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11/03/2013
20/05/2011
Minhas Tardes com Margueritte
Uma das minhas grandes paixões é o cinema. Ontem tive o prazer de ver um filme protagonizado por Gerárd Depardieu, que me deu um enorme prazer, pela sensibilidade e pela mensagem nele contida, que pensei logo em partilhar convosco.
O filme conta-nos a história de Germain, (Gerárd Depardieu ) semianalfabeto, constantemente ridicularizado pelos amigos por causa do seu vocabulário pobre e a sua quase ausente aptidão intelectual.
Certo dia, no banco de um parque, conhece uma velhinha simpática e apaixonada por leitura que o introduz aos poucos no universo mágico dos livros.
Com isso, a visão de mundo e o traquejo social transformam-se aos poucos.
A narrativa da obra apresenta alguns flashbacks, necessários para ilustrar a infância difícil de Germain, repreendido de forma humilhante pelo professor cada vez que errava na lição, e maltratado pela mãe autoritária, facto este que perdura até hoje.
A actriz Gisele Casadesus – com uns incríveis 96 anos – mantém o nível do parceiro de cena e ilustra com correcção a simpatiquíssima Margueritte, uma senhora cuja sobrinho negligente a internou num asilo para idosos, e agora é uma espécie de ‘mãe adoptiva’ para Germain.
E é na troca afectiva entre eles que a obra encontra a sua força maior.
Com pouco mais de 80 minutos, Minhas Tardes com Margueritte é um filme curto de duração, mas com mensagens que não escapam tão facilmente. Poético, como os textos de Camus que ilustram o filme, a obra mostra que além da leitura e do acesso ao conhecimento formal, simplicidade e generosidade são qualidades de valor imensurável.
Recomendo a todos vivamente, quem sabe talvez o possam ver neste fim de semana ;)
beijinhos a todos
Fê
02/05/2009
The Reader – O filme que deu a Kate Winslet o Óscar da Academia!!!

Gostaria de dizer que, de todos os filmes aos quais foram atribuídos Óscares em 2009 e que eu tenha já visto, este é seguramente o meu tipo de filme … um filme que ninguém deve perder.
Kate Winslet ganhou o Oscar da Academia, superando magistralmente estrelas magníficas, como a sempre excelente Meryl Streep e Angelina Jolie.
A história do filme que se baseia num livro, que obteve enorme sucesso de vendas, conta a vida de Hanna Schmitz, uma cobradora de elétrico, na Alemanha pós-guerra em 1958. Num encontro casual, com o então garoto de 15 anos Michael, interpretado pelo novo actor Bruno Ganz, que desempenha um óptimo papel (considerando as cenas sensuais que ele tão bem representa ao lado de Kate), Hanna começa uma amizade com o rapaz e termina por iniciá-lo sexualmente, vivendo com ele um tórrido romance durante aquele verão de 1958/59. Essa situação deixa Michael profundamente ligado e apaixonado por ela, mas acontece que na vida de Hanna há uma série de mistérios, segredos e medos escondidos. Então de repente, aquele amor de verão termina de forma abrupta e inesperada, com o desaparecimento de Hanna da vida de Michael.
O desaparecimento da mulher amada deixa marcas profundas em Michael, até o encontro de ambos no futuro e posteriormente, na fase adulta do personagem (agora então, vivido por Falph Fiennes, também num desempenho fabuloso, que irá deixar marcas profundas em suas vidas.
Mas, Kate que começa sua Hanna no filme com 22 anos de idade e segue ao longo do filme até chegar aos 66 anos, é de uma perfeição, de uma simplicidade e de uma naturalidade e correcção no seu desempenho, que nos esquecemos que estamos a ver a mesma actriz, interpretando a mesma personagem em diversas faixas etárias. Somos facilmente levados a esquecer que estamos a ver um filme, mais parencendo que estamos também a viver todas aquelas situações.
A sua actuação é minuciosamente despojada e natural, sendo este o seu maior trunfo, se levarmos em consideração que, quando um livro de estrondoso sucesso é levado às telas, é muito mais difícil dar vida ao personagem, maior àquela que foi dada pelo escritor do livro. Principalmente para aqueles que estão a assistir ao filme, mas que já leram o livro... E Kate consegue-o magistralmente!
Em suma, não foi à toa que Kate Winslet levou para casa o Oscar de Melhor Atriz, ELA MERECEU, mereceu mesmo!!!
Fernanda Ferreira
Kate Winslet ganhou o Oscar da Academia, superando magistralmente estrelas magníficas, como a sempre excelente Meryl Streep e Angelina Jolie.
A história do filme que se baseia num livro, que obteve enorme sucesso de vendas, conta a vida de Hanna Schmitz, uma cobradora de elétrico, na Alemanha pós-guerra em 1958. Num encontro casual, com o então garoto de 15 anos Michael, interpretado pelo novo actor Bruno Ganz, que desempenha um óptimo papel (considerando as cenas sensuais que ele tão bem representa ao lado de Kate), Hanna começa uma amizade com o rapaz e termina por iniciá-lo sexualmente, vivendo com ele um tórrido romance durante aquele verão de 1958/59. Essa situação deixa Michael profundamente ligado e apaixonado por ela, mas acontece que na vida de Hanna há uma série de mistérios, segredos e medos escondidos. Então de repente, aquele amor de verão termina de forma abrupta e inesperada, com o desaparecimento de Hanna da vida de Michael.
O desaparecimento da mulher amada deixa marcas profundas em Michael, até o encontro de ambos no futuro e posteriormente, na fase adulta do personagem (agora então, vivido por Falph Fiennes, também num desempenho fabuloso, que irá deixar marcas profundas em suas vidas.
Mas, Kate que começa sua Hanna no filme com 22 anos de idade e segue ao longo do filme até chegar aos 66 anos, é de uma perfeição, de uma simplicidade e de uma naturalidade e correcção no seu desempenho, que nos esquecemos que estamos a ver a mesma actriz, interpretando a mesma personagem em diversas faixas etárias. Somos facilmente levados a esquecer que estamos a ver um filme, mais parencendo que estamos também a viver todas aquelas situações.
A sua actuação é minuciosamente despojada e natural, sendo este o seu maior trunfo, se levarmos em consideração que, quando um livro de estrondoso sucesso é levado às telas, é muito mais difícil dar vida ao personagem, maior àquela que foi dada pelo escritor do livro. Principalmente para aqueles que estão a assistir ao filme, mas que já leram o livro... E Kate consegue-o magistralmente!
Em suma, não foi à toa que Kate Winslet levou para casa o Oscar de Melhor Atriz, ELA MERECEU, mereceu mesmo!!!
Fernanda Ferreira
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