01/05/2009
HISTÓRIA DE AMOR - O homem que salvou a baleia
A revista francesa "Le magazine des voyages de pêche" na sua edição nº 56, traz uma notícia espantosa: uma história de amor admirável."Arnold Pointer um pescador profissional do sul da Austrália libertou uma grande fêmea de Tubarão Branco (Carcharodon carcharias) das redes de pesca em que tinha ficado presa, livrando-a de uma morte certa. Agora este pescador tem um problema: ele afirma :"Há dois anos que ela não me larga. Ela segue-me para toda a parte. A sua presença faz fugir os peixes que quero pescar. Não sei mais o que fazer."
Efetivamente, difícil de se livrar de um tubarão de uma espécie protegida medindo 5 metros, estabeleceu-se uma afeição mútua entre Arnold e "Cindy". Arnold diz "A partir do momento que paro o barco ela aproxima-se, vira-se de costas para que eu lhe acaricie o ventre e o pescoço, ela grunhe, rola os olhos, bate com as barbatanas...“
Simplesmente admirável!!!”~
Um tubarão, um homem, um muito obrigado por ter salvo a minha vida.
O homem ainda tem muito o que aprender com os animais
Fernanda Ferreira
ALGUNS CONSELHOS e truques… SOBRE VINHOS

O vinho deve ser servido preferencialmente a uma temperatura correcta, isto para revelar todas as suas qualidades, que variam conforme os tipos de vinho.
De uma maneira geral, devem ser servidos à temperatura ambiente, ou ligeiramente superior (18-22º C), “chambreando” os vinhos generosos e doces, os vinhos velhos e os vinhos encorpados, ainda que recentes, bem como as aguardentes.
Os tintos leves, os brancos secos, os claretes, palhetes e os rosés bem como os generosos secos, devem beber-se ligeiramente frios (7 a 12º C). Muito frios ou quase gelados bebem-se os vinhos brancos e os espumantes naturais.
O vinho nunca deve ser sujeito a variações bruscas de temperatura, mas antes ser levado gradualmente àquela que se pretende. Por isso nem deve ser colocado na zona de congelação para arrefecer, nem se deve usar calor directo para o aquecer. As garrafas dos bons vinhos devem ser desarrolhadas pelo menos 30 minutos do consumo, para que a oxidação do produto, ao contacto com o ar, provoque um começo de desenvolvimento do “bouquet”.
Convém usar um saca-rolha de rosca, munido de uma alavanca, para evitar sacudir o vinho. Tratando-se de vinhos velhos, convém sempre prová-los antes de servir, para evitar surpresas desagradáveis. Normalmente, nos restaurantes, com uma garrafeira que o justifique, o profissional enófilo ou 'escanção' é encarregado de aconselhar e, muitas das vezes, escolher mesmo o vinho para acompanhar as refeições.
Para tal, tem pendurado ao pescoço uma Tambuladeira - Pequena taça sem pé, de vidro ou prata, usada antigamente pelos provadores a fim de apreciarem a cor e o corpo do vinho, com a borda e o centro relevados, à semelhança do fundo da garrafa preto, e com que se avalia a grossura do vinho, conforme ele corre ou barra o disco. Serve também para verificar a cor do vinho, ou para se lhe apreciar o cheiro.
Os vinhos devem ir à mesa nas próprias garrafas originais, depois de devidamente limpas, tendo o cuidado de apresentar os rótulos visíveis.
Devem servir-se os vinhos sempre com cuidado: os brancos devem ser deitados nos copos de uma altura de 10-15 cm, sobretudo quando se quiser evidenciar o desprendimento da espuma (é bom ouvi-los cantar); os verdes tintos (sempre jovens por natureza) também devem cantar nos copos.
Já se forem tintos, velhos, devem ser deitados de menor altura, ou até encostando o gargalo da garrafa ao copo e deixando o vinho correr suavemente.
Os copos nunca devem ser completamente cheios, mas até 2/3 tratando-se de vinho branco, ainda um pouco menos se for tinto ou generoso, para melhor se apreciarem os aromas.
Os copos devem ser incolores, suficientemente grandes para que se lhes possa imprimir um certo movimento de rotação, indispensável ao desprendimento do “bouquet”, sem o perigo de o vinho sair, devem de preferência, ter pé e, finalmente, ser discretos para não desviarem excessivamente a atenção do vinho que contêm.
Mais duas ou três dicas interessantes que aprendi com o mestre, Sr. Fernando Nicolau de Almeida:
Pare se saber facilmente se um vinho tinto é natural ou químico, basta usar um copo com água e verter uma pequena quantidade de vinho no mesmo. Se o vinho se misturar completamente com a água é completamente químico, o melhor, o mais natural subirá à tona e formará um anel como se de azeite se tratasse. Atenção às quantidades de vinho usadas, têm que ser mínimas, uma vez que o vinho é mais denso que a água.
Com o vinho branco é quase impossível esta experiência. Sem desprestigiar o vinho branco que eu também tanto aprecio, devo informar que é muito mais fácil “fazer” vinho branco …do que tinto.
Cuidado com os vinhos de mesa adamados, eu própria sou alérgica ao Ponte de Lima adamado (entre outros), em virtude da sua fermentação ser parada com doses de anidrido sulfuroso e ácido sórbico. Eu própria já fui vítima de intoxicação.
Finalmente e ainda mais um pequeno truque para saber se o vinho é bom ou químico, é deixar cair sobre um pedacinho de tecido branco (na toalha é muito aborrecido) usem o guardanapo por exemplo, uma gota de vinho, se esta de espalhar muna imensa nódoa é muito mau sinal, se pelo contrário ficar em forma de pérola, estarão na presença de um excelente vinho.
Boas dicas para acompanhar o cozido.
À saúde de todos!!!
De uma maneira geral, devem ser servidos à temperatura ambiente, ou ligeiramente superior (18-22º C), “chambreando” os vinhos generosos e doces, os vinhos velhos e os vinhos encorpados, ainda que recentes, bem como as aguardentes.
Os tintos leves, os brancos secos, os claretes, palhetes e os rosés bem como os generosos secos, devem beber-se ligeiramente frios (7 a 12º C). Muito frios ou quase gelados bebem-se os vinhos brancos e os espumantes naturais.
O vinho nunca deve ser sujeito a variações bruscas de temperatura, mas antes ser levado gradualmente àquela que se pretende. Por isso nem deve ser colocado na zona de congelação para arrefecer, nem se deve usar calor directo para o aquecer. As garrafas dos bons vinhos devem ser desarrolhadas pelo menos 30 minutos do consumo, para que a oxidação do produto, ao contacto com o ar, provoque um começo de desenvolvimento do “bouquet”.
Convém usar um saca-rolha de rosca, munido de uma alavanca, para evitar sacudir o vinho. Tratando-se de vinhos velhos, convém sempre prová-los antes de servir, para evitar surpresas desagradáveis. Normalmente, nos restaurantes, com uma garrafeira que o justifique, o profissional enófilo ou 'escanção' é encarregado de aconselhar e, muitas das vezes, escolher mesmo o vinho para acompanhar as refeições.
Para tal, tem pendurado ao pescoço uma Tambuladeira - Pequena taça sem pé, de vidro ou prata, usada antigamente pelos provadores a fim de apreciarem a cor e o corpo do vinho, com a borda e o centro relevados, à semelhança do fundo da garrafa preto, e com que se avalia a grossura do vinho, conforme ele corre ou barra o disco. Serve também para verificar a cor do vinho, ou para se lhe apreciar o cheiro.
Os vinhos devem ir à mesa nas próprias garrafas originais, depois de devidamente limpas, tendo o cuidado de apresentar os rótulos visíveis.
Devem servir-se os vinhos sempre com cuidado: os brancos devem ser deitados nos copos de uma altura de 10-15 cm, sobretudo quando se quiser evidenciar o desprendimento da espuma (é bom ouvi-los cantar); os verdes tintos (sempre jovens por natureza) também devem cantar nos copos.
Já se forem tintos, velhos, devem ser deitados de menor altura, ou até encostando o gargalo da garrafa ao copo e deixando o vinho correr suavemente.
Os copos nunca devem ser completamente cheios, mas até 2/3 tratando-se de vinho branco, ainda um pouco menos se for tinto ou generoso, para melhor se apreciarem os aromas.
Os copos devem ser incolores, suficientemente grandes para que se lhes possa imprimir um certo movimento de rotação, indispensável ao desprendimento do “bouquet”, sem o perigo de o vinho sair, devem de preferência, ter pé e, finalmente, ser discretos para não desviarem excessivamente a atenção do vinho que contêm.
Mais duas ou três dicas interessantes que aprendi com o mestre, Sr. Fernando Nicolau de Almeida:
Pare se saber facilmente se um vinho tinto é natural ou químico, basta usar um copo com água e verter uma pequena quantidade de vinho no mesmo. Se o vinho se misturar completamente com a água é completamente químico, o melhor, o mais natural subirá à tona e formará um anel como se de azeite se tratasse. Atenção às quantidades de vinho usadas, têm que ser mínimas, uma vez que o vinho é mais denso que a água.
Com o vinho branco é quase impossível esta experiência. Sem desprestigiar o vinho branco que eu também tanto aprecio, devo informar que é muito mais fácil “fazer” vinho branco …do que tinto.
Cuidado com os vinhos de mesa adamados, eu própria sou alérgica ao Ponte de Lima adamado (entre outros), em virtude da sua fermentação ser parada com doses de anidrido sulfuroso e ácido sórbico. Eu própria já fui vítima de intoxicação.
Finalmente e ainda mais um pequeno truque para saber se o vinho é bom ou químico, é deixar cair sobre um pedacinho de tecido branco (na toalha é muito aborrecido) usem o guardanapo por exemplo, uma gota de vinho, se esta de espalhar muna imensa nódoa é muito mau sinal, se pelo contrário ficar em forma de pérola, estarão na presença de um excelente vinho.
Boas dicas para acompanhar o cozido.
À saúde de todos!!!
Fernanda Ferreira
Cozido à Portuguesa à Soajeiro - Minho.

Este é um prato tradicional composto por carnes de vaca, de porco e de galinha, produtos do fumeiro, couves, batata e, eventualmente, outros legumes como o nabo e a cenoura. O cozido à Soajeiro tem a particularidade de incluir o feijão.
O cozido constitui um dos pratos mais antigos confeccionado pelos homens desde a domesticação do fogo. De facto, o modo de preparação e de confecção do cozido mantêm-se inalterados desde tempos imemoráveis: uma panela com agua sobre o lume, onde cozem lentamente os diversos produtos de cada zona.
O cozido combina em si próprio todos os elementos fundamentais da vida: o fogo, a água, a terra (através dos ingredientes) e o tempo (lento da cozedura).
Simboliza ainda a casa, pois representa a unidade em torno da qual tudo se organiza: o fogo ou lume, centro da casa, centro do mundo.
A panela de ferro de três pés onde é tradicionalmente confeccionado participa dessa representação da casa, pois é utensílio fundamental de todos os lares, ricos ou pobres.
Prato completo e equilibrado, combinando carnes e legumes ao longo duma cozedura lenta que mantém todos os nutrientes.
O Cozido simboliza o alimento único e total, constituindo-se quase com um mito. O cozido simboliza ainda a economia doméstica, pois uma boa dona de casa é a que sabe gerir a despensa de modo a assegurar a alimentação da família ao longo de todo o ano.
Cozendo quase sem vigilância, este prato, na sua versão mais pobre, tinha o seu lugar no quotidiano das populações camponesas. A versão actual, mais rica em carnes, corresponde ao cozido das festas, onde a carne marcava a abundância dos dias excepcionais. Constituindo um prato único, pode, no entanto, repartir-se em três: sopa, os legumes e as carnes e o caldo de cozedura utilizado para outras preparações culinárias, como a Sopa Seca.
Como Fazer:
Sendo o cozido um prato nacional, a sua particularidade local decorre das características próprias dos produtos utilizados, designadamente a especificidade das couves, das carnes e dos enchidos.
O cozido é confeccionado, para além dos produtos comuns como as couves tronchudas, as batatas, as carnes de porco entremeada e da costela, presunto, orelheira, vaca e galinha, com os enchidos próprios do fumeiro local, especialmente, as chouriças de sangue, as de massa, o chouriço de carne e por vezes o de abóbora, da Gavieira. No cozido à Soajeiro, ou seja, como se faz no Soajo, acrescenta-se feijão cozido na água da cozedura das carnes. Este feijão é depois servido à parte e acompanhado com arroz seco.
Período do ano:
O Cozido é sobretudo confeccionado nos meses mais frio, entre o Outono e a Páscoa. Tradicionalmente reservado às festas, o Cozido é hoje um dos pratos mais consumidos pelas famílias aos domingos. Tem o seu lugar obrigatório nos casamentos, no Carnaval e noutras festas da região e constitui uma especialidade bem Portuguesa.
Bom apetite!!!
O cozido constitui um dos pratos mais antigos confeccionado pelos homens desde a domesticação do fogo. De facto, o modo de preparação e de confecção do cozido mantêm-se inalterados desde tempos imemoráveis: uma panela com agua sobre o lume, onde cozem lentamente os diversos produtos de cada zona.
O cozido combina em si próprio todos os elementos fundamentais da vida: o fogo, a água, a terra (através dos ingredientes) e o tempo (lento da cozedura).
Simboliza ainda a casa, pois representa a unidade em torno da qual tudo se organiza: o fogo ou lume, centro da casa, centro do mundo.
A panela de ferro de três pés onde é tradicionalmente confeccionado participa dessa representação da casa, pois é utensílio fundamental de todos os lares, ricos ou pobres.
Prato completo e equilibrado, combinando carnes e legumes ao longo duma cozedura lenta que mantém todos os nutrientes.
O Cozido simboliza o alimento único e total, constituindo-se quase com um mito. O cozido simboliza ainda a economia doméstica, pois uma boa dona de casa é a que sabe gerir a despensa de modo a assegurar a alimentação da família ao longo de todo o ano.
Cozendo quase sem vigilância, este prato, na sua versão mais pobre, tinha o seu lugar no quotidiano das populações camponesas. A versão actual, mais rica em carnes, corresponde ao cozido das festas, onde a carne marcava a abundância dos dias excepcionais. Constituindo um prato único, pode, no entanto, repartir-se em três: sopa, os legumes e as carnes e o caldo de cozedura utilizado para outras preparações culinárias, como a Sopa Seca.
Como Fazer:
Sendo o cozido um prato nacional, a sua particularidade local decorre das características próprias dos produtos utilizados, designadamente a especificidade das couves, das carnes e dos enchidos.
O cozido é confeccionado, para além dos produtos comuns como as couves tronchudas, as batatas, as carnes de porco entremeada e da costela, presunto, orelheira, vaca e galinha, com os enchidos próprios do fumeiro local, especialmente, as chouriças de sangue, as de massa, o chouriço de carne e por vezes o de abóbora, da Gavieira. No cozido à Soajeiro, ou seja, como se faz no Soajo, acrescenta-se feijão cozido na água da cozedura das carnes. Este feijão é depois servido à parte e acompanhado com arroz seco.
Período do ano:
O Cozido é sobretudo confeccionado nos meses mais frio, entre o Outono e a Páscoa. Tradicionalmente reservado às festas, o Cozido é hoje um dos pratos mais consumidos pelas famílias aos domingos. Tem o seu lugar obrigatório nos casamentos, no Carnaval e noutras festas da região e constitui uma especialidade bem Portuguesa.
Bom apetite!!!
Fernanda Ferreira
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