Deparei com um poema publicado pela amiga e colega de blog Fê Blue Bird que me levou a vir aqui felicitá-la. Desenhou um quadro muito artístico para nos mostrar o conflito entre os opostos adversários «palavras» e «silêncio» e, depois da quase derrota de uma das partes, a «palavra», perante a arrogância e teimosia da outra parte, o «silêncio», surgiu o apaziguamento, o consenso.
Parece outra forma de exprimir a harmonia que o PR Marcelo, repetidamente, sugere e aconselha para a convergência de esforços no sentido dos benefícios procurados para a Nação.
A palavra, a opinião, a expressão não devem se dominadas pelo silêncio com medo ou outro tipo de submissão imposta por arrogantes e teimosos que impõem o silêncio e a aceitação acomodada.
A luta por um futuro melhor não deve ser amordaçada, é preciso não ter medo de avançar, de ir para lá da curva da estrada e procurar novas formas de respirar e de viver.
Foi assim que cada um de nós aprendeu a andar, arriscando cair mas, logo a seguir, levantando-se para ir mais além.
No conflito entre o silêncio e as palavras, referido na poesia, devemos apoiar e aplaudir a vitória das palavras, e sugerir que elas produzam acções positivas e não fiquem à espera de ouvis vaidosamente o seu eco.
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16/05/2016
06/05/2011
17/02/2010
Diferença entre «correcto» e «justo»
Você sabe qual é a diferença? Os advogados, habituados a jogar com as palavras sabem. Se não leia:Dois advogados encontram-se no estacionamento de um Motel e reparam que
cada um está com a mulher do outro...
Após alguns segundos de perplexidade, um diz ao outro, em tom solene e respeitoso:
"Caro colega, creio que o correcto seria que a minha mulher viesse comigo no meu carro, e a sua mulher voltasse com V. Excelência".
Responde o outro:
"Caríssimo colega, isso seria o correcto, mas não seria o justo, especialmente tendo em consideração que V. Excelência está a sair, e eu ainda estou a chegar..."
É muito claro, não é?
14/06/2009
Barulho da carroça
Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:
- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia ...
Perguntei ao meu pai:
- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, é por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna e interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo...
"Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho".
Recebi este texto por e-mail que trazia a seguinte NOTA:
Bem Verdade !!!
Imputo a vacuidade da carroça nacional à classe política que se empoleirou, agarrou as rédeas do Poder e só fala!!!
- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia ...
Perguntei ao meu pai:
- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, é por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna e interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo...
"Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho".
Recebi este texto por e-mail que trazia a seguinte NOTA:
Bem Verdade !!!
Imputo a vacuidade da carroça nacional à classe política que se empoleirou, agarrou as rédeas do Poder e só fala!!!
16/10/2007
AS PALAVRAS - Soneto
de: Brizíssima
Soltam-se as palavras e, como asas,
sobem ao alto, descem-me aos infernos
tantas vezes queimando como brasas
quantas moldando desvarios eternos
Obrigam-me a dizer o que não queria
sugerem-me a mentir o que não sinto
arrancam solidão que me agonia
desnudam lucidez a que me afinco
Ah, se eu pudesse decifrar a sós
o inquietante tom da minha voz;
tanta coisa em mim se esquiva e esfuma...
Como se o grito afugentasse os medos
ancorasse feroz os meus segredos
no seio do meu búzio azul e espuma.
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