O discurso de Bryan Dyson quando cessou as funções de presidente da Coca-Cola foi muito curto mas de grande densidade ética.
Disse, ao deixar o cargo:
"Imagine a vida como um jogo em que esteja fazendo malabarismos com cinco bolas no ar.
As bolas simbolizam: - seu Trabalho - sua Família - sua Saúde - seus Amigos e sua Vida Espiritual, e terá de mantê-las todas no ar.
Logo vai perceber que o Trabalho é como uma bola de borracha. Ao soltá-la ela rebate e volta. Mas as outras quatro bolas... Família, Saúde, Amigos e Espírito, são frágeis como vidro.
Se soltar qualquer uma destas, ela ficará irremediavelmente lascada, marcada, com arranhões, ou mesmo quebrada, que é como dizer, nunca mais será a mesma.
Deve entender isto, tem que apreciar e esforçar-se para conseguir cuidar daquilo que é mais valioso.
Trabalhe eficientemente no horário regular do escritório e deixe o trabalho no horário.
Gaste todo o tempo requerido pela sua família e pelos seus amigos. Faça exercício, coma e descanse adequadamente.
E sobretudo...tente sempre crescer na sua vida interior, cultural e espiritual, que é de todas a mais transcendental, porque é eterna.
Shakespeare dizia:
"Sinto-me sempre feliz, sabe porquê? Porque não espero nada de ninguém". Esperar acaba sempre por doer.
Os problemas não são eternos, têm sempre solução. O único que não se resolve é a morte.
A vida é curta, por isso, ame-a! Viva intensamente e recorde:
Antes de falar... Escute !
Antes de escrever... Pense!
Antes de criticar... Examine-se!
Antes de ferir... Desarme-se!
Antes de orar... Perdoe !
Antes de gastar... Ganhe !
Antes de se render... Tente de novo!
ANTES DE MORRER... VIVA!!!"
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13/09/2012
25/04/2012
Viver ou Juntar Dinheiro?
Na sequência de artigos aqui publicados acerca dos valores morais e cívicos (SER) versus valores materiais (TER), transcreve-se este texto de Max Gehringer que Nasceu em 1949, é administrador de empresas e escritor, autor de diversos livros sobre carreiras e gestão empresarial. Actualmente, ministra palestras sobre motivação e liderança. É bastante requisitado em palestras para grandes empresas e sindicatos.
Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários.
Lá vai:
"Prezado Max, meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada: Quando era jovem, as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque são mais inteligentes.
Na semana passada, li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa... Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado €10.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma piza por mês, teria economizado €4.000,00 e assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário...
Bastava não ter tomado as cervejinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase €200.000,00 na conta bancária.
É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, esbanjar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre.
Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não tenho mais a mesma energia de jovem, nem a mesma saúde. Portanto, viajar, comer pizas e cafés, não faz bem na minha idade e as roupas, hoje, não vão melhorar muito o meu visual!
Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida".
"Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.
Assim, ele saberá o valor das coisas, não o seu preço."
Imagem do Google
Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários.
Lá vai:
"Prezado Max, meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada: Quando era jovem, as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque são mais inteligentes.
Na semana passada, li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa... Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado €10.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma piza por mês, teria economizado €4.000,00 e assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário...
Bastava não ter tomado as cervejinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase €200.000,00 na conta bancária.
É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, esbanjar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre.
Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não tenho mais a mesma energia de jovem, nem a mesma saúde. Portanto, viajar, comer pizas e cafés, não faz bem na minha idade e as roupas, hoje, não vão melhorar muito o meu visual!
Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida".
"Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.
Assim, ele saberá o valor das coisas, não o seu preço."
Imagem do Google
07/02/2011
Gestão moderna é o inferno

Já há muito me tinha passado pelo Outlook este texto. Mas agora voltou e julgo não dever deixá-lo fugir. Eis esta maravilha, que me faz recordar, pelo contraste, o já antigo post «Quem sou?»
A morte da executiva bem-sucedida
Foi tudo muito rápido. A “executiva bem-sucedida” sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou-se. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso Portal.
Ainda meio tonta, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas. Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava a acontecer, a “executiva bem-sucedida” abordou um dos passantes:
- Enfermeiro, eu preciso voltar com urgência para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque o meu seguro de saúde é Platina, e isto aqui está a parecer-me mais a urgência dum Hospital público. Onde é que nós estamos?
- No céu.
- No céu?...
- É.
- O céu, CÉU...?! Aquele com querubins, anjinhos e coisas assim?
- Exacto! Aqui vivemos todos em estado de graça permanente.
Apesar das óbvias evidências, ausência de poluição, toda a gente a sorrir, ninguém a usar telemóvel, a “executiva bem-sucedida” levou tempo a admitir que havia mesmo batido a bota.
Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana iria receber o bónus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa.
E foi aí que o interlocutor sugeriu:
- Talvez seja melhor a senhora conversar com Pedro, o coordenador.
- É?! E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?
- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.
- Assim? (...)
- Quem me chama?
A “executiva bem-sucedida” quase desabava da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro.
Mas, a executiva tinha feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu logo:
- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma “executiva bem-sucedida” e...
- Executiva... Que palavra estranha. De que século veio?
- Do XXI. O distinto vai dizer-me que não conhece o termo 'executiva'?
- Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.
Foi então que a “executiva bem-sucedida” teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.
- Sabe, meu caro Pedro. Se me permite, gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para essa gente toda aí, só na palheta e andando a toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistémica.
- É mesmo?
- Pode acreditar, porque tenho PHD em reorganização. Por exemplo, não vejo ninguém usando identificação. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?
- Ah, não sabemos.
- Percebeu? Sem controlo, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aqui vai acabar em anarquia. Mas podemos resolver isso num instante implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.
- Que interessante...
- É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.
- !!!...???...!!!...???...!!!
- Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Accionista... Ele existe, certo?
- Sobre todas as coisas.
- Óptimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico, por exemplo, parece-me extremamente atractivo.
- Incrível!
- É óbvio que, para conseguir tudo isso, teremos de nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias da praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho a certeza de que vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar num Turnaround radical.
- Impressionante!
- Isso significa que podemos partir para a implementação?
- Não. Significa que a senhora terá um futuro brilhante... se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque acaba de descrever, exactamente, como funciona o Inferno...
Max Gehringer
(Revista Exame)
Imagem da Net
06/12/2010
Verdadeira Fé vs espectáculo
Há pouco encontrei no restaurante um amigo e estivemos a desenrolar uma conversa que passou por vários temas e este que vou referir merece a melhor reflexão. Vem ao encontro das reflexões natalícias da bloguista orvalho do céu com o blogue espiritual-idade e outros.Entre a realidade e a aparência pode existir grande distância, tal como entre o papaguear um texto ou uma prece e a sua compreensão, interiorização e concretização em comportamentos.
A propósito de que a felicidade é agora e não devemos desprezá-la agora com a intenção de a termos amanhã, porque com isso acabaremos por nunca a saborearmos - e ela depende de nós, como diz a frase de autor desconhecido «as pessoas mais felizes não têm o melhor de tudo, mas tiram o melhor partido de tudo o que têm» - veio-me à memória uma entrevista de Simone de Beauvoir (faleceu 14 de Abril de 1984) que, passados alguns minutos e várias perguntas depois de ter dito que era agnóstica, sem ligação a qualquer religião, foi-lhe perguntado qual o texto que mais a tinha impressionado durante a vida.
Inesperadamente, depois da resposta atrás referida, respondeu que foi o «Pai Nosso», uma pequena oração católica dividida em duas partes, sendo a primeira uma veneração ou louvor a Deus e a segunda um pedido. Nela consta o essencial para orientarmos toda a vida prática no melhor sentido. Da primeira parte salientou «seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu», isto é um apelo a cumprirmos os «mandamentos», os bons conselhos, as boas normas, o respeito pelos valores. Na segunda parte referiu duas regras de boa conduta «o pão nosso de cada dia nos dai hoje», com o significado de não ser ambicioso, procurar, agora, tirar o melhor partido do que se tem, ser feliz neste momento, com aquilo, mesmo pouco, de que dispomos. Pensar na realidade actual, da melhor forma significa também nada fazer que prejudique outros ou o nosso futuro. A segunda regra é «perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos tem ofendido», e significa que devemos respeitar os outros, amar os outros como a nós mesmos, recusar ódios, rancores, invejas, vinganças.
Depois o interlocutor disse que muita gente que diz imensas vezes esta oração nunca parou para meditar nestes pormenores que sensibilizaram a intelectual agnóstica. Contou que há dois ou três anos, em 12 de Maio em Fátima, a televisão conversou com peregrinas que se arrastavam de joelhos em cumprimento de promessas. Uma senhora idosa estava a satisfazer a promessa que fizera quando pediu que o filho não morresse na guerra do Ultramar e ele regressou bem. Outra mais jovem estava a cumprir a promessa por a Nossa Senhora lhe ter satisfeito um pedido que lhe fez dois anos antes. Dava-se muito mal com a sogra, esta fazia-lhe a vida num inferno e pediu à Nossa Senhora que lhe resolvesse o problema, e ela dava-lhe uma importância e faria de joelhos um dado percurso. E a Nossa Senhora fez-lhe o favor de «levar a sogra».
Enfim, pessoas que se preocupam com a parte espectacular e que se intitulam muito religiosas, com muita fé, dão à religião uma interpretação que é ofensiva, como é este caso de contratar a Nossa Senhora para lhe matar a sogra, como se fosse um assassino profissional, à semelhança daquele que liquidou a amiga e secretária de Tomé Feteira (lembram-se?). Esta senhora nora, apesar de católica, nunca meditou no significado do Pai-Nosso, que Simone de Beauvoir, uma agnóstica, tanto apreciava.
A propósito de que a felicidade é agora e não devemos desprezá-la agora com a intenção de a termos amanhã, porque com isso acabaremos por nunca a saborearmos - e ela depende de nós, como diz a frase de autor desconhecido «as pessoas mais felizes não têm o melhor de tudo, mas tiram o melhor partido de tudo o que têm» - veio-me à memória uma entrevista de Simone de Beauvoir (faleceu 14 de Abril de 1984) que, passados alguns minutos e várias perguntas depois de ter dito que era agnóstica, sem ligação a qualquer religião, foi-lhe perguntado qual o texto que mais a tinha impressionado durante a vida.
Inesperadamente, depois da resposta atrás referida, respondeu que foi o «Pai Nosso», uma pequena oração católica dividida em duas partes, sendo a primeira uma veneração ou louvor a Deus e a segunda um pedido. Nela consta o essencial para orientarmos toda a vida prática no melhor sentido. Da primeira parte salientou «seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu», isto é um apelo a cumprirmos os «mandamentos», os bons conselhos, as boas normas, o respeito pelos valores. Na segunda parte referiu duas regras de boa conduta «o pão nosso de cada dia nos dai hoje», com o significado de não ser ambicioso, procurar, agora, tirar o melhor partido do que se tem, ser feliz neste momento, com aquilo, mesmo pouco, de que dispomos. Pensar na realidade actual, da melhor forma significa também nada fazer que prejudique outros ou o nosso futuro. A segunda regra é «perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos tem ofendido», e significa que devemos respeitar os outros, amar os outros como a nós mesmos, recusar ódios, rancores, invejas, vinganças.
Depois o interlocutor disse que muita gente que diz imensas vezes esta oração nunca parou para meditar nestes pormenores que sensibilizaram a intelectual agnóstica. Contou que há dois ou três anos, em 12 de Maio em Fátima, a televisão conversou com peregrinas que se arrastavam de joelhos em cumprimento de promessas. Uma senhora idosa estava a satisfazer a promessa que fizera quando pediu que o filho não morresse na guerra do Ultramar e ele regressou bem. Outra mais jovem estava a cumprir a promessa por a Nossa Senhora lhe ter satisfeito um pedido que lhe fez dois anos antes. Dava-se muito mal com a sogra, esta fazia-lhe a vida num inferno e pediu à Nossa Senhora que lhe resolvesse o problema, e ela dava-lhe uma importância e faria de joelhos um dado percurso. E a Nossa Senhora fez-lhe o favor de «levar a sogra».
Enfim, pessoas que se preocupam com a parte espectacular e que se intitulam muito religiosas, com muita fé, dão à religião uma interpretação que é ofensiva, como é este caso de contratar a Nossa Senhora para lhe matar a sogra, como se fosse um assassino profissional, à semelhança daquele que liquidou a amiga e secretária de Tomé Feteira (lembram-se?). Esta senhora nora, apesar de católica, nunca meditou no significado do Pai-Nosso, que Simone de Beauvoir, uma agnóstica, tanto apreciava.
Imagem da Net
08/09/2010
Valores éticos e personalidade

Transcrição seguida de NOTA:
Jornal de Notícias. 08-09-2010. Por Luís Portela
A experiência terrena de alguns milénios centrou a atenção dos seres humanos no exterior. Provavelmente pela necessidade de sobrevivência, a que se terá seguido a necessidade de segurança, de relacionamento harmonioso com os reinos mineral, vegetal e animal e, sobretudo, com os outros homens.
A humanidade, focada no exterior, conseguiu um domínio esmagador de tudo à sua volta, procurando condições de vida material cada vez mais favoráveis. Ressalta, porém, alguma insatisfação da generalidade dos seres humanos.
Insatisfação provavelmente proveniente do egoísmo humano, que foi desprezando os valores universais e ferindo, em seu proveito, os diferentes reinos da Natureza, de forma evidentemente desarmoniosa. Mas, insatisfação também resultante do exagero da atenção que os seres humanos têm dedicado ao exterior, esquecendo-se de focarem a atenção no seu interior.
Parece que só uma profunda análise interior, na busca de uma maior compreensão de quem somos e de quais os nossos reais objectivos na experiência terrena, nos permitirá sentir a dor e a alegria dos outros, compreender o nosso papel no Todo Universal, desenvolver a sensibilidade, a tolerância, a compaixão e a sabedoria que nos possibilite um superior grau de realização. Impõe-se, então, um maior trabalho interior de auto-análise, de abertura de consciência, de compreensão mais profunda de quem somos.
O facto de biliões de seres humanos continuarem a sofrer de pobreza, fome, opressão, humilhação e brutalidade parece tornar imperiosa a substituição do objectivo central da experiência humana da sobrevivência para o crescimento espiritual. E o crescimento espiritual consiste em criar uma compreensão mais profunda do nosso eu, percebendo como pelo nosso pensamento podemos introduzir melhorias em nós próprios e como essas melhorias podem ter impacto no mundo.
NOTA: O desprezo pelos valores éticos e pelo crescimento espiritual, tem levado a graves agressões ao ambiente, ao esgotamento dos recursos naturais à poluição, às catástrofes e à fome que aflige quase meio mundo naturais.
Este assunto tem sido aqui abordado por várias vezes. Os seguintes links apresentam temas convergentes com o deste artigo:
- O Steve Jobs da publicidade fartou-se do capitalismo?
- Dispensar excessos, consumismo e ostentação
11/04/2010
O PODER DO ELOGIO
TERAPIA DO ELOGIO - Arthur Nogueira (Psicólogo)
Renomados terapeutas que trabalham com famílias divulgaram uma recente pesquisa onde se nota que os membros das famílias estão cada vez mais frios, mais distantes, deixa de existir carinho, as qualidades não são valorizadas, só se ouvem críticas.
As pessoas estão cada vez mais intolerantes e desgastam-se valorizando os defeitos dos outros.
Muitas vezes por isso, os relacionamentos de hoje não duram.
A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de classe média e alta. Os homens foram deixando de elogiar as suas mulheres ou vice-versa; não é frequente vermos chefes elogiando o trabalho dos seus subordinados, nem ver pais, filhos, amigos elogiando-se mutuamente; e por aí fora.

Vemos com muita frequência pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, outras pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência têm mesmo a obrigação de cuidar do corpo, da própria imagem.

Esta ausência de elogio tem afectado significativamente as famílias.
A falta de diálogo nos seus lares, o excesso de orgulho, impede que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para os consultórios.
Acabam casamentos, nos quais as pessoas procuram nos outros o que não conseguem dentro de casa.
Comecemos a valorizar as nossas famílias, amigos, alunos, subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza dos nossos parceiros ou parceiras, o comportamento dos nossos filhos.
Vamos observar e ter em conta aquilo de que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo quer sentir-se querido, a boa dona de casa valorizada, enfim vivemos numa sociedade em cada um de nós precisa do outro; é impossível alguém viver sozinho, e os elogios são uma motivação e um motor poderoso na vida de qualquer pessoa.

Quantas pessoas poderá fazer feliz hoje elogiando de alguma forma?
Comece agora!
Tu és uma pessoa maravilhosa!
Desejo-te um excelente dia!
Beijinhos,
Ana Martins
Renomados terapeutas que trabalham com famílias divulgaram uma recente pesquisa onde se nota que os membros das famílias estão cada vez mais frios, mais distantes, deixa de existir carinho, as qualidades não são valorizadas, só se ouvem críticas.
As pessoas estão cada vez mais intolerantes e desgastam-se valorizando os defeitos dos outros.
Muitas vezes por isso, os relacionamentos de hoje não duram.
A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de classe média e alta. Os homens foram deixando de elogiar as suas mulheres ou vice-versa; não é frequente vermos chefes elogiando o trabalho dos seus subordinados, nem ver pais, filhos, amigos elogiando-se mutuamente; e por aí fora.

Vemos com muita frequência pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, outras pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência têm mesmo a obrigação de cuidar do corpo, da própria imagem.

Esta ausência de elogio tem afectado significativamente as famílias.
A falta de diálogo nos seus lares, o excesso de orgulho, impede que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para os consultórios.
Acabam casamentos, nos quais as pessoas procuram nos outros o que não conseguem dentro de casa.
Comecemos a valorizar as nossas famílias, amigos, alunos, subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza dos nossos parceiros ou parceiras, o comportamento dos nossos filhos.
Vamos observar e ter em conta aquilo de que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo quer sentir-se querido, a boa dona de casa valorizada, enfim vivemos numa sociedade em cada um de nós precisa do outro; é impossível alguém viver sozinho, e os elogios são uma motivação e um motor poderoso na vida de qualquer pessoa.

Quantas pessoas poderá fazer feliz hoje elogiando de alguma forma?
Comece agora!
Tu és uma pessoa maravilhosa!
Desejo-te um excelente dia!
Beijinhos,
Ana Martins
26/03/2010
If (Se) de Rudyard Kipling
Poema muito conhecido, mas que deve ser recordado numa época em que começa a sentir-se ser indispensável fazer reviver o culto pelos valores morais e éticos.
Se és capaz de manter a calma quando
Toda a gente ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De acreditares em ti quando todos duvidam
E para esses no entanto encontrares uma desculpa;
Se és capaz de esperares sem desesperares,
Ou enganado, não mentires ao mentiroso,
Ou sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não pareceres bom demais ou pretensioso;
Se és capaz de pensares, sem que a isso só te atires;
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratares da mesma forma esses dois impostores;
Se és capaz de sofre a dor de veres mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas por que deste a vida estraçalhadas,
E refazê-las com o bem ainda pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única jogada,
Tudo quanto ganhaste na tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, voltares ao ponto de partida;
De forçares o coração, nervos, músculo, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: ”Persiste”,
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perderes a naturalidade,
E, de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao mínimo fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo que existe no mundo
E o que mais – tu serás um homem, ó meu filho!
08/01/2010
Elvis Presley
Festeja-se agora o 75º aniversário do nascimento de Elvis Presley. Dentro de poucos anos acontecerá o mesmo em relação a Michael Jackson. São deste género os ídolos das multidões de hoje.
Em 2042 (6 de Setembro) será igual aniversário de José Sócrates, mas suspeita-se que não haja à volta do aniversário a mesma festança. A política não entusiasma as massa populares. Os valores da cultura moderna estabelecem prioridades pouco consentâneas com as responsabilidades das pessoas em relação aos seus concidadãos ou aos cidadãos do mundo.
Será que a actual escala de valores irá permanecer por muitos anos? Ou será passageira e, dentro em breve, haverá outra ainda mais inexplicável?
06/09/2009
Instruções para uma vida
De Dalai Lama
1. Tem em conta que os grandes amores e enganos comportam um grande risco.
2. Se perderes, não percas a lição.
3. Aplica a regra dos “3 erres”:
- Respeita-te a ti mesmo,
- Respeita os demais, e
- Responsabilíza-te pelas tuas acções.
4. Recorda que, às vezes, não conseguir o que queres é um maravilhoso golpe de sorte.
5. Aprende as regras para que saibas incumpri-las quando convenha.
6. Não permitas que uma pequena discussão afecte uma grande relação.
7. Quando descobrires que cometeste um erro, toma imediatamente as medidas necessárias para corrigi-lo.
8. Passa algum tempo sozinho todos os dias.
9. Abre os teus braços à mudança, mas não abandones os teus valores.
10. Recorda que, às vezes, o silêncio é a melhor resposta.
11.Vive uma boa vida honrada. Depois, quando fores mais velho e olhares para trás, serás capaz de desfrutá-la de novo.
12. Um ambiente de amor no teu lar será a base para a tua vida.
13. Quando não estiveres de acordo com os teus seres queridos, preocupa-te unicamente com a situação actual. Não faças referências a anteriores disputas.
14. Compartilha os teus conhecimentos. É a forma de conseguires a imortalidade.
15. Sê bom para com a Mãe Terra.
16. Uma vez por ano, visita um lugar a que nunca tenhas ido antes.
17. Recorda que a melhor relação é aquela em que o amor mútuo é maior do que a necessidade mútua.
18. Julga o teu êxito em função do que ou a que renunciaste para o conseguir.
19. Ama e trabalha com absoluto empenho.
1. Tem em conta que os grandes amores e enganos comportam um grande risco.
2. Se perderes, não percas a lição.
3. Aplica a regra dos “3 erres”:
- Respeita-te a ti mesmo,
- Respeita os demais, e
- Responsabilíza-te pelas tuas acções.
4. Recorda que, às vezes, não conseguir o que queres é um maravilhoso golpe de sorte.
5. Aprende as regras para que saibas incumpri-las quando convenha.
6. Não permitas que uma pequena discussão afecte uma grande relação.
7. Quando descobrires que cometeste um erro, toma imediatamente as medidas necessárias para corrigi-lo.
8. Passa algum tempo sozinho todos os dias.
9. Abre os teus braços à mudança, mas não abandones os teus valores.
10. Recorda que, às vezes, o silêncio é a melhor resposta.
11.Vive uma boa vida honrada. Depois, quando fores mais velho e olhares para trás, serás capaz de desfrutá-la de novo.
12. Um ambiente de amor no teu lar será a base para a tua vida.
13. Quando não estiveres de acordo com os teus seres queridos, preocupa-te unicamente com a situação actual. Não faças referências a anteriores disputas.
14. Compartilha os teus conhecimentos. É a forma de conseguires a imortalidade.
15. Sê bom para com a Mãe Terra.
16. Uma vez por ano, visita um lugar a que nunca tenhas ido antes.
17. Recorda que a melhor relação é aquela em que o amor mútuo é maior do que a necessidade mútua.
18. Julga o teu êxito em função do que ou a que renunciaste para o conseguir.
19. Ama e trabalha com absoluto empenho.
01/06/2009
Não vivemos. Vamos vivendo!!!
Texto de George Carlin (12-05-1937 - 22-06-2008)
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde,acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planeamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de carácter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... se ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.
Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.
Recebido por e-mail
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde,acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planeamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de carácter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... se ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.
Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.
Recebido por e-mail
30/08/2008
Como Portugal seria diferente!
Transcrevo este texto, de autor desconhecido, recebido por e-mail. Imaginem como tudo seria diferente! E, afinal 10% é uma ninharia e não justifica a «histeria» como refere a jornalista do DN no artigo «Estado de histeria».
Imaginem
Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.
Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que país seremos se não o fizermos.
NOTA POSTEROR: segundo informação do blog Grémio da Estrela *, este texto é da autoria de Mário Crespo e foi publicado no Jornal de Notícias
Imaginem
Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.
Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que país seremos se não o fizermos.
NOTA POSTEROR: segundo informação do blog Grémio da Estrela *, este texto é da autoria de Mário Crespo e foi publicado no Jornal de Notícias
06/07/2008
Utopia. Quero voltar a confiar
Fui criado com princípios morais comuns:
- Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades dignas de respeito e consideração.
- Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afecto.
- Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades…
- Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade…
- Tínhamos medo apenas do escuro, das cobras, dos filmes de terror…
Hoje deu-me uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos.
- Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão.
- Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos.
- Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos.
- Não tirar proveito próprio em tudo significa ser idiota.
- Pagar dívidas em dia é ser tonto…
- Amnistia para corruptos e sonegadores…
O que aconteceu connosco?
- Professores maltratados nas salas de aula,
- comerciantes ameaçados por traficantes,
- grades em nossas janelas e portas.
Que valores são estes?
- Os Automóveis valem mais que abracos,
- Os filhos querendo uma PlayStation como presente por passar de ano.
- Telemóveis nas mochilas de crianças.
- O que vais querer em troca de um abraço?
- A diversão vale mais que um diploma.
- Uma TV gigante vale mais que uma boa conversa.
- Vale mais uma maquilhagem que um sorvete.
- Vale mais parecer do que ser…
Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?
- Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores!
- Quero me sentar na soleira e dormir com a porta aberta nas noites de verão!
- Quero a honestidade como motivo de orgulho.
- Quero a rectidão de carácter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho.
- Quero a vergonha na cara e a solidariedade.
- Quero a esperança, a alegria, a confiança!
- Quero calar a boca de quem diz: “ temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa.
Abaixo o “TER”, viva o “SER”
E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como o céu de primavera, leve como a brisa da manhã! E definitivamente bela, como cada amanhecer.
Quero ter de volta o meu mundo simples e comum onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases.
Vamos voltar a ser “gente” .
A indignação diante da falta de ética, de moral, de respeito...
Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas.
Utopía? Quem sabe?... Precisamos tentar…
Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!
De autor desconhecido, recebido por e-mail do amigo JLDMelo
- Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades dignas de respeito e consideração.
- Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afecto.
- Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades…
- Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade…
- Tínhamos medo apenas do escuro, das cobras, dos filmes de terror…
Hoje deu-me uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos.
- Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão.
- Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos.
- Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos.
- Não tirar proveito próprio em tudo significa ser idiota.
- Pagar dívidas em dia é ser tonto…
- Amnistia para corruptos e sonegadores…
O que aconteceu connosco?
- Professores maltratados nas salas de aula,
- comerciantes ameaçados por traficantes,
- grades em nossas janelas e portas.
Que valores são estes?
- Os Automóveis valem mais que abracos,
- Os filhos querendo uma PlayStation como presente por passar de ano.
- Telemóveis nas mochilas de crianças.
- O que vais querer em troca de um abraço?
- A diversão vale mais que um diploma.
- Uma TV gigante vale mais que uma boa conversa.
- Vale mais uma maquilhagem que um sorvete.
- Vale mais parecer do que ser…
Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?
- Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores!
- Quero me sentar na soleira e dormir com a porta aberta nas noites de verão!
- Quero a honestidade como motivo de orgulho.
- Quero a rectidão de carácter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho.
- Quero a vergonha na cara e a solidariedade.
- Quero a esperança, a alegria, a confiança!
- Quero calar a boca de quem diz: “ temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa.
Abaixo o “TER”, viva o “SER”
E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como o céu de primavera, leve como a brisa da manhã! E definitivamente bela, como cada amanhecer.
Quero ter de volta o meu mundo simples e comum onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases.
Vamos voltar a ser “gente” .
A indignação diante da falta de ética, de moral, de respeito...
Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas.
Utopía? Quem sabe?... Precisamos tentar…
Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!
De autor desconhecido, recebido por e-mail do amigo JLDMelo
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