntes?
No tempo da civilisação neste País só o Presidente da Republica e o 1º Ministro tinham direito a circular com luzes especiais e a velocidades superiores. Hoje até os Presidentes de Câmara , Secretários de Estado , Chefes de Gabinete ....as usam , e ai do agente de autoridade que os mande parar.
VERGONHA"

27/11/2009

Atenção que o momento é grave...


É favor besuntarem-se
por Vasco Graça Moura

Supondo, por mera hipótese de raciocínio, serem verdadeiros os vários factos que, segundo o semanário Sol, envolvem José Sócrates, as consequências de tal situação estão à vista: o Governo, o Estado e as instituições ficariam a tal ponto descredibilizados que a solução seria, pura e simplesmente, a demissão do primeiro-ministro pela prática reiterada de batotas várias, de todo incompatíveis com a lei e com a ética, com a dignidade do seu cargo e com o interesse nacional.

É evidente que toda a gente, incluindo os titulares de altos cargos políticos, tem direito à sua privacidade. E também é evidente ter havido uma grave violação (apenas mais uma...) do segredo de justiça.

Os apaniguados de Sócrates desmultiplicaram-se, numa operação mediática sem precedentes, a invocar razões puramente jurídicas em tudo quanto é sítio, procurando desviar as atenções do problema político e da sua real dimensão.

Mas o problema tornou-se escandalosamente político. E tornou-se também uma questão de decência. As coisas são o que são e são assim mesmo.

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o procurador-geral da República viram-se metidos num verdadeiro imbróglio. Trata-se de dois altos magistrados, cuja idoneidade, rigor, competência e experiência são absolutamente indiscutíveis.

Por muitas explicações que sejam dadas agora quanto ao calendário das remessas e da apreciação das certidões, foi nítido o embaraço decorrente da situação, aliás protelado ao longo de vários dias e artificialmente pontuado por reenvios de competências que deixaram toda a gente perplexa. Ora nada disto terá decorrido da evidente inocuidade dos conteúdos das certidões enviadas. Se fossem inócuos tais conteúdos, qualquer deles poderia ter vindo logo a público dizer isso mesmo, dissipar dúvidas com a sua palavra autorizada e acalmar a opinião pública. Ninguém discutiria então a aplicação da lei.

Mas agora, mandadas destruir as certidões (e quem sabe se algum jornal tem cópia delas...), pode sempre pairar a suspeita de que esses conteúdos não eram afinal tão inócuos quanto isso e apontavam para qualquer coisa de política e juridicamente tão desconfortável que só um procedimento meramente formal conseguiu travar outros desenvolvimentos. No plano político, isso é desastroso e vira-se contra José Sócrates.

E afinal quem é que mandou fazer as escutas e analisou o resultado desses procedimentos. Terão sido políticos da oposição? Jornalistas de tablóides? Paparazzi desempregados? Jovens e ineptos utilizadores do Magalhães?

A resposta é confrangedoramente simples: foram magistrados portugueses, o procurador-coordenador do DIAP de Aveiro e o juiz de instrução criminal, no exercício das respectivas funções, quem sustentou existirem indícios da prática de um crime de atentado ao Estado de direito. Tratar-se-ia de puros incompetentes? De estagiários sem saber nem experiência? De loucos furiosos de justicialismo ultra-esquerdista a dispararem contra revoadas de mosquitos na outra banda? Ou antes de gente que achou ser de tal gravidade a matéria de que lhe chegavam indícios que entendeu do seu dever não agir de outra maneira?

Fosse como fosse, independentemente de apreciações formais, os factos que, pelo processo ínvio e lamentável da violação do segredo de justiça, vieram a público, adquiriram a maior relevância política e não há argumentação jurídica, por muito fundamentada que seja, que possa dissipar o seu efeito negativo.

O que é que faz com que José Sócrates e o seu naipe de ventríloquos e demais criaturas de serviço finjam não perceber o que se passa? Não há "salto à vara" que lhes permita passar airosamente por cima da situação criada, sem um esclarecimento muito sério que, dadas as circunstâncias, devia ser um imperativo político para o primeiro-ministro.

O mais deprimente é a sensação generalizada com que se fica de que Portugal está a caminho de se transformar numa república em que as bananas crescem num lodaçal. É nesses lugares que os valores se evaporam, as leis são impunemente violadas, tudo se degrada, todos os responsáveis são cúmplices e nada nem ninguém consegue evitar isso.

Mas é muitíssimo bem feito. Elegeram essa gente? Pois têm o que merecem... Assoem-se lá a esse guardanapo. Besuntem-se com o resultado. Amanhã ainda vai ser pior...

"Não falimos por um milagre”


José António Saraiva, director do semanário ‘Sol’, revela ao CM que o Governo o pressionou para não publicar notícias do Freeport e que depois passou aos investidores.

Correio da Manhã – O ‘Sol’ foi coagido pelo Governo para não publicar notícias do Freeport?

José António Saraiva – Recebemos dois telefonemas, por parte de pessoas próximas do primeiro-ministro, dizendo que se não publicássemos notícias sobre o Freeport os nossos problemas se resolviam.

– Que problemas?

– Estávamos em ruptura de tesouraria, e o BCP, que era nosso sócio, já tinha dito que não metia lá mais um tostão. Estávamos em risco de não pagar ordenados. Mas dissemos que não, e publicámos as notícias do Freeport. Efectivamente uma linha de crédito que tínhamos no BCP foi interrompida.

– Depois houve mais alguma pressão política?

– Sim. Entretanto tivemos propostas de investimentos angolanos, e quando tentámos que tudo se resolvesse, o BCP levantou problemas.

– Travou o negócio?

– Quando os angolanos fizeram uma proposta, dificultaram. Inclusive perguntaram o que é que nós quatro – eu, José António Lima, Mário Ramirez e Vítor Rainho – queríamos pa-ra deixar a direcção. E é quando a nossa advogada, Paula Teixeira da Cruz, ameaça fazer uma queixa à CMVM, porque achava que já havia uma pressão por parte do banco que era totalmente ilegítima.

– E as pressões acabaram?

– Não. Aí eles passaram a fazer pressão ao outro sócio, que era o José Paulo Fernandes. E ainda ao Joaquim Coimbra. Não falimos por um milagre. E, finalmente, quando os angolanos fizeram uma proposta irrecusável e encostaram o BCP à parede, eles desistiram.

– Foi um processo longo...

– Foi um processo que se prolongou por três ou quatro meses. O BCP, quase ironicamente, perguntava: "Então como é que tiveram dinheiro para pagar os salários?" Eles quase que tinham vontade que entrássemos em ruptura financeira. Na altura quem tinha o dossiê do ‘Sol’ era o Armando Vara, e nós tínhamos a noção de que ele estava em contacto com o primeiro-ministro. Portanto, eram ordens directas.

– Do primeiro-ministro?

– Não temos dúvida. Aliás, neste processo ‘Face Oculta’ deve haver conversas entre alguns dos nossos sócios, designadamente entre Joaquim Coimbra e Armando Vara.

– Houve então uma tentativa de ataque à liberdade de imprensa?

– Houve uma tentativa óbvia de estrangulamento financeiro. Repare--se que a Controlinveste tem uma grande dívida do BCP, e portanto aí o controlo é fácil. À TVI sabemos o que aconteceu e ao ‘Diário Económico’ quando foi comprado pela Ongoing – houve uma mudança de orientação. Há de facto uma estratégia do Governo no sentido de condicionar a informação. Já não é especulação, é puramente objectiva. E no processo ‘Face Oculta’, tanto quanto sabemos, as conversas entre o engº Sócrates e Vara são bastante elucidativas sobre disso.

– Os partidos já reagiram e a ERC vai ter de se pronunciar. Qual é a sua posição?

– Estou disponível para colaborar.

26/11/2009

CP - Redução de Pessoal


A nova CP
Por Henrique Custódio, jornalista
(…) Em termos de efectivos globais, desde 1992 até 2008 o número de trabalhadores diminuiu 10.218 em todas as áreas, à excepção do núcleo dirigente, onde houve um aumento de 11 gestores e 502 quadros superiores.
Daqui resultou que a relação trabalhador/quadro superior, que em 1992 era de 35 para 1, passou em 2008 a ser de 9 para 1 (...)
(…) na actual CP semi-privatizada e desmembrada, «reduz-se na área da produção para dar lugar, em muitos casos, aos “boys” dos diversos governos». (…)
(…) «Por isso as assimetrias se acentuam e os trabalhadores vêem as injustiças a crescer», frisa o Sindicato. (…)
(…) A componente pública que se manteve na «nova CP» - fragmentada e semi-privatizada - tem servido para três coisas:
Para canalizar os dinheiros públicos, que por sua vez irão cobrir todos os défices, desmandos e investimentos necessários às explorações rentáveis e entregues de mão beijada aos privados e, finalmente, para alimentar a multidão de «amigos» dos sucessivos governos e governantes, por ali acomodados entre uma tão crescente legião de «gestores e quadros superiores» que, actualmente, o rácio já é de um desses quadros por nove trabalhadores... »

17/11/2009

Nova versão dos Lusíadas - sátira

As equivalências e os termos assinados,
Que na ocidental raia Lusitana,
Por cursos nunca antes frequentados,
Passaram ainda além dos seis dias da semana,
Em betão armado e pré-esforçado,
Mais do que prometia a desfaçatez humana,
E entre gente bem mais douta edificaram
Novo currículo, que tanto sublimaram;

E também as notícias gloriosas
Daqueles feitos, que foram omitindo
A Lisura, a Hombridade, as Virtudes valorosas
Das corporações que foram destroçando;
E aquele, que por obras viciosas
Se vai da lei da respeitabilidade libertando;
Sobranceiro, entre pares, no plenário,
Cantarei, se a tanto me ajudar o engenho sanitário.

(versão século XXI no BlogOperatório)