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02/07/2010

ESPERO-TE...

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Espero-te com o nascer do dia
Logo que o Sol acorda a madrugada,
Caiado pelas mãos da fantasia
Dispersa nos tons da alvorada.

Espero-te assim de mãos abertas,
Tão cheias de desejo depurado,
Vazias de ti, esperam quedas
Um jogo de amor abençoado.

E na espera deste novo amanhecer
Se agita a tarde incandescente e arde em mim
Em sussurros de ardor e frenesim...

Pois só a noite poderá saber
Da justiça dos anseios libertados
Perecerem febrilmente lado a lado!




22/06/2010

12/03/2010

SÃO PECADOS...

Eu e o meu marido há 22 anos.


São pecados ardentes, frementes,
Suores em meu rosto confessados,
São pecados lascivos, prementes
Os pecados de meu corpo arrebatado.

São pecados meu amor rosáceos e belos
Que inflamam minha alma de Mulher,
São amor, são desejo e estão despertos
Na vontade consciente de te ter.

São pecados deliciosos, compulsivos,
Anseios vertiginosos e atrevidos
Estes sentires tão detalhados...

Ao amor os pecados são submissos,
Entranham-se e calam-se felizes...
São pecados meu amor abençoados!


Ana Martins
Escrito a 10 de Março de 2010

Eu e o Mário 22 anos depois.

Parabéns duplamente amor, pelo teu e pelo nosso aniversário de casamento!

26/02/2010

O TAMANHO DA SAUDADE

Joaquim Pires Simões
PSarg. OPRADET/OPCART
da Força Aérea Portuguesa
02-04-1936 / 26-02-1999



Permanece no ar o teu sorriso sadio
E a ternura do teu olhar ainda hoje a sinto,
Resiste ao tempo o teu encanto luzidio
E com as tuas graças Paizinho eu já brinco.

Permanece no ar o teu suave perfume
E os conselhos que davas ainda os recordo,
Resiste ao tempo sem qualquer queixume
Aquele teu abraço quente e forte.

Permanece no ar a tua grandeza
Num apelo maior de um não à tristeza,
Paizinho Querido que amor tão presente...

Carrego no peito o tamanho em saudade
Da tua ausência já sem idade
Nesta viagem do tempo que o tempo não sente!


Ana Martins
Escrito a 22 de Janeiro de 2010

PAIZINHO 11 NOS JÁ SE PASSARAM, MAS TU CONTINUAS VIVO NOS NOSSOS CORAÇÕES E PENSAMENTOS, E ASSIM SERÁ ENQUANTO A VIDA ME ACORDAR!

23/01/2010

DESPEDIDA

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No amargo sabor da saudade,
Nesse frémito incontido do desejo
Estonteante o meu olhar baralhado
Te procura na lembrança de um beijo.

E entre a paixão e o intangível,
Eu reflicto já meio entontecida
No momento certo e passível
Do verbo conjugado na despedida.

E procuro-te em vão meio à nora
Retendo todas as ânsias noite fora
Nesta sede repentina de gritar...

Já não tenho os teus olhos rutilantes
E despi todos os sonhos que tinha antes...
Na loucura pertinente de acordar!


Ana Martins
Escrito a 2 de Janeiro de 2010

12/01/2010

ERRADAMENTE LIVRES

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No Sentir errado de liberdade,
Nessa cegueira que afunda o Ser
Anda o mundo apeado da verdade
Num reverso do escárnio e maldizer.

E é tal a ânsia de subir mais e mais,
Voar mais alto até o infinito
Que se empolgam tantos ódios que jamais
Darão por certo o equilíbrio distinto.

Eu queria ser força inigualável,
Labareda de carácter invejável,
Verdade com altivez de trovão...

Eu queria ser pedra que todos pisam,
Com porosidades que entranham e eternizam
O amor em todo e qualquer coração!


Ana Martins
Escrito a 10 de Janeiro de 2010

05/12/2009

OLHO O CÉU MEU AMOR...

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Entardece meu amor e o Sol já se põe,
A Lua espreita ainda pálida, sem luar
Olho o céu no regozijo do horizonte que compõe
Os astros que sorriem cada um em seu lugar.

Olho o céu meu amor e se agiganta o desejo
Na noite que desce lentamente, tão devagar
E como a lua brinda à cumplicidade de um beijo,
Eu me deleito num ocaso de beleza singular.

Olho o céu meu amor e flameja este querer,
Que saltita, se manifesta e em nós explode
Na magnificência do sentir mais puro e nobre...

E vibra e cintila e deseja permanecer,
Arde com furor no auge da ebulição...
E lá cai a noite em perfeita exaltação!


Ana Martins
Escrito a 2 de Outubro de 2009


08/10/2009

NATURALMENTE BELA!

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A natureza é como um livro aberto,
Dá-se inteira assim que a olhamos
E entre guerras e labirintos destros
Se impõe aos erros dos humanos.

Com frescura e naturalmente bela,
Seus riachos e prados verdejantes
Dão ao ar o toque da Donzela
Que premeia seus falsos amantes.

Tristonha implora então o respeito,
De quem tão dificilmente a escuta
E incansável se renova e luta...

Mas, no seu infausto e nobre direito,
Com destreza secular, rindo cresce
A secretícia magoa que sobre ela desce!


Ana Martins
Escrito a 7 de Outubro de 2009

29/09/2009

AMANHECER

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Levanta-te meu amor, abre os olhos
Lá fora brilha o Sol com frenesim,
Estende os braços, embala-me no teu colo
Estou louca por me ter em ti assim!

A vida brilha em nós tal qual o tempo
Se faz sentir quente e folguroso,
Quiçá quebre no desejo o silêncio
Do Sol que me beija e aquece o corpo.

Levanta-te meu amor, dá-me a mão
Amanhece-me num arroubo de exaltação
Nesta paz voluptuosa e vespertina...

Quem sabe neste dia que começa,
O Sol dantesco então aqueça
A sua amada Lua cristalina!


Ana Martins
Escrito a 17 de Março de 2009

24/08/2009

TENHO UMA ESTRELA!

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Eu pedi ao Céu que me desse uma Estrela,
Não precisava ser a maior, a mais bela,
Queria somente a luz que perdi
Quando sem luz pai me despedi de ti.

Eu pedi ao Céu que a Estrela brilhasse,
Que não fosse cadente, que não se apagasse,
Que tivesse nos vértices faíscas de cor,
Que fosse uma Estrela de paz e amor.

O Céu me ofereceu uma Estrela pequenina,
Que a todos encanta e a mim ilumina,
No meio o teu nome baila tão lindo...

E não é um sonho, tenho uma Estrela,
Brilha no Céu e sou Filha dela!
Na luz que reflecte me vejo sorrindo...


Ana Martins
Escrito a 14 de Agosto de 2009

28/06/2009

CALMARIA!

Imagem do Google www.maxmode.blogspot.com


Rasguei todas as promessas que me fizeste,
Destruí-as, enterrei-as sem pudor,
Rasguei-as com a mesma garra que tu teces
Esta mágoa que me queima e causa dor.

Destruí-as simplesmente sem me sentir,
Enterrei-as, ai que bom só de pensar
Que já não sei nem conjugo o verbo ir,
Que já não quero o que não me podes dar.

Acabou-se, é pretérito, foi-se o tempo
Em que os desejos eram só tristes lamentos
Desfeitos na penumbra que me sorvia...

Hoje tenho a verdade que em mim emana
Com subtileza o frescor da esperança,
Hoje tenho o sabor da calmaria!


Ana Martins
Escrito a 25 de Junho de 2009

10/04/2009

FIDELIDADE!...

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Sou fiel aos meus princípios
E mesmo fraquejando nas incertezas,
Busco em meu interior com afinco
A verdade que em mim salma, com clareza.

Supondo que a vida é a procura
Da eternidade celeste e peregrina,
Amanheço meus dias com frescura
E agradeço a Deus por mais um dia!

E quando em minha vida há negrura
Que nem a sensatez me ilumina,
Procuro na luz do céu a força Divina...

Ou Estrela que no firmamento com brandura,
Fortaleça a minha crença e sem esforço
Alumie a esta alma... A este corpo!


Ana Martins
Escrito a 5 de Fevereiro de 2009

05/04/2009

DEMOCRACIA CORRUPTA!!!

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Sou mentira maquilhada de verdade
Com o peso sinistro da cobardia,
Chamam-me Justiça, Companheira, Igualdade
Mas sou incúria disfarçada de Democracia!

Sou como as ondas que se agitam nos rochedos
Implacáveis, insensíveis, em grande luta,
Soltando areias frágeis dos penedos
Que rodopiam num mar revolto que as bifurca!

Sou como o vento quando fustiga com braveza...
Fazendo ele também parte da natureza,
Por onde passa deixa um rastro de destruição!!!

Se me profano, confundo o povo com carisma...
Com alento eu o iludo... É sofisma!
E prossigo assim impune e em corrupção!!!


Ana Martins
Escrito a 8 de Janeiro de 2009

26/02/2009

NO LIVRO DA VIDA...




Ao livro da vida que me ofereceste
Acrescentei a tua imagem com paixão,
Encapei-o com a força com que soubeste
Transmitir-me tanto amor e união!

Folheio agora as suas páginas passo a passo
Na tentativa de recordar-te, ver-te enfim,
Lá tristemente só te vejo os traços
Mas a mensagem, essa, permanece em mim!

Apagar Pai Querido o que almejaste
No memorando deste livro a quem amaste,
É tarefa impossível de conseguir...

Serei página deste livro que me deste,
Serei folha que em vida tu escreveste,
Serei capa de outro livro que há-de vir...

Ana Martins
Escrito a 12 de Janeiro de 2009

Publicado em Homenagem ao meu PAI, no dia em que faz 10 anos que faleceu.

24/01/2009

DEVANEIOS!




Não, não me olhes com o descaso e censura
Que já não consegues omitir,
Deixa-me permanecer assim em clausura
Na certeza de não me iludir!

Eu sei, que as loucuras onde me deleitei
São agora marcos irreversíveis em minha vida,
Que cada passo errado que dei
Me levou a este estado decrépito de sida!

Eu sei, que não soube sorver o meu tempo,
Que a luz de outrora é agora o tormento
Da insensatez a que me fui permitindo...

Mas deixa-me perecer aqui, em paz enfim
Com o desprezo que já não doí nem pesa em mim,
Tão longe de ti... E tão perto do fim que já sinto!

Ana Martins

15/11/2008

LIBERDADE!...

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Dispo-me de preconceitos
E o pudor não vou vestir,
Não cultivo vergonhas nem receios
Que afoguem o meu sentir.

Não quero mais calar a voz
Que divulga a dor ou agonia,
Ou simplesmente canta o amor
Em quadras soltas com alegria.

Quero continuar assim livre
Do preconceito e mau sentimento,
E mesmo que às vezes num deslize

Alguma força em mim se perca
Procurarei a todo o momento,
Viver a vida que me resta!

Ana Martins

01/11/2008

AMIZADE





















A tela é de Filipe do ARTEAUTISMO



Chega simples em silêncio, com humildade
Envolta num manto de ternura,
Revestida de compreensão e verdade,
Qual neve enfeitada de brancura.

Sorri à mágoa em tentativa de alívio,
Sussurra apelos rendilhados de esperança,
Espalha a paz com fragrâncias de rosmaninho,
Canta à vida que é bela e não se cansa.

É fiel de debruada de candura,
Sofre serena com carinho e bonomia,
Traz com ela o azul do céu em noite escura...

Cresce forte com saúde dia a dia,
Assim é a amizade franca e pura,
Uma fonte de amor com energia...

Ana Martins