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26/08/2011

Pensar antes de comprar carro

Pormenorizando a metodologia «pensar antes de decidir», transcreve-se o seguinte artigo do Diário Económico, com a intenção de ser útil aos leitores deste espaço e aqueles a quem difundirem estas dicas.

Cinco dicas a ter atenção antes de comprar um carro
Económico. 26/08/11 00:05. Sara Piteira Mota

Preço, custos de utilização, emissões de CO2, são alguns dos critérios a considerar.

A compra de um carro novo foi "atirada" para o fim da lista de prioridades. Mas se está a ponderar comprar um automóvel "em conta" saiba que terá que renunciar a alguma sofisticação e a desempenhos considerados "supérfluos".

Antes de comprar deverá ter em atenção o preço do mesmo, sem dúvida. Mas não só. Dentro das variáveis a analisar neste processo deverá considerar ainda os custos menos imediatos, mas que no ciclo de vida do automóvel ganham importância.

1 - Avalie as necessidades no momento e no futuro
Normalmente, o veículo será para utilizar durante alguns anos e, por isso, deve pensar-se também no futuro e nos planos que possa, eventualmente, ter nos próximos anos. Por exemplo, constituir família, ter filhos, o aumento dos combustíveis, combustíveis alternativos, etc. Assim, mais importante do que procurar o que quer, o consumidor deverá ter a noção exacta do que realmente precisa.

2 - Tenha em conta o tipo de utilização
Condução urbana, extra urbana ou mista, ou ainda o número de quilómetros que fará anualmente. Estes são alguns critérios que deve ter em conta. Caso faça muitos quilómetros em cidade a melhor opção será a compra de um veículo com menores consumos e combustíveis mais baratos, ou até alternativos (híbridos, eléctricos). No entanto, se prevê fazer muitos quilómetros diários, as opções a diesel poderão ser uma melhor opção.

3 - Custos de manutenção
Opte por um veículo cujos custos de manutenção estejam dentro do seu orçamento. Dois carros podem ter o mesmo preço de compra, mas custos de manutenção muito díspares. O melhor modelo é sempre o que tem melhor qualidade e a tecnologia mais evoluída. Bons materiais e acabamentos são garantia de uma maior longevidade. E a tecnologia dá os outros valores essenciais da equação: economia e segurança, fundamentalmente.

4 - Quanto tempo quer ter o carro
Pondere sobre o tempo que quer manter o veículo em sua posse. No caso de pensar em vender o automóvel poucos anos após a compra tenha em atenção as marcas que desvalorizam menos. Se, no entanto, pretender ficar com o veículo por muitos anos o factor desvalorização torna-se menos preponderante no acto da compra.

5 - Atenção ao Crédito
As limitações do crédito ao consumo têm aumentado. A maior parte dos concessionários têm vindo a reforçar a oferta de múltiplas soluções. Ao nível das taxas praticadas entre os bancos e um financiamento intermediado por um concessionário existe pouca diferença. Por exemplo, a Renault através da RCI Banque, tem um produto financeiro de crédito dedicado aos particulares intitulado "Cash Back" com o apoio à entrada inicial do cliente (que pode chegar até aos 2.800 euros) o que reduz significativamente o capital financiado. A taxa média deste produto ronda os 7,5%, mas com o apoia à entrada, poderá atingir valores negativos.

11/12/2009

Usar a capacidade de decisão

Um slogan publicitário diz mais ou menos isto «Quem dá corda aos seus sapatos é você».

Tira-se daqui um estímulo à nossa reflexão. Porque é que muita gente pensa que devemos ir na conversa da publicidade? E ela nesta quadra festiva está com grande agressividade a tentar impor-nos soluções que raramente nos servem. Termos se ser nós a decidir os nossos actos. Se não formos nós a decidir e nos deixarmos ir nas cantigas da propaganda, não deixaremos de ser nós a suportar as consequências dos nossos erros.

Por isso, usemos o nosso cérebro, caminhemos com os nossos sapatos, e actuemos em conformidade, sem pensar fazer ou não a vontade a alguém que apenas quer o nosso dinheiro.

Nas nossas vidas privadas devemos procurar aplicar sempre, na medida do possível e adequado, a metodologia referida no post Pensar antes de decidir. Não esqueça este ponto nas compras de Natal.

10/03/2009

A felicidade sem rotina

A felicidade é algo mal definido, desejado por todos, que se presta a reflexões de profundidade variada e raramente conclusivas. Mas não é ocioso olhar para os estímulos que contribuam para criar esse sentimento de paz e harmonia interna e pessoal.

Em qualquer actividade é indispensável parar por breves instantes ou criar um intervalo suficiente para fugir à rotina, pensar na racionalidade daquilo que está a ser feito e procurar respostas concretas às perguntas: O quê? Para quê? Porquê? Como? Onde?

A rotina enfraquece a actividade cerebral, afasta o espírito do controlo do corpo, das mãos e dos pés, etc. É preciso analisar o passado com os seus sucessos e fracassos, a fim de retirar lições para uma melhor gestão do presente e abrir pistas para o futuro, mas não devemos ficar agarrados ao que já não tem interesse vital para as decisões a tomar hoje, nem continuar a festejar os êxitos nem prolongar o sofrimento dos erros cometidos. O passado passou e já não merece muita atenção a não ser as lições aprendidas que contribuam para obter sucesso ou evitar fracassos..

Temos que ser felizes e acertar hoje, agora. Não somos felizes com aquilo que sonhámos mas não alcançámos, não somos felizes com aquilo que não temos. A felicidade depende apenas daquilo de que agora dispomos, mesmo que seja pouco, mesmo que seja apenas o sol, a paisagem, as flores... Se não formos capazes de sentir prazer com aquilo que temos à nossa volta, à nossa vista, ao nosso alcance, à nossa disposição, então não somos felizes. Mas podemos sempre potenciar os factores de bem-estar, utilizando melhor os recursos de que dispomos. A felicidae na rotina, na apatia, na concordância incondicional com tudo o que nos impingem é uma atitude de patetas. O cérebro e os sentimentos positivos devem sem mobilizados para a verdadeira felicidade, a que resulta do sucesso depois de serem assumidos alguns riscos calculados.

A felicidade não depende do exterior mas da nossa forma de ver e sentir, de nós próprios. Há pobres que vivem alegres e satisfeitos com o pouco que têm, mas há ricos a quem nada falta mas que nunca se sentem felizes, porque lá por dentro não estão satisfeitos com a vida, querendo aquilo que não têm e por que anseiam. Não quer isto dizer que devamos cristalizar naquilo que somos e temos, pois um pouco de ambição ajuda a melhorar a vida, a ambição de ser melhor, mais generoso, mais humano, mais perfeito, mais comunicativo, mais colaborante, mais produtivo, etc.

Recordemos a história do sultão, doente sem ninguém atinar com a cura do seu mal. Um curandeiro de fama internacional aconselhou-o a vestir a camisa ainda quente de homem que seja feliz. Os servidores foram à procura de um tal homem. Depois de muitos dias de caminhadas, em vão, por montes e vales, ouviram um camponês longe cantar que era feliz. Pensaram ter encontrado o remédio que procuravam, dirigiram-se para o local de onde vinha o canto e acabaram por encontrar um cavador sem camisa. Não havia solução. A felicidade não precisa de camisa, nem de riqueza nem de valores materiais.

Sem nunca nos considerarmos vencidos pelos fracassos, temos de continuar a luta pelo êxito, realçando a importância dos valores, de um sistema de verdadeiros Valores.