Mostrar mensagens com a etiqueta tecnologia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tecnologia. Mostrar todas as mensagens

22/06/2013

A TECNOLOGIA OU A VIDA !!!




A frase de Albert Einstein deve fazer-nos meditar sobre quanto somos escravizados pela decontrolada e excessiva utilização da tecnologia

17/01/2013

Mais uma profecia a realizar-se



Em 1954 foi esta previsão. Na altura deve ter sido pensado que era mera publicidade.
Mas as ideias por mais estranhas que possam parecer, se tiverem utilidade para alguém, acabam por frutificar.
Aconteceu com as ficções de Júkio Verne e com as do Big Brother do romance «1984» lançado em 08-06-1949 de George Orwell.
Com a evolução das tecnologias a imaginação por mais ousada que seja é depressa ultrapassada e, em resultado, a vida torna-se menos natural, menos humana e mais maquinal.

10/09/2011

08/04/2011

Fragilidade da vida actual


Duas notícias de ontem e hoje colocam em evidência a fragilidade da vida actual proveniente da dependência de tecnologias que, por terem evoluído rapidamente, carecem de segurança e de alternativas automáticas.

Metade da Venezuela ficou ontem sem energia devido a uma falha eléctrica, numa das linhas de maior capacidade. Chegou a ser necessário retirar os passageiros das carruagens de Metro que ficaram paradas nos túneis, na capital.

Em Caracas, as ruas transformavam-se num longo estacionamento, devido ao não funcionamento dos semáforos e às tentativas dos condutores em passar nos cruzamentos todos ao mesmo tempo.

Outra notícia informa que na Geórgia, no início da semana passada (28Mar) uma idosa cortou o fornecimento de internet do seu país e da vizinha Arménia. Quando procurava lixo reciclável num amontoado de sucata, e escavava para encontrar cobre enterrado, encontrou um cabo que decidiu cortar. Mas este cabo,de fibra óptica,era responsável pela transmissão de sinal de rede entre os dois países, tendo deixado ambos sem acesso à internet durante cinco horas, e afetando também algumas zonas do Azerbeijão.

Isto faz pensar que, há menos de um século, a vida era muito mais simples e independente das tecnologias. Poucas aldeias portuguesas tinham electricidade. Nunca se corria o risco de ficar às escuras, porque as velas, os candeeiros de petróleo, de azeite, e mais tarde de carbureto (hidróxido de cálcio, carbeto de cálcio, CaC2, que com a água produzia acetileno) nunca nos deixavam desamparados. Em cada lar havia vários candeeiros e só por grande descuido acabaria o combustível em todos ao mesmo tempo, sem haver uma pequena reserva na despensa.  Isto mostra-nos como as tecnologias transformaram profundamente as vidas dos povos, dando mais comodidae, embora não tenham sido garantidas medidas eficazes de segurança que evitem os inconvenientes de quebras de funcionamento. Hoje a falta de electricidade ou de Internet fazem parar muitos serviços essenciais, com prejuízos difíceis de calcular.

Imagem do Google

02/01/2010

Naquele tempo. In illo tempore


Como já disse aqui e aqui, tenho imenso gosto em conversar com o velho António se bem que nem sempre tenho disponibilidade de tempo para o ouvir, tão assoberbado ando com os blogs e a preparação de leitura para os estimados visitantes. Mas ele realmente merece mais atenção da minha parte.

Por isso, neste início de ano, aqui vou referir uma pequena conversa de há dias. Estávamos a sós num snack-bar onde, a meu pedido, nos encontrámos para almoçar e conversar sobre a actualidade, para alinhavar o esquema de expor os meus pensamentos nos posts mais recentes que focavam coisas de algum melindre e exigiam cuidados especiais.

Conversar com este velho sábio que é um poço de saber, não o saber empinado das sebentas e recitado em reuniões sociais, mas de reflexões sobre tudo o que lê e ouve e que aprofunda na procura de respostas a uma série de perguntas do género: o quê?, quem?, onde?, como?, porquê?, para quê?, e depois?, etc. Depois, com as respostas que obtém, cria teorias filosóficas, muito suas, mas de muito interesse, e que ele nunca considera definitivas pois as constantes perguntas conduzem a actualizações.. Para ele é impossível sustentar um erro indefinidamente por teimosia ou capricho, como tem acontecido, nesta última meia dúzia de anos, em que os governos têm sido obrigados pela pressão popular a fazer recuos que têm causado custos incalculados e incalculáveis aos portugueses.

Com a sua base de saber e a sua filosofia, parece que o António tudo compreende e nunca se sente surpreendido por qualquer burrice de políticos, por ver sempre o que provavelmente está por detrás, quase sempre interesses inconfessados opostos aos interesses nacionais.

Mas no desenrolar da conversa sobre orçamentos, sociatas a que chamam «casamento», por não terem a originalidade querem aparentar, cabalas, palhaçadas, malhas, etc, um empregado do snack-bar deixou cair um prato que se partiu em vários cacos. Aí, o velho filósofo teve uma transmutação repentina e saltou para «in illo tempore»,.expressão que duvidou se tinha alguma coisa a ver com «os meus amores» de Trindade Coelho, e iniciou uma reflexão em voz audível sobre a sua meninice na aldeia, os amoladores, os latoeiros, etc.

A louça de barro rachada não era atirada ao lixo, era guardada com cuidado até uns dias depois se ouvir a gaita do amolador. Era uma gaita parecida com instrumentos musicais de grupos dos Andes, construídos por tubos paralelos de tamanhos diferentes que produziam notas desde as mais baixas às mais agudas e eram tocadas de modo característico, sempre igual, anunciador do amolador.

Era um homem com uma bicicleta que tinha uma roda de amolar movida pelos pedais e que servia para amolar (afiar, aguçar) facas, tesouras, canivetes. Além disso reparava guarda-chuvas, punha uns pingos de solda num cântaro de levar à fonte e colocava gatos na louça, na tal louça rachada. Os gatos eram como que agrafos que apertavam os dois lados da louça em que tinha sido colocada uma maça que colava as duas partes, e a peça poderia assim continuar ao serviço por mais uns tempos, talvez meses.

Mas o António não é pessoa para se agarrar teimosamente a um assunto sem o relacionar com outros, sem dele tirar conclusões para a actualidade e projectar no futuro. E surgiu a pergunta e agora?. Agora é a degradação do ambiente de forma continuada e sistemática. Mas que tem a ver uma coisa com a outra?

Agora, à mínima deficiência atira-se para o lixo. A camisa a que cai um botão vai para o lixo. Isto que parece progresso acabou por escravizar as pessoas a uma vida artificial. O ambiente é sobrecarregado com a exploração de matérias primas para mais produção, o lixo é sobrecarregado com maiores quantidades, alguns de demorada eliminação natural ou incinerados com a consequente poluição atmosférica. Tudo isso em prejuízo cada vez mais grave do ambiente, da Natrureza, E as pessoas? Essas têm que trabalhar mais e viver numa pressão constante e deixarem-se viciar no consumismo. Os horários de trabalho para fazer face à maior necessidade de produção são mais sobrecarregados e é ocupada mais mão-de-obra com menos tempo de descanso e lazer. E para as pessoas ganharem para a sua necessidade de consumo, deixam de ter tempo para VIVER, e vão «andando», sem darem atenção aos filhos, aos pais e avós idosos, sem terem tempo para actividades de convívio social e de cultura.

E do alto da sua sabedoria bem consolidada e sempre em actualização permanente, o António dizia que não é saudosista do «in illo tempore» que até se tem adaptado muito bem aos tempos actuais e dá lições de vida a quem o quiser ouvir.

O António compreende tudo o que está a passar-se, mas teme pelo futuro dos netos que vão ter uma vida muito mais escravizadora do que a actual. As pessoas vivem na ânsia constante da inovação, das novas tecnologias, mas estão a construir as correntes que as prendem. Ainda não sabem trabalhar bem com um novo aparelho e logo compram outros, passando a vida sempre ignorantes, aprendizes, sem nunca saberem tudo. Sabem sempre nada de nada. O António diz que é um generalista, porque procura saber nada de tudo. E nunca quis ser especialista porque esses têm um horizonte muito estreito, sabendo tudo de nada!

E assim se passou aquele almoço muito frugal no aspecto de alimento físico mas riquíssimo do ponto de vista espiritual e intelectual. Muito obrigado caro António. Até breve e Bom Ano 2010.

05/09/2008

Tecnologia e o pastor

Texto de autor desconhecido, recebido por e-mail em anexo pps

Estava um velhote dando de pastar ao seu rebanho de ovelhas quando de repente lhe aparece pelo inóspito caminho um reluzente todo o terreno Navigator 4x4 full equip, o qual se detém frente ao velhote e sai da viatura um jovem de menos de 30 anos, de fato preto, camisa da mesma cor tipo “Hugo Boss”, sapatos “DKNY”aproxima-se do velho e diz:
“Sr. Se eu adivinhar quantas ovelhas tem no seu rebanho, oferece-me uma?”
O velho responde com alguma surpresa:
“Sim, pode ser!”
Então o jovem volta ao seu 4x4, tira um Toshiba Tecra 9000 Pentium IV a 3,2 Ghz com 1 Gb de RAM. Liga-se à rede via satélite, entra numa base de Dados de 500 Mb, entra numa página da NASA.
Através do GPS, identifica a zona exacta onde está o rebanho, calcula a média histórica do tamanho de uma ovelha tipo “Merino” através de uma tábua dinâmica de Excel, e com a execução de algumas Macros personalizadas em Visual Basic acaba por completar um diagrama de fluxo.
Depois de 20 min. diz ao velho: “Você tem 1347 ovelhas; 256 machos; e 1091 fêmeas e 4 podem estar prenhas.”
O velho assombrado, disse que efectivamente assim era, e que podia levar uma ovelha.
O jovem pega um dos animais e carrega-o para o seu 4x4.
Estava prestes a partir quando o velho o deteve e lhe perguntou: “Desculpe mas se eu adivinhar para quem trabalha, você devolve-me o animal?”
O jovem respondeu sorrindo: “Claro, homem, tente !” Enquanto abria a porta do veículo preparando-se para partir.
O velho então disse:
“Você trabalha como assessor no Governo de Sócrates !”
O jovem absolutamente surpreendido, disse: “Certo, como adivinhou ???”

O velho respondeu-lhe:
«Por 4 razões:
Primeiro, pela pinta de maricas.
Segundo, apareceu sem que eu o chamasse.
Terceiro, cobrou por dizer algo que eu já sabia.
E Quarto, nota-se que não tem a mínima ideia do negócio,porque pegou no meu cão em vez da ovelha.»

CONCLUSÃO: São os frutos do Choque Tecnológico. Os equipamentos até são bons, o que não presta é a cabeça deles. Os equipamentos não suprem a falta de inteligência.