Passagem por:Paredes de Coura
Território com Alma
Situado no interior do Alto Minho, o Município de Paredes de Coura constitui um enigma no que respeita à sua fundação enquanto comunidade. No entanto, o folheto oficial da Região de Turismo, no slogan a propósito, dá-lhe a idade de 5.000 anos. Na perspectiva destes 50 séculos, estão contidos, obviamente, celtas, romanos, suevos, etc. E desta multifacetada e constante ocupação humana e das lutas que a posse deste fértil e rico território suscitou ficaram, até hoje, muitos vestígios arqueológicos do neolítico, como são exemplos a meia centena de antas que povoam o Concelho, nos lugares de Chã de Lamas, Serra de Bico, Serra de Boulhosa e Chã de Cubos.
A defesa do território obrigou os primeiros habitantes a fortificar povoados, como a Cividade de Romarigães, o Fortificado de Cossourado e o Castro de Cristelo, estruturas que, obviamente, já indiciam uma ocupação do território mais sedentária por agricultores e pastores. O povoado Fortificado de Cossourado merece, inequivocamente, uma visita pela evidente ligação relativa à pré-história e pelo excelente trabalho de recuperação, museologia e arqueologia, produzido pelo Gabinete de Arqueologia e Património da Câmara Municipal de Paredes de Coura.
Nas 21 Freguesias deste verde e farto Município não só a história e a tradição são notáveis. Notável é, também, enquanto cenário natural, a paisagem protegida "Corno de Bico", repositório vivo da fauna e flora rara do Alto Minho. O lobo, a lontra e o corço são exemplares protegidos que ali encontram residência e defesa, bem como uma imensidão de espécies vegetais de rara beleza.
Nos dias de hoje, e na cultura do nosso tempo, também Paredes de Coura conquistou o seu lugar de protagonismo. Falamos do seu Festival de Música moderna, jazz, rock, africana e outras, neste novo Woodstock, dando a imagem deste Município como exemplo de equilíbrio entre a história, a tradição e a modernidade.
Os Caminhos de Santiago que por aqui passaram e o romance de Mestre Aquilino Ribeiro “A Casa Grande de Romarigães”, que ele próprio habitou, são outros factores de interesse deste Concelho.
Veja mais imagens no Só Imagens.
José Ferreira
Território com Alma
Situado no interior do Alto Minho, o Município de Paredes de Coura constitui um enigma no que respeita à sua fundação enquanto comunidade. No entanto, o folheto oficial da Região de Turismo, no slogan a propósito, dá-lhe a idade de 5.000 anos. Na perspectiva destes 50 séculos, estão contidos, obviamente, celtas, romanos, suevos, etc. E desta multifacetada e constante ocupação humana e das lutas que a posse deste fértil e rico território suscitou ficaram, até hoje, muitos vestígios arqueológicos do neolítico, como são exemplos a meia centena de antas que povoam o Concelho, nos lugares de Chã de Lamas, Serra de Bico, Serra de Boulhosa e Chã de Cubos.
A defesa do território obrigou os primeiros habitantes a fortificar povoados, como a Cividade de Romarigães, o Fortificado de Cossourado e o Castro de Cristelo, estruturas que, obviamente, já indiciam uma ocupação do território mais sedentária por agricultores e pastores. O povoado Fortificado de Cossourado merece, inequivocamente, uma visita pela evidente ligação relativa à pré-história e pelo excelente trabalho de recuperação, museologia e arqueologia, produzido pelo Gabinete de Arqueologia e Património da Câmara Municipal de Paredes de Coura.
Nas 21 Freguesias deste verde e farto Município não só a história e a tradição são notáveis. Notável é, também, enquanto cenário natural, a paisagem protegida "Corno de Bico", repositório vivo da fauna e flora rara do Alto Minho. O lobo, a lontra e o corço são exemplares protegidos que ali encontram residência e defesa, bem como uma imensidão de espécies vegetais de rara beleza.
Nos dias de hoje, e na cultura do nosso tempo, também Paredes de Coura conquistou o seu lugar de protagonismo. Falamos do seu Festival de Música moderna, jazz, rock, africana e outras, neste novo Woodstock, dando a imagem deste Município como exemplo de equilíbrio entre a história, a tradição e a modernidade.
Os Caminhos de Santiago que por aqui passaram e o romance de Mestre Aquilino Ribeiro “A Casa Grande de Romarigães”, que ele próprio habitou, são outros factores de interesse deste Concelho.
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José Ferreira