Mostrar mensagens com a etiqueta casamento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta casamento. Mostrar todas as mensagens

29/01/2015

Ao fim de 70 anos de namoro, casal oficializa a sua relação.

Damaso Bitencourt, de 103 anos de idade, e Maria Poutrole, de 90, namoraram durante sete décadas. Na passada segunda-feira deram finalmente "o nó", no cartório de Tatuí, perto de São Paulo.

A união oficial deste casal apaixonado demorou mais do que seria previsto uma vez que Damaso, conhecido com Davi, já tinha sido casado anteriormente, mas que não se lembrava do local onde tinha sido feito o registo e onde teria de levantar a sua primeira certidão de casamento.

Essa situação atrasou a recolha da documentação necessária que se prolongou durante dois anos, contou à Folha de São Paulo a madrinha dos noivos, Ana Alice Soares.

Ultrapassadas as questões burocráticas, o sonho foi cumprido e agora Davi e Maria são oficialmente marido e mulher. A união foi apenas uma formalidade uma vez que o casal já partilhava a sua vida há 70 anos.

"O sonho do filho dela, de 58 anos, era ter a mãe casada para não ser mais filho de mãe solteira", explica a madrinha ao jornal.

A lua-de-mel foi passada em casa, depois do casal se ter recusado a ir almoçar num restarante. "O Davi não consegue comer perto de outras pessoas porque eu tenho de cortar o bife dele", foi a explicação que Maria deu aos convidados.


22/08/2008

Casamento é contrato livre entre responsáveis

Transcrição de artigo de opinião do Correio da Manhã

A grande rebaldaria

O PR vetou a lei do divórcio, deixando em muito mau estado o mais recente brinquedo do PS com que PCP e BE também gostam de brincar, e aplaudiram pensando que com isso nos brindavam com uma magnífica manifestação de progressismo sócio-cultural. Coitados. Julgam-se liberais num combate de vida e de morte com conservadores empedernidos e avessos à modernidade. Os cavaleiros da luz nesse interminável combate contra as trevas. Mas não passam de uns pobres diabos incapazes de imaginar, sequer, que o bom senso é uma das notas mais importantes da acção político-legislativa.

Querem eliminar a culpa numa relação onde (quando conflitual) existe sempre, necessariamente, (pelo menos) um culpado, que com este inesperado presente dos socialistas e suas prestimosas sucursais verá branqueados os seus mais ou menos ignóbeis comportamentos sem censura adequada. Com esta lei o único fundamento do divórcio passará a ser ‘porque sim’. Tudo bem. O PS, para proteger os mais incautos, até pode eliminar o casamento civil e promover (explicitamente) as uniões de facto. Mas ‘vender’ a violação de contratos, sem fundamento que o justifique, apelando a um suposto progressismo, é pouco menos do que grotesco. E um péssimo exemplo que só pode vir de quem também não cumpre as suas obrigações mínimas.

Para melhor se entender, o que o PS propõe é como se numa outra qualquer relação contratual uma das partes anunciasse que não iria cumprir o contrato porque lhe não apetecia fazê-lo. E a lei lho consentisse.

É a fotonovela Cristiano Ronaldo/Real de Madrid/Manchester sobre cumprimento de contratos a dar cabo da mioleira do luso legislador.

A superficialidade sócio-filosófica da lei agora vetada é um verdadeiro mimo. Para os autores da lei e os que a aprovaram parece que o casamento não é um contrato livremente celebrado entre adultos conscientes e de boa fé, mas, pelo contrário, uma grilheta de que é imperativo libertá-los. É uma espécie de castigo, uma ratoeira em que as pessoas caem, por culpa do legislador (que não soube fazer melhor), e de que, por isso, é urgente libertá-los para que todos possamos viver felizes para sempre.

Ora estes legisladores de meia-tigela tinham obrigação de saber que ninguém é obrigado a casar. Casa quem quer e (em princípio) com quem quer. E sabe ao que vai.

Epílogo: aqui para nós, acho que quem deixa que o Estado regule as suas mais íntimas relações pessoais, podendo não o fazer, não pode passar sem castigo. Ele aí está.

João Marques dos Santos, Advogado

NOTA: Os referidos legisladores que também estão a dar tudo por tudo para legislar o casamento entre homossexuais, devem pensar bem nos casos de divórcio (uma íntima relação pessoal), para evitar terem depois de fazer uma lei que cubra casos coo o da separação dos gays actor Matt Lucas e seu/sua marido/esposa Kevin McGee que terminaram há poucas semanas a sua ligação depois de 18 meses (Revista Sábado de 26-06-2008).
Parece que há pessoas que era suposto serem sensatas mas que, pelo contrário, adoram a «rebaldaria»