Os cientistas têm avisado que a sobrepesca cria alterações profundas nos oceanos, modificando-os, por vezes, para sempre.
A realidade da pesca moderna é dominada por embarcações de pesca que excedem largamente a capacidade da natureza em repor o peixe. Os navios gigantes, que usam sonares de ponta na busca de peixe, podem localizar cardumes com precisão, de uma forma rápida e exacta.
Há navios de arrasto com redes com uma abertura até cerca de 23 000 m2, o equivalente a 4 campos de futebol e suficientemente grandes para levarem 3 aviões 'Jumbo' – o que corresponde a mais de 500 toneladas de peixe.
As populações de predadores de topo estão a desaparecer a um ritmo assustador, e 90% dos peixes de grande dimensão, como o atum, o peixe-espada, o espadarte, o bacalhau, a raia e a solha – foram dizimados desde que a pesca industrial de grande escala se iniciou nos anos 50. O desaparecimento dessas espécies de predadores de topo irá provocar alterações profundas nos ecossistemas dos oceanos interiores. Alguns cientistas alertam para o colapso de todos os tipos de espécies de peixe em menos de 50 anos.
Em 2008 foram capturadas 61 000 toneladas de atum-rabilho – um número 6 vezes superior ao limite inicialmente recomendado pelos cientistas.
Os políticos têm ignorado os avisos dos cientistas sobre o modo como os recursos piscícolas continuam a ser geridos e a necessidade de a pesca das espécies ameaçadas ser feita de modo sustentável.
