04/04/2009

Região Demarcada do Douro

A região vitivinícola do afamado vinho do Porto é a Região Demarcada do Douro, a mais antiga do mundo. Data de 10 de Setembro de 1756 e foi decretada pelo então primeiro ministro do Rei D. José I, o célebre Marques do Pombal, que por alvará régio criou também a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, como forma de protecção da qualidade dos vinhos e dos produtores e exportadores Portugueses.


A região situa-se no nordeste de Portugal, estendendo-se pelo vale do rio Douro e seus afluentes e abrange os distritos de Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda, dividindo-se em três sub-regiões - Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, produzindo cada uma, vinhos com especificidades próprias.
A região tem início a cerca de 150 Km a montante da foz do Douro em Mesão Frio, Peso da Régua e Santa Marta de Penaguião e parte dos concelhos de Alijó, Murça, Sabrosa e Vila Real. No distrito de Bragança: parte dos concelhos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Mirandela. No distrito de Viseu: parte dos concelhos de Armamar, Lamego, Resende, São João da Pesqueira e Tabuaço. No distrito da Guarda: o concelho de Vila Nova de Foz Coa e parte dos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo e Meda.

Esta é uma região muito montanhosa que por se encontrar a oeste protegida por montanhas, destacando-se a serra do Marão (1415 metros) a qual a protege essencialmente da influência do clima atlântico. Assim a região tem um micro clima do tipo atlântico, atlântico - mediterrânico, acentuando-se para montante, com elevação da temperatura e diminuição da queda pluviométrica. A distribuição da temperatura e da pluviosidade além de bastante irregular no decurso do ano apresenta extraordinárias amplitudes térmicas, atingindo-se por vezes temperaturas superiores a 45 ºC no Verão, para descerem abaixo dos 0ºC nos meses de Janeiro/Fevereiro. Nove meses de Inverno e três de Inferno é a forma como no Douro se referem às condições climatéricas.

Com uma superfície total que abrange 250 mil hectares, dos quais apenas 48 mil são ocupados por vinha, a região duriense tem para além do micro clima, como característica fundamental, características geológicas particulares com solos predominantemente xistosos. Uma propriedade peculiar que a rocha apresenta é a de permitir a penetração das raízes a grandes profundidades, facultando-lhes assim a absorção da quantidade de água necessária para resistirem a verões quentes e secos, que caracterizam o clima da região.
Embora exista excesso de argila e de cascalho, proveniente da desagregação do xisto, um e outro equilibram-se, conferindo aos solos uma textura adequada à vinha. O ditado popular aqui diz, que a vinha bebe sol e como pedra.
Muita dessa pedra foi usada para a construção de terraços nos socalcos, que têm como principal função o impedimento da erosão do próprio solo e a retenção de parca chuva no Verão, tendo estes sido feitos à mão, sobretudo nas zonas de maior declive.

(Continua)

Para terminar, e porque tenho duvidas que tenham lido as histórias do Sr. Nicolau de Almeida, termino esta crónica sobre a região, com uma história verídica, que eu própria ouvi da boca do pai do Barca Velha.
Numa dada altura, andava o Sr. Nicolua de Almeida pelo Minho, procurando vinhos para uma possível exportação para o Brasil, quando se encontrou com um produtor, que por sinal era bastante mal encarado, sobretudo quando ouviu da boca do mestre que o seu vinho não tinha as características que ele desejava.
Como este insistisse para saber qual o defeito encontrado no vinho, sob pena de soltar os cães, este viu-se obrigado a explicar-lhe que o vinho tinha mofo, tinha um cheiro idêntico ao de um pano molhado dentro de uma sala. O produtor do vinho verde furibundo correu com o Sr. Nicolau de Almeida e este aliviado desapareceu.
Passados largos meses, apareceu na Ferreirinha alguém que dizia pretender falar com o “cheirista”. Intrigado, o famoso pai do Barca Velha recebeu-o e percebeu imediatamente ao avistá-lo de quem de tratava. O produtor minhoto, que desta vez trazia um ar bem-disposto, vinha informar o mestre que tinha vendido o vinho todo na região, mas para seu grande espanto quando chegou ao fim da Pipa, lá estava uma samarra que possivelmente algum trabalhador acidentalmente tinha deixado cair e lá tinha ficado.
Afinal o “Cheirista” tinha razão!

Fernanda Ferreira

He aprendido


He aprendido....que nadie es perfecto
hasta que no te enamoras.

He aprendido que....la vida es dura
pero yo lo soy más!!

He aprendido que...las oportunidades no se pierden nunca
las que tu dejas marchar...las aprovecha otro.

He aprendido que...cuando siembras rencor y amargura
la felicidad se va a otra parte.

He aprendido...que necesitaría usar siempre palabras buenas...
porque mañana quizás se tienen que tragar.

He aprendido...que una sonrisa es un modo económico
para mejorar tu aspecto.

He aprendido...que no puedo elegir como me siento...
pero siempre puedo hacer algo.

He aprendido que...cuando tu hijo recién nacido
tiene tu dedo en su puñito...
te tiene enganchado a la vida.

He aprendido que...todos quieren vivir en la cima de la montaña...
pero toda la felicidad pasa mientras la escalas.

He aprendido que...se necesita gozar del viaje
y no pensar sólo en la meta.

He aprendido que...es mejor dar consejos sólo en dos circunstancias...
cuando son pedidos y cuando de ello depende la vida.

He aprendido que...cuanto menos tiempo derrocho...
más cosas hago.

Recebido pela amiga Galega, Belén Pineiro
Creio que todos entenderão, traduzi-lo seria um crime.

Fernanda Ferreira

“Uma Maria”


Sinto-me apanhada
Pela fantasia da vida.
Germina dentro de mim
A possibilidade de caminhar
Com os pés desnudados,
Deixar o cabelo ao vento
Desprovido de laços ou enfeites
E o peito arregaçado
Até à ternura.
Levanto a saia
Até à cintura,
Entrego-me a esta areia
Branca
Molhada
E rebolo o corpo,
A alma
Até à borda do mar.

Quem se importa comigo?
O homem de cigarro no canto da boca
de olhar esvaziado?
O velho agarrado ao seu bastão
Que caminha junto ao paredão?
Talvez a Maria
Que se aproxima
E vê outra mulher
Que jaz na areia molhada
À espera que o Mar a venha buscar.


“Uma Maria”

Autor(a): Maria José Areal
Fevereiro de 2004Fernanda Ferreira

Construir o futuro

Deixo aqui um pensamento com a intenção de ser meditado, comentado, etc.

Se hoje não alterares nada, o dia de amanhã será igual ao dia de ontem.

03/04/2009

UMA NOITE DIFÍCIL...


Um senhor decide sair mais cedo do trabalho e ir beber uns copos, onde acaba por ficar até o Bar fechar às três da manhã, altura em que já está completamente ébrio. Depois de deixar o Bar, retorna a casa a pé.

Quando entra em casa, na esperança de não acordar ninguém, ele tira os sapatos e começa a caminhar pé ante pé escadas acima. Contudo, a meio das escadas ele cai para trás e aterra sobre o traseiro.
Isto não teria sido nada de maior se ele não tivesse um par de garrafas de cervejas vazias nos bolsos que obviamente partiram.
Os pedacinhos de vidro espetaram-se dolorosamente no traseiro, mas ele no estado anestesiado em que estava nem sentiu as dores.

Alguns minutos mais tarde, ao despir-se, reparou que tinha sangue, foi por isso inspeccionar-se ao espelho e viu então que o dito cujo apresentava golpes terríveis. Dadas as circunstâncias, ele tentou reparar os danos da melhor forma possível e foi-se deitar.

Na manhã seguinte, com uma ressaca brutal, uma forte dor de cabeça e uma tremenda dor no rabo, manteve-se debaixo dos cobertores a pensar numa boa história para contar à esposa.

Nisto a mulher entra no quarto e diz “ Bem, ontem fizeste das tuas, onde estiveste?”

“Eu trabalhei até mais tarde”, respondeu ele, “e parei no Bar para tomar um par de cervejas”.

“Um par de cervejas? Essa é boa”, respondeu ela. “Apanhaste foi uma grande bebedeira, isso sim. Onde foste?”

“De qualquer modo, diz-me lá, o que te leva a crer que eu tenha apanhado um pifo ontem?”, perguntou ele.

“Bem”, respondeu ela, “a minha primeira pista foi quando me levantei hoje de manhã e encontrei um monte de pensos rápidos colados no espelho.”
Fernanda Ferreira

A beleza da Língua portuguesa!!!

A propósito do post da colega Fernanda Ferreira «Uma nova língua global», trago aqui uma aspecto curioso da nossa língua-mãe. Provavelmente, poucos idiomas se prestarão a estas belezas!

A língua Portuguesa é estupenda e presta-se a estas coisas:

Se o Mário Mata, a Florbela Espanca, o Jaime Gama e o Jorge Palma, o que é que a Rosa Lobato Faria ?

E, já agora: alguém acredita que a Zita Seabra para o António Peres Metello ?

Recebi por e-mail do amigo Manuel A Freitas