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01/12/2011

Cultura e Arte servem uma boa causa



Quando menos se esperava, 4 cantores líricos juntaram-se na Gare do Oriente e alto e bom som deram voz à DPOC. Uma acção que surpreendeu e marcou o dia mundial da DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica), a 16 de Novembro. O momento, que durou alguns minutos, foi da responsabilidade da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Fundação Portuguesa do Pulmão.

21/04/2010

Leitura

As novas tecnologias nem sempre são as melhores...

O livro continua a ser o nosso melhor amigo!!!

genial...
http://www.youtube.com/watch?v=iwPj0qgvfIs

23/03/2010

ETNOLOGIA

Ossadas de gigantes no Norte da India!
No Norte da India foram encontrados esqueletos humanos gigantes, com 18 a 24 metros de altura. Tais gigantes estavam mencionados em antigas escrituras sem que, no entanto, se desse grande credibilidade a essas descrições.

Agora em escavações feitas pela National Geografic essas ossadas apareceram pelo que deram origem a novos estudos dessas mesmas escrituras a fim de se perceber melhor a sua origem.

Olhando para a fotografia pode-se comparar o tamanho das ossadas com o elemento humano que procede às escavações.

Os trabalhos estão a ser acompanhados por elementos das Forças Armadas Indianas visto a área ser considerada Zona Militar.

No link abaixo pode ler-se a notícia em inglês onde tudo é explicado em maior pormenor.

http://news.nationalgeographic.com/news/2007/12/071214-giant-skeleton_2.html

22/03/2010

@ @rrob@ electrónic@

@ @rrob@ electrónic@
A história tem sempre "estórias"...e esta é muito interessante!
O sinal hoje conhecido como «arroba» numa lápide funerária colocada numa das naves da Igreja de S. Francisco em Extremoz.

De onde vem o misterioso sinal @, a que os portugueses chamam «arroba», os norte-americanos e ingleses «at», os italianos «chiocciola» (caracol) e os franceses «arobase»? Porque razão foi ele escolhido para os endereços de correio electrónico? Na verdade, não conhecemos ao certo a origem deste misterioso símbolo. Nem estávamos preocupados com o problema, até que ele começou a entrar no nosso dia-a-dia e foi preciso arranjar-lhe uma designação.
A princípio, os portugueses chamavam-lhe «caracol», «macaco» ou outro nome claramente inventado. Depois, houve quem reparasse que a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira dizia tratar-se do símbolo de arroba, pelo que esse nome pegou.
Que terá a arroba a ver com esse sinal? Não se sabe ao certo, mas há pouco mais de um ano, o investigador italiano Giorgio Stabile descobriu um documento veneziano datado de 1536 onde esse símbolo aparecia. Estava aí a representar ânforas, utilizadas como unidades de peso e volume. Posteriormente, num vocabulário Latim-Espanhol de 1492, Stabile encontrou o termo «arroba» como tradução castelhana do latim «amphora». A ânfora e a arroba, concluiu o investigador italiano, estariam na origem da estranha letra retorcida.
O encadeamento dos factos é fascinante, mas há pontos obscuros. A palavra «arroba» não tem qualquer relação com «ânfora», pois vem do árabe «ar-ruba'a», designando «um quarto» ou «a quarta parte», como se aprende no Dicionário Etimológico de José Pedro Machado. Trata-se de uma unidade de peso que equivale a 14,788 quilogramas e que habitualmente se arredonda para 15kg. Podia ser que uma ânfora cheia de vinho tivesse esse peso, mas a semelhança fica por aí.
Igreja de S. Francisco em Extremoz.

No século XVII o mesmo símbolo reapareceu, mas com outro significado. Utilizava-se para abreviar a preposição latina «ad», que significa «para», «em», «a», e que se usava para introduzir os destinatários das missivas. Condensava-se o «a» e o «d», num único carácter. É a chamada ligatura. O dicionário brasileiro Aurélio diz que ligatura é a «reunião, num só tipo, de duas ou mais letras ligadas entre si, por constituírem encontro frequente numa língua». Nesse mesmo dicionário da língua portuguesa confirma-se o símbolo @ como abreviatura de arroba.
O misterioso @ continuou a ser utilizado até ao século XIX, altura em que aparecia nos documentos comerciais. Em inglês lia-se e lê-se «at», significando «em» ou «a». Quem percorra as bancas de fruta ou os mercados de rua norte-americanos vê-o frequentemente. Os vendedores escreviam e continuam a escrever «@ $2» para significar que as azeitonas se vendem a dois dólares (cada libra, subentenda-se). Para eles não se trata de nenhuma moda: sempre viram aquele símbolo como a contracção das letras de «at».
Na máquina de escrever Underwood de 1885 já aparecia o @, que sobreviveu nos países anglo-saxónicos durante todo o século XX. O mesmo não se passou nos outros países. No teclado português HCESAR, por exemplo, que foi aprovado pelo Decreto-lei 27:868 de 1937, não existe lugar para o @. Por isso, quando o símbolo reapareceu nos computadores, ele tinha já um lugar cativo nos teclados norte-americanos, por ser aí de uso frequente. Nos nosso teclados só foi acrescentado nos anos 80 e encavalitado noutra tecla: é preciso pressionar simultaneamente Ctrl+Alt+2 ou AltGr+2 para o fazer aparecer.«1696, Fevereiro 8, Porto - Carta do Provedor e Irmãos da Misericórdia do Porto para o Bispo do Porto, D. João de Sousa». Biblioteca Pública da Ajuda, Cota: BPA, 54-VIII-5, N.º 98b (cortesia de Vasco J.R. Silva).

Quando o correio electrónico foi inventado, o engenheiro Ray Tomlinson, o primeiro a enviar uma mensagem entre utilizadores de computadores diferentes, precisou de encontrar um símbolo que separasse o nome do utilizador do da máquina em que este tinha a sua caixa de correio. Não queria utilizar uma letra que pudesse fazer parte de um nome próprio, pois isso seria muito confuso. Conforme explicou posteriormente, «hesitei apenas durante uns 30 ou 40 segundos... o sinal @ fazia todo o sentido». Estava-se em 1971 e esses 30 ou 40 segundos fizeram história, mas criaram um problema para os países não anglo-saxónicos. Não foi só nos teclados, foi também na língua.
Em inglês, «charles@aol.us» entende-se como «Charles em aol.us», ou seja, o utilizador Charles que tem uma conta no fornecedor AOL, situado nos Estados Unidos. Mas em português não soa bem ler «fulano@servidor.pt» dizendo fulano-arroba-servidor.pt. Nem tem muito sentido. Mas qual será a alternativa? Uma solução seria seguir o inglês e dizer «at». Outra ainda seria dizer «a-comercial», como nos princípios do século XX se chamava a esse símbolo no nosso país. Talvez o melhor fosse utilizar «em». Mas haverá soluções mais imaginativas.Quem quiser gastar o seu latim pode proclamar «ad», rivalizando em erudição com o mais sábio dos literatos. Ou surpreender toda a gente, anunciando uma «amphora» no seu endereço.

Nuno Crato
(presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática)

Enviado por e-mail , pelo Amigo Barrinhas

25/02/2010

NOOSFERA


NOOSFERA... A ESFERA DO PENSAMENTO! de Theilhard de Chardin

Pode-se dizer que seja o produto colectivo e aditivo de um milhão de anos de pensamento humano. Pode-se dizer também que seja o pulsar dos passos da humanidade rumo ao Infinito face à ressonância das vibrações da Luz do Conhecimento.

Palavra de origem grega que representa o Círculo Psíquico!
NOOS=MENTE (alma,espírito,pensamento e consciência)
SPHERA=CÍRCULO (corpo lilitado por uma superfície redonda)

A NOOSFERA seria a terceira etapa no desnvolvimento do Planeta Terra, depois da GEOSFERA - matéria inanimada - e da BIOSFERA - vida biológica.

Assim como há a Atmosfera, Geosfera e Biosfera, existe também a Noosfera ou a esfera das ideias, formada por produtos culturais, pelo espírito, linguagens,teorias e conhecimentos. Todos nós alimentamos a Noosfera quando pensamos e nos comunicamos.

Assim como o surgimento da Vida - Biosfera - transformou significativamente a Geosfera, o surgimento do conhecimento humano e os consequentes efeitos das ciências aplicadas sobre a Natureza alterou igualmente a Biosfera.

Pode-se perguntar se "a Caminhada da Humanidade" não se enganou na estrada, pois ela parece em direcção a uma Era onde o Espírito está sendo colocado ao serviço da Matéria.

Percebe-se um desespero na busca das soluções para os conflitos da Terra, na busca de falsas ideologias que destroem a reflexão, na busca de soluções para afastar as forças negativas do totalitarismo, da desintegração,da repulsão, da materialização...

Percebe-se um desespero na busca da PAZ SOBRE A TERRA! Desespero não percebido da PAZ DENTRO DE SI MESMO!

O Homem pensante de hoje interioriza-se, curvando-se sobre si mesmo em busca de maior individualização. Ele tende a isolar-se e procura tornar-se mais solitário para SER mais profundamente.

Por excesso de sua individualização e de sua luta pela Vida, ele se engana, sucumbindo fácilmente à simples sobrevivência... Então sonha fugir do Planeta Terra, em busca de novas formas de vida, ou outras dimensões da existência... Fugindo de si mesmo!

É primordial perceber e entender que a Humanidade converge para um encontro de ordem espiritual, buscando confiança no grande e trabalhoso processo da evolução, que, tendo conseguido criar os seres humanos com tantos cuidados, NÃO PODE SER CONCEBIDA como tendo se oraganizado ao acaso!

É primordial perceber e entender que existe uma evolução dirigida, consciente de si mesma. É primordial perceber e entender que existe um Motor que orienta a Humanidade e a atrai para si.

Esse Motor é DEUS! Princípio gerador e ao mesmo tempo final, que dá ao Homem o Pensamento, a Consciência, a Alma, a Fé e a energia do Amor... Para continuar o seu caminho de PAZ e de CONSTRUÇÃO DE UM FUTURO DIGNO PARA A HUMANIDADE!

Editado por Gotas de Crystal e enviado por e-mail, pelo Amigo Alberto

02/02/2010

Site Cultural!




Através deste site tens oportunidade de rápidamente ter acesso a diversos temas culturais.

Nunca é tarde para aprender!

12/01/2010

LIVRO

Novos Mercados /novas aplicações para o Livro...‏

Aquecimento Cultural

Quando tudo de maluco parecia já ter acontecido, há uma história ainda pior. No Reino Unido, a utilização de carvão é quase um pecado, pelo CO2 que liberta. Um saco de 20 quilos de carvão para aquecimento custa cerca de 5 libras, mas é supostamente necessário para aqueles lados, onde se esperam temperaturas fortemente negativas nos próximos dias.

Mas os pensionistas, aqueles que são mais afectados por estas políticas verdes loucas, que também varrem o reino de Sua Majestade, são dos poucos que ainda sabem fazer contas. E então descobriram que é muito mais barato queimar livros. É que um livro de 500 gramas, numa loja de caridade pode custar apenas 5p, ou seja 100 vezes menos que os 20 quilos de carvão, mas apenas 1/40 do peso do carvão comparável!

O aquecimento mais desejado é o das enciclopédias, pois são os livros que têm mais volume. As lojas livram-se dos stocks, e os pensionistas arranjam uma forma mais económica de se aquecerem! É que desde Janeiro de 2008, o gás subiu 40% e a electricidade 20%, enquanto o custo da cultura baixou...

José Maria Gonçalves

07/11/2009

É ASSIM QUE CULTIVAM A HISTÓRIA NO BRASIL!

Ofensas aos portugueses: Maitê Proença apenas repetiu a mídia

Em uma matéria exibida no programa Saia Justa (GNT/Globo), a atriz Maitê Proença cometeu uma série de grosserias contra os portugueses. Para o colunista Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo, seria algo normal, fruto do preconceito que brasileiros e portugueses sentem uns dos outros. A atriz não expressou, na verdade, um preconceito que nasceu não se sabe de onde, mas sim vários conceitos alimentados pela mídia brasileira. Um processo de permanente negação das origens, de desprezo pelo nosso passado, que sempre quis nos ensinar a odiar ter sido colônia de Portugal e não da Inglaterra. O artigo é de Rogério Mattos Costa.

Rogério Mattos Costa, de Madri
Data: 14/10/2009

As grosserias de Maitê Proença, exibidas no programa Saia Justa (GNT/Globo) foram algo absolutamente normal. Essa é a conclusão a que chega Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo, para quem, tudo seria culpa do preconceito que brasileiros e portugueses sentem uns dos outros, espontaneamente.
Permita-me discordar, meu caro Clóvis.
Maitê não expressou um preconceito que nasceu não se sabe de onde, mas vários conceitos criados pela mídia brasileira (veja o vídeo).
Ela apenas colocou no vídeo toda lavagem cerebral a que quase toda a população brasileira é submetida há várias décadas, desde a escola primária até quando lê um artigo seu e de outros colegas seus que ainda escrevem para a Folha e outros jornais do gênero.
Um processo orquestrado, coordenado, de permanente negação das origens, de ataque à auto-estima, de desprezo pelo nosso passado, que em outras palavras, nos quis sempre ensinar a odiar ter sido colônia de Portugal e não da Inglaterra.
Para quê?
Ora, para nos fazer aceitar, mais fácil, sermos um tipo de colônia dos Estados Unidos, que “teria tido mais sorte” em ter sido colonizado pela Inglaterra, mas que agora poderíamos “imitar”, sendo colônia da colônia dela!
Um processo que consiste em falar mal o dia inteiro, do Brasil, pela boca de centenas de “jornalistas” e “colonistas” regiamente pagos por prêmios, concursos e convênios de universidades americanas com seus jornais de origem.
Um processo que nos leva a odiar ter nomes como Ferreira, Lobo, Oliveira e não Smith, Lee ou Carter.
A não valorizar nosso próprio país, nossos costumes, nossos heróis, nossa língua, nossa forma calorosa e afetiva de tratar o diferente e principalmente, ao estrangeiro.
Um processo de lavagem cerebral que nos ensina a principalmente, a odiar a verdadeira mistura de raças que é o Brasil, apontando-a inclusive, como a fonte de nossa desgraça. Quando o mundo inteiro saúda e reconhece com enorme vantagem competitiva do Brasil.
Maitê nada mais fez do que, em público e ao vivo, repetir aquilo que não só as suas decadentes colegas de programa na Globo, mas mesmo nossas vetustas mestras, coitadas, já tinham que nos dizer, desde que éramos pequenos: ser descendentes de Portugal é a fonte de todos os nossos males.
Fruto da dominação cultural e ideológica a que sempre esteve submetido o Brasil, que Nelson Rodrigues tão bem chamou de “complexo de vira-lata”, aprendemos entre uma lição de Historia e outra que todo nosso atraso vem do fato de termos sido colonizados por portugueses “criminosos, degredados, siflíticos, assassinos” .
Enquanto isso, para os Estados Unidos, segundo nossos livros didáticos, teriam sido mandados piedosos “protestantes perseguidos em seu país”, todos “peregrinos religiosos”do Mayflower, que confraternizaram no dia de ação de graças comendo um peru presenteado por seus amigos índios, com quem se davam maravilhosamente bem.
Segundo essa surrada tese racista, seria do próprio povo e não da elite brasileira, a culpa dos 502 anos de desgoverno em que essa elite governou sozinha, como quis. Mandando até naquilo que nossas crianças, como eu e a Maitê já fomos um dia, iriam aprender na escola.
Daria assunto para muitos artigos desmentir todas essas teses racistas, anti-brasileiras, mas vou tentar desmentir pelo menos duas delas.
A mais importante delas é que se Brasil e Estados Unidos foram descobertos quase na mesma época, porque razão o Brasil é assim e os Estados Unidos são a maior potência da Terra que já existiu?
Eles gostam de explicar que isso se deve a que os Estados Unidos foram colônia da “Old Albion”, da gloriosa Inglaterra, composta unicamente de orgulhosos anglo-saxões, uma “raça pura” enquanto que nós, ora fomos apenas um quintal mal explorado e bagunçado de um reinozinho de segunda, plantado na ponta da Europa, que já era uma mistura de godos, visigodos, suevos, árabes, romanos, lusitanos, etc...
Vamos aos factos.
Abra o Google e coloque as palavras entre aspas “english pirate” e anote o numero de verbetes que irá localizar. Eu encontrei 65.440 páginas. Agora coloque “american pirate” e verá 78.900 páginas. Tecle “portuguese pirate”. Eu encontrei 13.800 verbetes. O que isso significa? Quase nada? Significa apenas, amigos leitores, que nossa “História”não conta mas o processo de acumulação pré-capitalista que permitiu à Inglaterra e Estados Unidos acumularem riquezas para construir uma marinha mercante e de guerra que lhe permitisse a supremacia dos mares, foi construída e acumulada, em grande parte, pela repugnante atividade da PIRATARIA, principalmente contra navios portugueses e espanhóis.
E inglês? Você lembra de quem era “Sir” Francis Drake, The Queen’s Pirate?
A pirataria nos Estados Unidos e Inglaterra era tão comum que a própria rainha Elizabeth I tinha-o como seu próprio pirata para roubar e matar por ela. Isso também está nos livros. Mas nossas escolas e professoras não contam. Até hoje.
Aos que duvidarem faço um desafio: digam o nome de um único pirata português. Não vão encontrar. Pode ser até que tenham existido. Mas eram perseguidos e capturados pelo estado português e não nomeados como cavalheiros , ou “Sir”, como foi Drake , um verdadeiro monstro de crueldade, nomeado pela própria rainha da Inglaterra, que o contratou.
Vamos à outra grande mentira: a Inglaterra era a salvadora dos negros escravos, que os odiosos portugueses comercializavam.
Novamente vamos aos factos. Ao Google novamente. Escrevam lá : “irish slavery” e verão 16.800 verbetes.
Se explorarem um pouco as páginas que abrir-se-ão diante de seu solhos, vão saber de algo que nunca foi dito em nenhum livro de historia brasileiro: os ingleses não só foram os que iniciaram o tráfego de escravos da África para a América do Norte e do Sul, mas foram os ingleses que iniciaram o tráfego de brancos.
Já por volta de 1640, por ordem do rei e depois de Cromwell, o ditador da república inglesa, foram expulsos de suas casas, aprisionados e vendidos como escravos mais de 330.000 irlandeses, homens, mulheres e crianças.
Ainda em 1800, enquanto os ingleses “patrulhavam as águas do Brasil, à busca de libertar escravos”, na Irlanda, meninas e moças eram aprisionadas em casa e vendidas como escravas no norte da África, por mercadores apoiados pelas tropas britânicas.
Ou seja, a riqueza da Inglaterra também veio de roubar a terra, as plantações, as casas, as estradas, pontes, igrejas, castelos da Irlanda e vender seus homens, mulheres e crianças para fazendeiros, amigos de piratas, ou eles próprios piratas, estabelecidos como nobres no “Novo Mundo Inglês”.
Duvidam? Experimentem clicar: why is irish slavery is never talked about.
Maitê Proença não é culpada das grosserias e baixarias que cometeu. Ela é apenas mais uma vítima das elites intelectuais do Brasil e da mídia que a serve-utiliza cujo único objetivo é manter-nos eternamente com a “moral baixa”.
Uma mídia que deseja que não saibamos o grande país que temos, o excelente conceito que nossos técnicos, profissionais, empresas, artistas, escritores, cientistas têm lá fora.
Uma mídia mais do que racista: anglófila e americanófila, que detesta não só tudo que seja português, mas que tenha qualquer origem latina.
Para quê isso? Ora para dominar-nos mais facilmente, explicando por nossa origem de sangue nossas desigualdades sociais e não pelo domínio de uma elite má, egoísta, cheia de soberba e politicamente mesquinha e atrasada.
Num outro artigo volto ao tema para mostrar, com endereços de pesquisa na web, mais verdades que nos tem sido encobertas nos últimos 502 anos.
Aproveitem e pesquisem bem as dicas que deixei acima. Vocês irão ter um grande susto, garanto.

Ainda bem que agora existem essas ferramentas de busca! Aproveitem meninos e meninas! Não deixem a mídia golpista fazer com vocês o que fez com a Maitê Proença!

PS: Não defendo as atitudes de Maitê Proença, no entanto, está aqui uma explicação bem esclarecedora como é tratada a História do Brasil no que respeita às inverdades que cultivam para se justificarem da sua situação quer social quer económica! Querem fazer crer que tudo de mal que têm se deve a Portugal!

22/10/2009

CIÊNCIA - O FUTURO IMPREVISÍVEL!

Ao ver este video assaltou-me a imagem que tive quando em 1974 li o livro "O Choque do Futuro", de Alvin Toffler. Mas com uma agravante é que tudo que ele previra foi ultrapassado... E agora como será? O Futuro começa a ser totalmente imprevisível e de certo modo aterrador!

A CIÊNCIA ULTRAPASSOU O CIENTISTA...

29/08/2009

Como lhe nasceu o gosto pela leitura

Depois de aqui ter publicado o post «A boa estrela e a tempestade», o velho António entusiasmou-se e quis fazer mais uns desabafos sobre a sua meninice, porque pensa que será interessante relembrar como era a vida na província por altura da II Guerra Mundial.

Segundo ele se recorda com serenidade, na escola primária, tinham o livro de leitura, a tabuada e, nos últimos anos, a Geografia, a História de Portugal e as Ciências Naturais. Eram apenas livros de estudo, num ambiente social de poucas letras, pessoas entregues à agricultura e umas poucas ligadas à vida comercial e empregos diversos, em Viseu.

A professora, D. Fernanda, uma vez por semana, lia contos ou histórias num suplemento do jornal diário «O Século» intitulado «Pim-pam-pum». Em casa do António, havia uns livros antigos, um pouco estragados, principalmente religiosos e, por razões que ele desconhecia, uma gramática da língua francesa. E nada mais.

Só leu o primeiro livro quando já andava no Liceu, requisitou-o na biblioteca e gostou do primeiro contacto com a literatura. Durante o segundo ano, a professora de português e francês, D. Isaura, nos dias em que dava aula na última hora, ficava mais meia hora a ler e a falar de literatura do século XIX, actividade de que dispensava o António por ter de ir para casa, lá longe, a 6 quilómetros, percorridos a pé.

No 3º ano, início do segundo ciclo, o professor de português, Simões Gomes, deu um grande impulso na interpretação de textos e na redacção. Na primeira aula, após as férias, perguntava a cada aluno quais os livros que lera durante as férias e fazia o seu comentário, salientando sempre os melhores autores. Nesse primeiro contacto, o António disse-lhe os nomes de uns livros de pouca qualidade, da colecção azul, que o primo da cidade lhe tinha emprestado, tendo obtido do professor um sinal de menosprezo e a afirmação que não os conhecia e que não deviam ter qualquer interesse. A partir daí, passou a orientar as leituras pelas sugestões que ia recebendo nas aulas, e todas as semanas levava da biblioteca um livro de escritor português, como Júlio Dinis, Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, Alexandre Herculano, Almeida Garrett, etc.

Fazia parte do programa, o estudo com pormenor de «As Pupilas do Sr Reitor» de Júlio Dinis, de que interpretavam com pormenor várias passagens, dividindo orações, fazendo análise gramatical, preparando em casa resumos de capítulos, etc. Aos fins de semana, cada aluno tinha que fazer uma redacção de tema livre, contando um «caso da semana», sendo na segunda-feira alguns chamados a ler o seu trabalho de casa, para todos ouvirem e criticarem. E assim se aprendia português.

O António confessa que deve a esse professor a facilidade com que pela vida fora redigia, tendo há pouco tempo ouvido um velho colega dizer-lhe «sempre foste uma boa caneta». Conta ele que devido aos momentos que passava na biblioteca, beneficiava do carinho quase maternal da D. Conceição, a bibliotecária.

Mas ele não se esquece que vivia num ambiente rural, embora próximo da cidade, com pessoas alheias aos livros e à cultura e que muitas, por o verem a ler livros à sombra das árvores em vez de andar a brincar com outras crianças (por vezes a fazerem maldades que originavam rixas entre as famílias), alertaram a sua mãe para o perigo de ele poder vir a ficar maluco, por os livros lhe «darem a volta à cabeça» Isto que ele contou do ambiente da aldeia não me surpreendeu, porque ainda hoje é considerado um vício perigoso gostar dos computadores, de ter blogues e de trocar e-mails. É certo que os exageros não são benéficos nem, sequer, nas vitaminas!!!