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19/04/2016

PREPARA E APROVEITA BEM A VELHICE



Reflexões do oncólogo Dr. Drauzio Varella (recebido por e-mail)

DEFINIÇÕES

a. Terceira Idade: Oficialmente começa aos 60 anos e supõe-se que termina aos 80, mas não há consenso.
b. Quarta Idade ou Velhice: Inicia aos 80 anos e termina aos 90.
c. Longevidade: Inicia aos 90 e termina quando se morre.

VELHICE SAUDÁVEL

Ninguém está são depois dos 50. Sãos estão os jovens: os velhos têm sempre uma ou várias doenças que são próprias da idade.
Do que se trata então é de envelhecer com as doenças controladas e sem complicações.

GENÉTICA

Se queres saber quanto viverás e como chegarás a essa idade, recorda os teus pais. A carga genética é fundamental para estabelecer um prognóstico de vida. Quem teve cancro ou enfarte antes dos sessenta, o transmitirá a seus filhos pelos genes e, por isso, estes terão maior probabilidade de desenvolver as mesmas enfermidades. Logicamente, o desenvolvimento de uma doença crónica requer a presença de vários factores, sendo o genético apenas um deles.

NÃO HÁ PECADO GRATUITO

"Somos o que comemos" dizem os naturalistas, e não falta razão para isso. Se além de teres uma carga genética desfavorável pões 3 ou 4 colherinhas de açúcar em cada café que tomas, saboreias todas as peles do frango assado e deleita-se com o torresmo de porco, estás convertendo as tuas artérias em tubulações entupidas. Não haverá boa circulação, não haverá boa oxigenação o que equivalerá à morte celular ou, dito de outro modo, envelhecimento acelerado e prematuro.
Em consequência, se queres ter uma velhice saudável a partir dos 50 anos, cuida da tua alimentação e deixa de comer coisas químicas e de abusar das gorduras… Um bom café da manhã, um bom almoço e um péssimo jantar são a chave para equilibrar o teu meio interno.

VIVA O TRAGO

Junto com a dieta está a bebida. Abandona todas as bebidas gasosas. Estas podem ser tomadas pelos jovens, nós não. Todos esses líquidos têm carbonato de sódio, açúcar e cafeina. Na nossa idade estas substâncias prejudicam o pâncreas e o fígado até desgastá-los. É melhor tomar água, limonada, sucos… Até a cerveja é preferível, já que se faz com água fervida, tem componentes naturais e não contém sódio.
Por outro lado há bastante evidência clínica que demonstra que o consumo moderado de álcool depois dos 50 anos melhora a qualidade de vida, pois tem três efeitos definidos: vasodilatador coronário, diminui o colesterol e é um sedante moderado. Em consequência, e de forma prática, à hora do almoço ou à noite quando chegas a tua casa e não tenhas mais que dirigir, toma um gole; também recomendados são o whisky, o vinho tinto e a aguardente pura.
Em lugar de tomar nitroglicerina para dilatar as artérias, ou estatinas para baixar o colesterol, ou um valium para acalmar-se, consegues tudo isso com um bom trago. E se o fazes com as pessoas de quem gostas, o efeito se duplica. Porém, uma advertência: consumo moderado equivale a um ou dois copos, porque se exageras todos os dias, o efeito é exactamente o contrário e te matarás mais rápido do que tu pensas.

TÃO-POUCO SEJAS RADICAL!

Isto quer dizer que todas estas regras são boas, porém sem exagerar e, sobretudo, sem dogmatizar. Se fazes um churrasco para a tua família ou amigos não venhas com “não como chouriço porque é muito gorduroso” ou “meu médico me disse para tomar só dois copos”
Nada substitui a alegria e o prazer de compartilhar momentos agradáveis com os que te querem bem; não há gordura nem bebida que não se possa metabolizar numa boa tarde de relaxamento. Os mecanismos de compensação do nosso corpo são ainda pouco conhecidos, porém assim funciona: se desfrutas verdadeiramente o “pecado mortal” dietético ele se transforma em “pecado venial”;


NADA FICARÁ IMPUNE

Isso é absolutamente certo porque tudo o que comas e bebas deixará vestígios e, qual retrato de Dorian Grey, teu corpo te mostrará na velhice. As noitadas de diversão, os excessos de todo tipo farão a vida do velho muito sofrida. E não somente a ti, mas também à sua família.

PERDAS

A principal desgraça para um ancião é a solidão. O habitual é que os casais não cheguem juntos à velhice; sempre alguém vai primeiro, com o que se desequilibra todo o statu quo que sustentava o casal. O viúvo ou a viúva começa a ser uma carga para a família.
Minha recomendação pessoal é que tratem de não perder – enquanto forem lúcidos – o controle de sua vida. Isso significa, por exemplo: eu decido quando e com quem saio, como me visto, a quem telefono ou encontro, a que horas vou dormir, como me distraio, o que leio, o que compro, onde vou morar, etc. Porque, quando já não possas fazer tudo isso, te terás transformado em um peso para a vida dos demais.

SUFICIENTE

Já não tenho mais tempo, pois o trabalho me chama e excrevi isto em uma pequena pausa de 30 minutos. Espero que seja útil.

13/12/2015

SEXALESCENTES OU «SEMPRE JOVENS»



Quando foi criado o blogue «SEMPRE JOVENS» pretendia-se resistir ao tempo e conservar a juventude o mais possível. Por isso quando recebi este texto logo decidi colocá-lo aqui para utilidade dos nossos visitantes Sexalecentes

Activos e motivados, os que já passaram os 60 anos de idade já não se reduzem a "receber a reforma e fazer de avós". Como se vive esta segunda "Juventude"?

": A segunda adolescência que arranca dos 60

Sexalescentes: assim se chama àqueles que, entrando nos seus 60 anos, reúnem certas características que não aceitam os padrões comuns que se encontram dentro da velhice.

Enquanto a palavra "Sexagenário" cai em desuso, homens e mulheres entre 60 e 70 anos de idade, marcam uma tendência diferente no modo de experimentar e transitar esta etapa das suas vidas com um perfil diferente, que surge em oposição ao facto de "se resignar a ver passar a vida".

Como são e o que os distingue?

- não abandonam o seu protagonismo de lado dentro do âmbito afectivo, laboral e social.

- decidem "continuar", com a confiança e a sabedoria das experiências vividas.

- Motivados, indagam, aprofundam e actuam naquilo que os preenche os identifica e desperta o seu interesse.

- Em muitos casos e nessas alturas o amor, o trabalho e o prazer misturam-se como numa própria sinfonia onde estes autónomos congéneres escolheram ser os directores.

- Continuam a criar projectos de vida que lhes permitem ser mantidos actualizados e activos.

- São capazes de lidar com as novas tecnologias com empenho e desejos não só de aprender a usá-los, mas também de empregá-las em seu benefício.

- Tomam consciência da importância da saúde física, por conseguinte dedicam o tempo suficiente para favorecer uma melhor qualidade de vida.

- Podem retomar aquela carreira universitária que foi interrompida no caminho ou descobrem novas vocações e em alguns casos, chegam a reconhecer que têm uma missão em suas mãos para desenvolver.

Muda, tudo muda

Estes homens e mulheres, considerando a sua história e o seu contexto, cresceram, foram educados e desenvolvidos com mensagens e estruturas muito diferentes dos actuais. Numa sociedade onde os papéis estavam pré-estabelecidos, não responder às expectativas do ambiente podia ser uma porta para o desprestígio.

Daí passaram a uma sociedade onde cada um pode penetrar e decidir o que fazer sem tanto medo de ser rejeitado ou ao "o que vão dizer". Tiveram a coragem de quebrar com certas estruturas sociais e assumir suas reais necessidades e possibilidades.

No entanto, esta mudança é mudança geracional que pareceria encontrar-se em seus começos. É mais possível encontrá-los em zonas urbanas com maior densidade populacional, onde vários estímulos, a comunicação e a informação podem ser variados e abundantes, como também as oportunidades para se inserirem ou continuar activos dentro de seu contexto social.

A isto juntam-se os progressos medicinais e científicos que, quando são utilizados conscientemente em benefício da saúde, melhoram e prolongam o bom viver.

Sem dúvida, estamos participando de uma mudança geracional que, desta vez, atinge os adultos mais maduros. Começa a ser vista num plano mais evidente a importância e a influência que tem sobre a nossa vida toda a saúde emocional com a que contemos.

Estes "eternos jovens" de Espírito, sabem como manter a chama acesa, aquela que os deixa sentir plenos, integrados, autónomos, motivados e comprometidos com a vida. Apaixonados com a velhice, em cada uma de suas ações, nos ensinam e deixam ver o que é significativo e valioso desta etapa da vida.

* Graciela Taffarelli é consultora psicológica, especializada em desenvolvimento pessoal; clr.gracielataffarelli@hotmail.com;http://consultoriasaludmental.blogspot.com.ar/

30/08/2014

UM SEGREDO PARA A LONGEVIDADE

Transcrição como um conselho a seguir:

Mais velha mulher do mundo tem um segredo para a longevidade
17:37 - 30 de Agosto de 2014 | Por Notícias Ao Minuto

Uma mulher mexicana fará amanhã 127 anos de idade e ao assinalar mais um aniversário tornar-se-á na mulher mais velha de sempre. Porém, num artigo publicado pelo Mirror, esta idosa conta que tem um segredo para a sua longevidade, 'enigma' que agora desvendamos.

Leandra Becerra Lumbreras nasceu a 31 de Agosto de 1887. Amanhã fará 127 anos e quando celebrar o seu aniversário vai passar a ser a mulher que mais anos viveu desde que há registos.

Segundo escreve este sábado o Mirror o segredo para tantos anos de boa saúde é simples. Mascar chocolate, dormir durante dias, alimentar-se bem e nunca se casar. Quem o explica são os seus netos que dizem que, apesar da avançada idade, a sua avó se mantém completamente lúcida, ainda entretendo toda a família com as suas histórias de tempos longínquos.

Certamente terão razão. Se pensarmos bem esta mulher assistiu ao eclodir de duas guerras mundiais, à chegada do homem à lua, à queda do muro de Berlim, entre tantos outros eventos históricos que marcarão para sempre a história humana.

“Ela sempre foi uma mulher lutadora. Até há dois anos ela ainda cosia e tecia a sua roupa. Nunca deixou de ser ativa e talvez seja por isso que viveu tantos anos”, referiu Miriam Alvear, neta de Lumbreras, citada pelo Mirror.

15/05/2014

TER OBJECTIVOS NA VIDA DÁ LONGEVIDADE


Transcrição de artigo:

Investigação Quem tem objetivos de vida poderá viver mais tempo
20:50 - 15 de Maio de 2014 | Por Notícias Ao Minuto

Dois investigadores realizaram um estudo que determina que aqueles que têm mais objetivos de vida, ou relações mais positivas com outros, viverão mais tempo, lê-se no Boas Notícias.

Foi desenvolvido um estudo por uma universidade canadiana que revela que estabelecer objetivos, definir metas, sentir que temos um propósito aumenta a longevidade, segundo a página dedicada à investigação.

“O nosso trabalho indica que encontrar uma direção na vida e definir vários objetivos abrangentes no sentido daquilo que queremos atingir pode ajudar-nos a viver mais tempo, independentemente da idade em que descobrimos o nosso propósito”, afirma o investigador da Universidade de Carleton, no Canadá, Patrick Hill.

Nicolas Turiano, da Universidade de Rochester, nos EUA, decidiu em conjunto, explorar profundamente indícios que sugiram que encontrar um propósito diminui o risco de mortalidade, revela o Boas Notícias.

Investigaram 6.000 participantes norte-americanos e analisaram as suas experiências com emoções positivas e negativas.

Este foi um estudo que demorou 14 anos e 569 participantes morreram entretanto, o que serviu para os investigadores concluirem que aqueles que morreram eram os que tinham menos objetivos de vida ou poucas relações positivas com outros.

Imagem de arquivo

28/08/2008

Barriga é barriga!!!

Você duvidava da minha isenção e imparcialidade? Ora aqui tem uma prova. Ando a pé todos os dias entre 8 e 15 quilómetros e, mesmo assim, publico aqui um texto que defende a solução oposta! Cada um raciocina por sua conta e tira as conclusões

Um texto com o título deste post escrito por Arnaldo Jabour

Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais. Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte.

Depois de chamar a atenção para o facto de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna:

A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?

Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico viveu 90 anos.

Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde...

E viva o sedentarismo ocioso!!! Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!

Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!! O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!

VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!
Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem!

12/03/2008

A terceira idade actual já não é a do reumático

Transcrição de artigo de igual título, do JN, em homenagem dos elementos do CVS (Clube Virtual de Seniores) Sempre Jovens
Da autoria de Manuel Serrão, Empresário

Passaram ontem 33 anos sobre o 11 de Março de 75, que só os portugueses com idade ligeiramente avançada se lembram o que foi. Curiosamente quase parece que foi ontem, mas há muitos séculos 33 anos eram uma vida.

Nestes tempos de Quaresma, é costume recordar que Jesus Cristo foi crucificado com 33 anos, segundo reza a História. Na época, era um homem feito, não apenas por ter tido uma vida cheia, para quem acredita no que sobre ele se escreveu, mas porque já nessa altura era quase um milagre viver muito para além dos 40-45 anos.

Regressando aos tempos modernos, mas recuando 40-45 anos, nesse tempo já era relativamente comum chegar aos 33 anos, mas dos trintões dessa época já se tinha a ideia de homens de barba rija e era com alguma complacência que se olhavam as pessoas com mais de 60 anos. Não é por acaso que o termo sexagenário era quase sinónimo de velho ou reformado e era seguramente o mesmo que dizer terceira idade.

A idade da reforma, dos descontos nos transportes públicos, das gentilezas dos lugares sentados que se ofereciam e das travessias das passadeiras que se ajudavam era a partir dos 60 que se consolidavam.

Falar de um septuagenário era mais ou menos como falar dos fenómenos do Entroncamento ou dos porcos que alguém tinha visto um dia a andar de bicicleta.

Quarenta anos depois, vivemos uma realidade completamente diferente. Eu diria que a nossa sociedade deu um salto (ou teve um sobressalto...) de 20 anos. O que era verdade há 40 anos para um sexagenário só é hoje verdade para um octogenário. Os 80 anos de hoje são os 60 de há 40.

Aparentemente, estou a dar-vos conta de uma boa notícia. Sobretudo para todos aqueles que hoje têm 80 e podem e devem sentir-se 20 anos mais novos. Pensando bem, até podem sentir (o que eu já não sou capaz de imaginar porque não vivi esse tempo) que os seus 80 anos de hoje valem ainda menos do que os 60 anos de quando tinham 20.

Enfim, sem exagerar, seguem-se alguns exemplos de aplicações práticas do que escrevi acima e os leitores julgarão se esta realidade que parece incontornável será assim tão boa para todos, ou não.

Há 40 anos, nenhuma família responsável autorizava que o seu velhinho de mais de 60 anos usasse o automóvel sem restrições. Hoje, conheço muito boa gente de 80 anos que continua a deslocar-se sozinha no seu automóvel, praticamente sem nenhuma condicionante.

Há 40 anos, os avós perdiam-se cedo ou nem sequer os conhecíamos. Agora, a minha filha tem os quatro avós frescos para assar e ainda tem uma bisavó!

Há 30 anos, toda a gente achava normal um governo que tinha um primeiro-ministro com menos de 50 anos e vários secretários de Estado com menos de 30. Nas últimas presidenciais, tivemos dois candidatos com mais de 70 e um com mais de 80 e praticamente ninguém usou a sua avançada idade como tema de campanha.

Há 30 anos, um jovem licenciado estava disponível para o mercado de trabalho aos 22, 23 anos. Hoje, é fácil encontrar pessoas que vão acumulando formações e só entram no mercado de trabalho muito perto dos 30 e muitos ainda vivem em casa dos papás.

Há três décadas, no jardim da Praça da República, no Porto, podiam ver-se velhinhos de 60 e tal anos a ocupar as tardes na batota. Agora, mostrando que a lógica da batota é uma batata, é raro lá ver alguém com menos de 70 ou 80.

Há 30 anos, os primeiros corpos sociais da Associação Nacional de Jovens Empresários rasavam os 30 anos de idade média e eram considerados sub-21 dos seniores das AIP. No passado fim-de-semana a ANJE e a SEDES reuniram 120 pessoas maioritariamente entre os 35 e os 45 anos e os poderes instituídos olharam para o evento como uma manifestação de juventude irrequieta.

Há 23 anos, Ludgero Marques foi eleito presidente da AIPortuense, com 47 anos. Hoje, um dos argumentos para preferir José António Barros (que terminará o mandato quase septuagenário) a Paulo Nunes de Almeida é que, na actual situação da AEP, é necessária alguma maturidade que só a idade traz. Paulo Nunes de Almeida tem 49 anos...