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01/04/2011
AS “DOUTAS” OPINIÕES DO DR. JÚDICE SOBRE AS FORÇAS ARMADAS!
O conhecido causídico que um dia ao ver-se ao espelho se deve ter achado o mais bonito e inteligente dos seres, assumindo desde então uma importância que só ele julga ter, veio num curto espaço de tempo escrever duas catilinárias sobre as FAs e os militares. Referimo-nos aos artigos “Um golpe de estado dos pequenitos”, de 7/11/08 e “O cilindro de comando”, de 9/1/09, ambos em “O Público”. Como ainda estamos no reino do disparate e não no das ofensas vamos responder às diatribes com palavras em vez de bengaladas como tão bem sugeriria a Ramalhal figura. Não o faço com a finalidade de lhe iluminar o bestunto, que já vimos ser duro, antes para proveito dos leitores menos esclarecidos, bombardeados que são por papagaios que bolsam sobre o que não sabem sem terem a humildade de antecederem os seus ditos com pelo menos um “parece-me”. Lá dizia o saudoso Cmd. Virgílio de Carvalho que a ignorância era atrevida... Lendo com algum cuidado os escritos nota-se uma diferença de estilo, mais cautelosa de um para o outro, que talvez a “moderação na exaltação” explique – devolvo-lhe a acintosa dos bêbados no romance do Lartéguy. Quanto ao primeiro artigo vou deixar para alguns visados (Gen.Loureiro dos Santos e Cor Vasco Lourenço) a incumbência de se defenderem e quero dizer-lhe claramente que não vou discutir as aleivosias que disse relativamente à extinção do Exército, da F.A. e quejandos. O senhor mostra ser demasiado incompetente e ridículo neste âmbito para que se possa ter consigo uma conversa séria. A sua visão do país deve resumir-se à Quinta das Lágrimas e ao escritório de advogados. Por isso a PSP chega-lhe. A única coisa acertada que diz nos artigos citados é a afirmação de que “a qualidade da formação dos militares é superior à da média nacional”. De facto assim é, supondo-se por isso que os licenciados em Direito também estejam abrangidos nesta assumpção. Mas o nosso comentarista diletante invoca esta evidência como argumento para tentar reconverter os militares para outras funções públicas e assim diminuir os efectivos que ele está seguro – vá-se lá saber porque bulas – serem excessivos! É caso para perguntar porque é que S.Exª quando era bastonário da ordem dos advogados não se lembrou de pôr em prática tal medida com os excedentes de licenciados que as 27 – leram bem? – faculdades de direito lançam no mercado todos os anos... E para o caso de andar distraído sempre lhe lembro que os militares não são propriamente funcionários públicos, embora a maioria dos políticos desejam que passem a ser. Mas isso já é outra história. Vamos então tocar nalguns pontos que aborda cujo nexo justifica umas linhas. As suas atoardas – não me atrevo a apelidá-las de críticas, pois estas subentendem alguma substância, objectivo e fio condutor – focam-se muito no alegado excesso de efectivos, nomeadamente generais; na desproporção que diz existir no número de oficiais, sargentos e praças e na reforma que é preciso fazer. E claro queixa-se do custo que tudo isto comporta. O senhor acha que há efectivos a mais, mas qual é a sua referência? Estão a mais relativamente a quê? E baseados em que estudos? Ou é simplesmente porque o senhor acha e pronto? Depois afirma que há generais a mais, porquê? Já analisou a estrutura das FAs e os compromissos externos - que os governos sempre subscrevem e depois não dão meios para se cumprirem? Já lhe ocorreu que em vez de haver generais a mais (e há três tipos de generais) pode é haver soldados a menos? E já lhe passou pelas suas moléculas pensantes que as coisas devem também ser vistas em termos relativos? Isto é, considera que ter cerca de duas centenas de oficiais generais é muito, e não é muito existirem vários milhares de directores gerais e equiparados? E já alguém lhe explicou que há dificuldade em recrutar soldados, sobretudo para o Exército que é onde a sua falta mais se faz sentir, porque se acabou (mal) com o serviço militar obrigatório, que os voluntários são muito mais caros e que não há dinheiro nem vontade política para o arranjar? Quando afirma que há mais generais agora do que quando o país estava em guerra, porque não compara também o ministério da defesa da altura com o actual? Pensa por acaso que a complexidade das relações internacionais, a gestão de conflitos e a maneira de fazer a guerra, parou no tempo? A matriz da sociedade de uma época para a outra tem alguma comparação? O senhor tem alguma consciência daquilo que diz? Quando fala da desproporção que supõe existir entre oficiais, sargentos e praças tem alguma noção de que na Marinha e FA, dado o modo como operam e a tecnologia envolvida a necessidade de praças se faz sentir em termos expressivos, apenas nos fuzileiros e na polícia aérea? E no Exército este tipo de realidade também aumentou muito? E nunca lhe passou pela massa encefálica que os governos não podem andar a mudar de ideias relativamente ao que querem das FAs, como quem muda de camisa e que aos militares tem que se lhes proporcionar uma carreira cujas características não têm paralelo em mais nenhum grupo profissional? E que as carreiras bem como as missões, o dispositivo e o sistema de forças não são propriamente um bocado de plasticina que os políticos, no mais das vezes ignaros e nem sempre com boas intenções, que estão de passagem, podem moldar a seu belo prazer? - para já não falar em advogados ociosos que se armam em comentaristas... Será assim tão difícil de entender que decisões tomadas no âmbito da gestão de pessoal vão ter consequências nas próximas décadas? Que um exército não se improvisa, que é necessário garantir valências, capacidades e conhecimento? Ah, e as reformas, ele quer mais uma! O senhor tem vivido cá? É que só pode! Desafio-o a apontar um único ministério, órgão do estado, empresa pública ou seja o que for que se tenha reformado tanto e reduzido tanto, como as FAs nos últimos 30 anos. Tendo, ao mesmo tempo, nos pretéritos 15 anos, visto os seus orçamentos diminuírem em termos reais. Não me venha pois, falar em época de contenção, os militares estão fartinhos de dar para esse peditório. Nada lhes deve pesar na consciência tanto a nível de instituição como a nível individual. Pelo contrário tenho consciência nítida de que se tem apertado o cinto continuamente com espírito de serviço – embora não de cara alegre – enquanto a generalidade do país e sobretudo o Estado e os políticos, que deviam dar o exemplo, têm andado no “forrobodó” da cigarra. O senhor tem ainda o despautério de afirmar que os militares contribuem muito pouco para a produtividade nacional. Como é que é que entende que a Instituição Militar deve contribuir para a produtividade? Quer que produza automóveis? Cultive batatas? Promova o turismo? O senhor ignora por acaso que o produto acabado da força militar se chama defesa, segurança, dissuasão, afirmação de soberania, garante da unidade do Estado, ser elemento fundamental da política externa do Estado e seguro de vida da Nação? Possui indicadores para aferir tudo isto? O senhor tem ideia de que os sucessivos governos têm sistematicamente asfixiado as FAs em termos financeiros, em pessoal, em estruturas, em equipamentos, em autoridade, em termos legislativos, enfim, em tudo, e ao mesmo tempo aumentaram-lhes as missões? Ao passo que nos últimos 20 anos já foram empenhados em acções fora do território nacional cerca de 30.000 homens em mais de 30 países diferentes? E que todas estas missões foram cumpridas e de um modo que não deslustra os nossos maiores? E que a Nação ignora tudo isto e os sacrifícios que tem acarretado? Se o senhor não sabe nada disto peça contas aos responsáveis políticos, não aos militares, que ainda por cima não podem falar publicamente. Mas se o senhor não sabe e não sabe que não sabe, só tem que se queixar a si mesmo. Finalmente, acha V.mercê que as FAs são caras. Pois olhe, custam cerca de 1.1% do PIB, talvez a taxa mais baixa de todos os países da NATO à excepção do Luxemburgo. Mas como já vimos ao menos os militares ainda vão cumprindo razoavelmente as suas missões o que tem justificado o dinheiro. Mas se tanto o preocupa os gastos do estado, dou-lhe um alvitre para uma acção patriótica: proponha na Ordem de que já foi bastonário que todas as firmas de advogados recusem as encomendas de pareceres jurídicos, resolução de contencioso, consultadorias e afins, que diferentes ministérios continuam a fazer em catadupas e que seria suposto serem tratados pelos respectivos serviços. Aceita o desafio? Agora sempre lhe quero dizer que caro, caro, e injusto, injusto, é o facto de todos os cidadãos - militares incluídos - verem um ror de dinheiro dos seus impostos ser vertidos no ministério dito da Justiça, que tem certamente mais funcionários do que a Marinha, o Exército e a FA juntos e um número de juízes conselheiros muito superior ao dos generais – e a ganharem o dobro daqueles - e nada funcionar. De facto os tribunais só têm duas velocidades, que são devagarinho e parados; ninguém consegue dar conta do número de casos que prescrevem ou são mal instruídos; numerosas leis são desadequadas ao âmbito e pessoas em que se aplicam; as prisões estão a abarrotar e os presos não são postos a trabalhar nem se regeneram; a impunidade campeia (bem como as providências cautelares); a deontologia forense já conheceu melhores dias, etc. Em suma o sistema é caro, burocrático, gerador de injustiças, revolta, sensação de insegurança, desmotivador das forças policiais e de investigação. Quanto à confiança dos portugueses, essa exauriu-se há muito. Mas o Dr. Júdice está é preocupado com generais a mais sendo duvidoso que conheça sequer os postos! O senhor já é crescidinho, falta agora tornar-se responsável. Poderá até, como alega no fim do segundo artigo, gostar mais de pirâmides do que de cilindros, mas a mim parece, pelo que escreve, que se aproxima mais da esfera: não tem ponta por onde se lhe pegue. Espero ficar por aqui, já estou velho para dar recrutas. JOÃO J. BRANDÃO FERREIRA Ten. Cor. Piloto Aviador - Cmd. Linha Aérea
13/03/2011
João Jardim solidário com "Geração à Rasca"
foto Helder Santos/AspressO presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, manifestou o seu apoio à manifestação "Geração à Rasca", de 12 de Março, convocada através da rede social Facebook, por ser "contra o regime" de José Sócrates.
"Não vou a manifestações de pessoas que não sei quem são os responsáveis, mas concordo com a manifestação na medida em que é contra o regime político", disse, à margem da inauguração de uma empresa privada no Parque Industrial da Camacha, no concelho de Santa Cruz.
Alberto João Jardim reiterou ainda a necessidade da entrada do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal: "Era duro, mais rápido e mais eficiente na resolução dos problemas do país".
O governante madeirense realçou que "o FMI não se agarra apenas ao défice, monta sempre uma estratégia de retoma da economia".
Confrontado sobre as razões da resistência à entrada desta instituição financeira em Portugal, atirou: "Se calhar há coisas que eles [Governo] não querem que o FMI descubra".
NOTA:
Por acaso é o que penso sobre o FMI...
19/02/2011
Crise e salários chorudos: onde pára o bom senso?

A nossa Comunicação Social começa a acordar ainda que tardiamente... Mas como diz o Povo mais vale tarde que nunca!
In Agência Financeira
Os salários milionários e prémios chorudos dos administradores das empresas públicas nacionais têm sido alvo de controvérsia nos últimos tempos. Quais são as obrigações morais de um gestor em tempo de crise? E deverão as empresas que dão prejuízo continuar a premiar quem as gere?
«É puro bom senso», diz o autor do livro «Responsabilidade Civil dos Administradores - Os Deveres Gerais e a Corporate Governance» que é apresentado esta sexta-feira, em Lisboa. Em entrevista à Agência Financeira, Filipe Barreiros explicou que «em termos morais, se uma empresa está a dar continuo prejuízo e se ainda vou receber um bónus por bom desempenho, alguma coisa está errada. Não vou estar a premiar quem me deu prejuízo». A Estradas de Portugal, a TAP e a Águas de Portugal são exemplos de companhias que registam perdas e pagam na mesma ordenados e prémios bem acima da média.
O caminho deve ser sim a «meritocracia», ou seja, «um gestor deve ser premiado pelos seus bons desempenhos e quem diz um administrador, diz um trabalhador, desde o senhor da limpeza até ao gestor. Se tem um bom desempenho por mérito deve ser recompensado. E não ao contrário. É como irmos ao restaurante e darmos ou não gorjeta ao empregado que nos atende. Se sou mal atendido, não dou».
O exemplo vem de cima
Já quando uma empresa tem um bom desempenho como é o caso da EDP, poderá haver justificação para o vencimento milionário do presidente executivo António Mexia, um dos gestores mais bem pagos da Europa?
«As políticas remuneratórias de uma empresa privada apresentam uma liberdade total de movimentos. Enquanto cidadão, obviamente que me pode escandalizar, face à conjuntura económica que o país atravessa, que existam gestores com ordenados multimilionários ou que existem pensões douradas assustadoras para o comum dos mortais. Mas analisando em que moldes o gestor foi contratado, os investimentos que fez e se poderão trazer benefícios a médio e longo prazo para a empresa» a perspectiva é outra.
«A transparência - incluindo no que toca às remunerações dos administradores - é muito importante para que eu, accionista, quando vou investir estar perfeitamente esclarecido de como é toda aquela organização. É sempre uma faca de dois gumes: essa transparência, essa informação divulgada quase à semelhança do que aconteceu com o WikiLeaks poderá gerar convulsões dentro da própria empresa, entre os trabalhadores? Depende sempre da forma como a informação é transmitida». E, no caso do presidente da EDP, «será reconhecido por todos os grandes investimentos que a empresa terá feito em múltiplas áreas e investimento estrangeiro».
Certo é que as empresas públicas têm maiores responsabilidades, deverão dar elas próprias o exemplo aos privados, porque «estão a gerir dinheiro de todos nós, de todos os contribuintes». «Se os deveres deveriam ser mais explicitados? Penso que sim. Deveria haver uma maior responsabilidade e responsabilização de quem está à frente? Penso notoriamente que sim. Se isso na prática acontece, esperemos que sim».
Fazendo notar que «há excelentes profissionais que estão em empresas privadas, mas também em públicas», Filipe Barreiros frisou ainda que «não devemos julgar os administradores como se fossem sempre os mauzões. Tem de se partir sempre do princípio de que muitas vezes é em épocas de crise que surgem oportunidades. É preciso arriscar. O projecto pode vir a verificar-se um falhanço total, mas também uma janela de oportunidade. E aí o gestor também tem de ter necessariamente, até para bem da economia, o seu poder e a sua liberdade de movimentos».
Veja também o que diz Filipe Barreiros sobre quem deve dar a cara nas falências e como seria se o Estado estivesse nas mãos de um gestor.
O DIREITO Á DIFERENÇA…
Este post já aqui foi colocado há um certo tempo mas, dado estar actual, pareceu-me muito oportuno voltar a traze-lo á nossa consideração. Desculpem-me se assim não o entenderem!Sou um homem de consensos mas considero essencial que, pelo facto de haver liberdade, todos temos direito à diferença, daí o título dado ao presente post.
Depois desta introdução, a justificá-lo, entremos nas razões que me levaram a faze-lo e, assim, relembro o artigo de João César das Neves.
“A Obesidade Mental - Andrew Oitke” onde segundo este autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
“O problema central está na família e na escola.”
«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.»
Ressaltei agora e aqui o que me levou a postar este artigo: “O problema central está na família e na escola”, pois acredito que um dos grandes males desta nossa Sociedade passa efectivamente na falta de Princípios e Valores Éticos! E estes são muito maltratados quer na Escola quer nas Famílias, que na maioria das vezes de família já têm pouco!
E tudo isso promove o que o autor do Tratado esclarece e bem nas suas conclusões finais.
Foi, pois, interessante verificar a diversidade verificada nos comentários que tal post originou.
O João considerou:
“A obesidade mental, como a obesidade morfológica existe em qualquer idade, embora a forma de a erradicar deve incidir na juventude, criando hábitos de higiene mental que preservem as populações do futuro. O autor refere a sociedade moderna em geral, no respeitante à informação e ao conhecimento, aos preconceitos. Aponta o dedo aos «jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema».
A obesidade mental é um fenómeno já demasiado visível e alargado abrangendo toda a sociedade. Não o podemos analisar na sua globalidade sem olharmos para alguns aspectos muito específicos. A higiene mental, leva a seguir o conselho cristão de amar os outros como a nós mesmos. E, neste caso, os outros são os diferentes, qualquer que seja o aspecto da diferença, física, estética, moral ou intelectual.
Temos que orientar a rota estratégica do Sempre Jovens para a dieta mental, a luta contra a obesidade, mas com bom senso, para não cairmos no campo dos obesos a abater! Nada de palpites balofos, de condenação de quem não é igual a nós de aconselhar que se afastem dos «maus».”
Ao que eu, aceitando as suas razões, procurei dizer-lhe, como agora o estou a fazer, das razões que me levaram a postar tal texto:
“Neste post não se fala de "Bons" e "Maus" mas antes situações que em nada têm beneficiado a criação de uma Sociedade saudável com Princípios, Valores e Conhecimentos que permitam as crianças quando adultos serem, de facto, elementos úteis! Aliás este post, como disse, vem no seguimento de tantos outros que aqui têm sido postados e comentados dando satisfação à forma como este Blogue se conduz face a estes problemas.”
A Ana Martins veio ao encontro das minhas preocupações dizendo no seu comentário:
“Este assunto é de extrema importância, é caso para perguntar que histórias vêem, lêem e ouvem os nossos filhos, já que são as crianças quem mais me preocupa. Todos nós sabemos que os desenhos animados e videojogos de hoje são maioritariamente violentos, que a televisão tem poucos programas educativos e que as nossas crianças até por questões de segurança, passam muitas horas em casa. Que vêem e ouvem elas quando os pais trabalham?"
A Ná por seu turno, pela experiência que teve como professora acrescentou:
“É exactamente o perigo das crianças estarem muito tempo com os Pais ausentes, a Sociedade actual estar prejudicada nos Princípios e Valores a incutir nelas e ainda a Escola estar desajustada às necessidades que elas precisam, tudo isso cria a tal obesidade intelectual!
Hoje em dia, a grande doença que afecta a nossa sociedade, principalmente a classe mais jovem, chama-se iliteracia. Neste campo muito haveria para dizer, daí que este seu post seja de relevância máxima. Quase toda a gente sabe vagamente qualquer coisita de tudo, mas nada em concreto. A maioria das pessoas houve e lê mas não consegue entender nada. Estar mentalmente obesa é uma expressão que lhe cabe como uma luva, sem dúvida.
As razões estão claramente explicadas no texto. É preciso começar, e já, a ter conversas em vez de se enviarem mensagens e em códigos. Qualquer dia nem sabem escrever nem falar... É urgente que nas Escolas se obriguem os alunos a interpretar os textos... a sintetizá-los. Há tanta coisa que precisa de ser revista e feita para tentar acabar com esta falta de exercício mental instalado.”
Como se pode ver foi interessante relembrar tudo quanto foi dito pois julgo poder dizer, sem sombra de dúvida, que destas diferenças e do seu direito a elas ficámos todos muito mais esclarecidos e usando as sábias palavras do João:
“Temos que orientar a rota estratégica do Sempre Jovens para a dieta mental, a luta contra a obesidade, mas com bom senso, para não cairmos no campo dos obesos a abater!”
Aliás, no seguimento do que temos sempre feito neste cantinho da Blogosfera onde a Obesidade não tem proliferado. Somos todos Elegantes !!!
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