
Este nosso colega não era exactamente conhecido por ter grande afinidade por livros escolares , e muito menos por estudar o seu conteúdo; ele tinha sempre coisas mais interessantes apara fazer, e em que pensar… Um dia, de pé, frente a um largo desenho onde era mostrada uma turbina a vapor, foi - lhe “pedido” que descrevesse o que via. Mas, ao invés disso, ele permaneceu silencioso, contemplando-o, como que enfeitiçado: de seguida experimentou dar um passo atrás, ensaiou olhar de um ângulo … depois doutro; virou-se para nós com ar suplicante, de novo olhou para o desenho, fixando-o, imóvel, sempre mudo - perdido.
Quebrando o longo e pesado silêncio, o professor, num meigo tom de voz, perguntou-lhe, então: “Vasco, o que é que tu queres ser na vida: maquinista naval ou espírita?”
Vitor Chuva
23-08-2009
Quebrando o longo e pesado silêncio, o professor, num meigo tom de voz, perguntou-lhe, então: “Vasco, o que é que tu queres ser na vida: maquinista naval ou espírita?”
Vitor Chuva
23-08-2009
Vitor Chuva