28/02/2011

Escrever


(Frases Diversas de Diversos Autores)

Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca idéias.
(Pablo Neruda)

Escrever é, simplesmente, uma maneira de falar sem que nos interrompam.
(Sofocleto)

É preciso escrever o mais possível como se fala e não falar demais como se escreve.
(Sainte-Beuve)

O ato de escrever é a arte de sentar-se numa cadeira.
(Sinclair Lewis)

Somos todos escritores. Só que uns escrevem, outros não.
(José Saramago)

Escrever é ter coisas para dizer.
(Darcy Ribeiro)

Perdoe-me, senhora, se escrevi carta tão comprida. Não tive tempo de fazê-la curta. (Voltaire)

Reescrevi 30 vezes o último parágrafo de 'Adeus às Armas' antes de me sentir satisfeito.
(Ernest Hemingway)

Uma história se conta, não se explica.
(Jorge Amado)

Escrevo para que meus amigos me amem ainda mais.
(Gabriel García-Márquez)

Quem não lê não escreve.
(Wander Soares)

Cada um escreve do jeito que respira. Cada um tem seu estilo. Devo minha literatura à asma.
(Fabrício Carpinejar)

Escrever é um ato de liberdade.
(Martin Amis)

Escrever é uma forma de a voz sobreviver à pessoa.
(Margaret Atwood)

De escrever para marmanjos já me enjoei. Bichos sem graça. Mas para crianças um livro é todo um mundo.
(Monteiro Lobato)

Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer é porque um dos dois é burro.
(Mário Quintana)

Existem três regras para escrever ficção. Infelizmente ninguém sabe quais são elas.
W. Somerset Maugham)

O autor escreve apenas metade de um livro. A outra metade fica por conta do leitor.
(Joseph Conrad)

Corrigir uma página é fácil, mas escrevê-la, ah, amigo! Isso é difícil.
(Jorge Luis Borges)

Escrever não é fácil ou difícil, mas possível ou impossível.
(Camilo José Cela)

Escrever é deixar uma marca. É impor ao papel em branco um sinal permanente, é capturar um instante em forma de palavra.
(Margaret Atwood)

Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida.
(Clarice Lispector)

Para escrever bem é preciso uma facilidade natural e uma dificuldade adquirida.
(Joseph Joubert)

Escrever não é nada mais senão ter o tempo de dizer: estou morrendo.
(Gaëtan Picon)

Uns escrevem para salvar a humanidade ou incitar lutas de classes, outros para se perpetuar nos manuais de literatura ou conquistar posições e honrarias. Os melhores são os que escrevem pelo prazer de escrever.
(Lêdo Ivo)

Escrever é sacudir o sentido do mundo.
(Roland Barthes)

26/02/2011

Uma nova Era já começou? Ler e meditar no assunto!


Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução, uma nova Era já começou!

As pessoas andam um bocado distraídas! Não deram conta que há cerca de 3 meses começou a Revolução! Não! Não me refiro a nenhuma figura de estilo, nem escrevo em sentido figurado! Falo mesmo da Revolução "a sério" e em curso, que estamos a viver, mas da qual andamos distraídos (desprevenidos) e não demos conta do que vai implicar. Mas falo, seguramente, duma Revolução!

De facto, há cerca de 3 ou 4 meses começaram a dar-se alterações profundas, e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses... E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos!

... Tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73.

Estamos a viver uma transformação radical, tanto ou mais profunda do que qualquer uma destas! Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução já começou!

Façamos um rápido balanço da mudança, e do que está a acontecer aos "10 factores":

1º- A Crise Financeira Mundial: desde há 8 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se "bancarrota") e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injectado (eufemismo que quer dizer: "emprestado virtualmente à taxa zero") montantes astronómicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história!...

2º- A Crise do Petróleo: Desde há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. Duas coisas são porém claras: primeiro, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há 2 semanas a uma subida no preço dos bilhetes de... 50% (leu bem: cinquenta por cento). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: basta lembrar que por exemplo toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses! Acabaram as viagens de avião baratas (...e as férias massivas!), a inflação controlada, etc...

3º- A Contracção da Mobilidade: fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contracção profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retracção, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração económica mundial.

4º- A Imigração: a Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrónico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rentáveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto socioeconómico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!

5º- A Destruição da Classe Média: quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias (que julgávamos estar apenas a acontecer em Portugal e à custa deste governo) está de facto a "varrer" o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.

6º- A Europa Morreu: embora ainda estejam a projectar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objectivos num "caldo" de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na "Europa", nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O "Requiem" pela Europa e dos "seus valores" foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!

7º- A China ao assalto! Contou-me um profissional do sector: a construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios... da China. O gigante asiático vai agora "atacar" o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke...). Foram apresentados há dias no mais importante Salão Automóvel mundial os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia...helás! Estamos a falar de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor económico, financeiro e tecnológico da nossa sociedade. À beira desta ameaça, a crise do têxtil foi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais).

8º- A Crise do Edifício Social: As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projecto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e actuação comum...

9º- O Ressurgir da Rússia/Índia: para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!

10º- A Revolução Tecnológica: nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos!

Eis pois, a Revolução!

Tal como numa conta de multiplicar, estes dez factores estão ligados por um sinal de "vezes" e, no fim, têm um sinal de "igual". Mas o resultado é ainda desconhecido e... imprevisível. Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos 12 meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.

25/02/2011

Não temos um Muammar Khadafi, mas…

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Preste muita atenção!

Se não pagar a água dentro do prazo, no dia seguinte já terá de pagar o triplo.

«É uma forma violentíssima de obrigar as pessoas a pagar», disse à Lusa o jurista Tiago Guerreiro, especialista em Direito Fiscal, para quem «em termos fiscais, não faz sentido nenhum».

Isto faz pensar que não temos cá o ditador Muammar Khadafi, mas a diferença parece ser pequena, apenas a de não ser logo aplicada a morte por armas de guerra usadas por mercenários.

24/02/2011

Silenciosamente Poderosa

Sobre o tema o silêncio, vou gritar contra a esperteza silenciosa que conquista os inocentes, os humildes e os crentes.
Não sou mulher de silenciar manipulações, condicionamentos, influencias, adulterações, falsificações, em proveito de um, ou vários, manipuladores.
Manipular, através das palavras e do conhecimento, um indivíduo ou um grupo, não é crime, nem é grave desde que haja limites. Limites  impostos pelos valores, costumes e normas de conduta da sociedade.
Se a manipulação é feita num grupo cujo líder recorreu ao recrutamento ilegal, à mentira, à extorsão, aos negócios ilícitos, à pedofilia, à violação sexual, ao crime, à violência, esta passa a ser crime e perigosa. Exemplo disto são as seitas religiosas ou outras.
Fui alertada para o problema, das seitas, quando surgiu, na televisão, em Portugal, a Igreja Universal do Reino de Deus que seduzia as pessoas enumerando problemas sérios, facilmente sanáveis, segundo eles, com a ajuda de Deus, com fé, a troco do dízimo.
Como é possível alguém submeter-se, facilmente, perder valores, conhecimento, a noção da realidade, o pensamento, o raciocínio e a razão?  
As situações de dificuldades pessoais, familiares, profissionais e financeiras deixam os indivíduos vulneráveis, frágeis, levando-os a juntarem-se a um grupo, teoria religiosa, terapia individual ou em grupo, que lhe cria a noção de “Homens e Mulheres Supremos”, com vista à normalização da sua vida esquecendo-se, por completo que, normalmente, há um preço a pagar pelo bem-estar absoluto. O preço é a escravidão, o domínio e a impossibilidade de se livrarem das amarras.
Como consegue “um homem” desligar tanta gente do mundo real?
A primeira coisa que o líder faz é levar as pessoas a efectuarem um corte. Um corte físico, psicológico e afectivo com o mundo exterior. Fá-lo introduzindo ideias falsas, alterando a percepção dos adeptos, relativamente ao interior e exterior do grupo.
O líder ou comunicador tem um nível de conhecimento muito elevado que vai desenvolvendo, ao ponto de anular a vontade e o querer do grupo, ao ponto deste lhe obedecer inconscientemente. Conseguem distorcer os sistemas de conhecimento, a seu favor, obtendo tudo o que querem, inclusive a vida, como aconteceu com a seita “O Templo do Povo”.
Ao fecharem o grupo, evitando, assim, a entrada de informação exterior, que descaracterizaria o grupo, correm, no entanto, o risco de que este, por sua vez, entre num processo de entropia, de desordem, que levará à perca de identidade, gerada pela desorganização e caos.
Mas, os líderes, optam, sempre, pelo encerramento do grupo. Este perde a noção da realidade do mundo exterior mas, o guru, irá sentir-se omnipotente, detentor de um desgoverno comportamental, para com a comunidade que o segue e o sistema normativo da sociedade.
Por sua vez o grupo, isolado socialmente, deixa-se escravizar física e mentalmente, demonstrando desequilíbrio pessoal e grupal.
O comunicador prende os ouvintes com a ajuda dos seus ajudantes, que facilmente distingue no meio do grupo, pessoas facilmente manipuláveis, em quem se apoia para influenciar os outros, com passos de magia, falsos poderes e milagres fabricados.
Destrói a personalidade, a vontade própria, as relações sociais, modifica hábitos e comportamentos, primeiro por sedução e, por fim, por coação.
É criada, aos seguidores, a noção que todos estão errados. Tudo está mal, menos eles, os detentores da verdade suprema.
Para o ingresso obriga-os a entregarem, à seita, tudo o que possuem, empecilho para o bem-estar espiritual. Após isso e o corte de relações com os familiares  estes ficam vulneráveis, submissos à vontade do líder, prontos para serem manipulados.
O líder tem em vista o seu proveito financeiro, o domínio dos outros, o poder.
Para conseguir os seus objectivos, necessita de recrutar indivíduos em situação de fragilidade pessoal ou social, pessoas com bens, que acreditam na dádiva do céu e da terra como paraíso, brindando-os com um clima de amor, compreensão, aceitação incondicional, que eleva a auto-estima, criando um sistema de felicidade, bem-estar e segurança aparente.
Estas pessoas ao entrarem na comunidade reaprendem a viver, de acordo com as leis impostas pelo incontestado líder, que tem explicação sábia para tudo, para os seus actos de extorsão, violação e violência do sistema.
A pouco e pouco a vida na comunidade passa a ser um pesadelo e, aí, o líder ajuda à correcção, resultado das suas fraquezas espirituais, segundo ele. Se os seguidores se mostram renitentes na correcção do seu comportamento, os coadjutores do líder aplicarão as sábias punições físicas e simbólicas, com vista ao seu silêncio. Quando estas punições e os milagres do líder deixam de convencer há sempre uma forma de acabar com eles: antecipa-se-lhes a entrada no além.
O fim das seitas é, muitas vezes, a morte em grupo quando o líder perde o controlo, sobre o ele ou sobre a sociedade envolvente. O silêncio eterno.
Não deixem entrar este silêncio. A vida está mesmo aí ao lado, com os seus problemas, dissabores, as suas alegrias e querenças e com a salvação do vosso poder.
Publicado no Blog Just a Woman em 4 de  Março de 2010
Brown Eyes
Foto do Google

23/02/2011

A espectacularidade do ser humano em 3.33 minutos / Human Planet BBC spectacular Trailer

Este planeta maravilhoso não é só nosso. Partilhamo-no com uma enorme quantidade e diversidade de seres vivos com tanto direito como nós a usufruir da Terra.
Apreciem:


Visitem o site AQUI.
beijinhos

E depois da libertação?


Os movimentos de libertação dos regimes ditatoriais ou próximos disso do Norte de África, iniciados na Tunísia e no Egipto, vão provavelmente estender-se a toda a região e ao Médio Oriente. O que tem sido visto com simpatia pelo mundo ocidental, embora com algumas apreensões.
É simpática a imagem de busca de liberdade de expressão, de procura de um regime político que permita uma maior igualdade na distribuição da riqueza e o acesso a bens e hábitos que os novos meios informáticos e de comunicação mostram às populações outrora mantidas numa castrante ignorância. E não deixa de ser interessante que os movimentos de libertação tenham aparentemente origem na população informada mas não organizada. Resta saber como se vão reorganizar estes países. Quem vai tomar a liderança do processo, como o vai conduzir e quais as evoluções posteriores. Cada país à sua maneira ou seguindo um modelo que se vá impondo às circunstâncias.
Naturalmente que a diplomacia e os serviços secretos norte-americanos e provavelmente a diplomacia e outros serviços dos antigos colonizadores estão já a procurar criar condições à implantação de regimes que lhes sejam tão próximos quanto possível. Mas os movimentos islâmicos, nomeadamente os mais radicais, estão certamente também já no terreno a procurar aproveitar a oportunidade para se instalarem em força.
Nestes países há actualmente um razoável número de pessoas que fizeram formação universitária na Europa e nos EUA, os quais têm, por isso, uma perspectiva mais abrangente e uma capacidade acrescida para tomar o seu futuro nas próprias mãos. Fica então o desejo de que os povos do Norte de África e do Médio Oriente saibam encontrar o seu próprio caminho da liberdade; liberdade física e mental, política e religiosa.

JN, 23/02/2011, Luís Portela

Nota:
Este tem sido o meu receio desde que eclodiram tais movimentos. Pois, como aconteceu em Portugal, e não só, há sempre aproveitamentos de quem está mais organizado e, nem sempre são esses os caminhos que os povos pretendem que se sigam! "Fica então o desejo de que os povos do Norte de África e do Médio Oriente saibam encontrar o seu próprio caminho da liberdade; liberdade física e mental, política e religiosa.", como bem expressa o articulista!

21/02/2011

Os europeus correm contra o muro


Entrevista de um professor chinês de economia, sobre a Europa, o Prof. Kuing Yamang, que viveu em França:

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos...

2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações 'nós' (os chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...

10. Vão (os europeus) direitos a um muro e a alta velocidade...



Imagem da Net

20/02/2011

Grécia - Nephilim

Fotos assombrosas, que vimos pela TV, de uma recente descoberta arqueológica na Grécia.
Esta descoberta completamente inesperada prova da existência de "Nephilim".


Nephilim é a palavra usada para descrever o gigante falado nos tempos bíblicos por Enoch, conta que o gigante lutou com David, (Golias).


Também vimos ali, diz a biblia, os filhos de Enaque, descendentes dos gigantes...



Estas imagens mostram que a Bíblia é verdadeira com suas lições de história que são aplicáveis tanto para o futuro como para hoje e que além de ser um livro espiritual, nos revela a História da Humanidade.
Não que já não tenha sido demonstrado que as Escrituras são verdadeiras, são apenas mais evidências para os nossos tempos...

Respeito a todos, esta é minha opinião!

19/02/2011

Crise e salários chorudos: onde pára o bom senso?


A nossa Comunicação Social começa a acordar ainda que tardiamente... Mas como diz o Povo mais vale tarde que nunca!

In Agência Financeira

Os salários milionários e prémios chorudos dos administradores das empresas públicas nacionais têm sido alvo de controvérsia nos últimos tempos. Quais são as obrigações morais de um gestor em tempo de crise? E deverão as empresas que dão prejuízo continuar a premiar quem as gere?

«É puro bom senso», diz o autor do livro «Responsabilidade Civil dos Administradores - Os Deveres Gerais e a Corporate Governance» que é apresentado esta sexta-feira, em Lisboa. Em entrevista à Agência Financeira, Filipe Barreiros explicou que «em termos morais, se uma empresa está a dar continuo prejuízo e se ainda vou receber um bónus por bom desempenho, alguma coisa está errada. Não vou estar a premiar quem me deu prejuízo». A Estradas de Portugal, a TAP e a Águas de Portugal são exemplos de companhias que registam perdas e pagam na mesma ordenados e prémios bem acima da média.

O caminho deve ser sim a «meritocracia», ou seja, «um gestor deve ser premiado pelos seus bons desempenhos e quem diz um administrador, diz um trabalhador, desde o senhor da limpeza até ao gestor. Se tem um bom desempenho por mérito deve ser recompensado. E não ao contrário. É como irmos ao restaurante e darmos ou não gorjeta ao empregado que nos atende. Se sou mal atendido, não dou».

O exemplo vem de cima

Já quando uma empresa tem um bom desempenho como é o caso da EDP, poderá haver justificação para o vencimento milionário do presidente executivo António Mexia, um dos gestores mais bem pagos da Europa?

«As políticas remuneratórias de uma empresa privada apresentam uma liberdade total de movimentos. Enquanto cidadão, obviamente que me pode escandalizar, face à conjuntura económica que o país atravessa, que existam gestores com ordenados multimilionários ou que existem pensões douradas assustadoras para o comum dos mortais. Mas analisando em que moldes o gestor foi contratado, os investimentos que fez e se poderão trazer benefícios a médio e longo prazo para a empresa» a perspectiva é outra.

«A transparência - incluindo no que toca às remunerações dos administradores - é muito importante para que eu, accionista, quando vou investir estar perfeitamente esclarecido de como é toda aquela organização. É sempre uma faca de dois gumes: essa transparência, essa informação divulgada quase à semelhança do que aconteceu com o WikiLeaks poderá gerar convulsões dentro da própria empresa, entre os trabalhadores? Depende sempre da forma como a informação é transmitida». E, no caso do presidente da EDP, «será reconhecido por todos os grandes investimentos que a empresa terá feito em múltiplas áreas e investimento estrangeiro».

Certo é que as empresas públicas têm maiores responsabilidades, deverão dar elas próprias o exemplo aos privados, porque «estão a gerir dinheiro de todos nós, de todos os contribuintes». «Se os deveres deveriam ser mais explicitados? Penso que sim. Deveria haver uma maior responsabilidade e responsabilização de quem está à frente? Penso notoriamente que sim. Se isso na prática acontece, esperemos que sim».

Fazendo notar que «há excelentes profissionais que estão em empresas privadas, mas também em públicas», Filipe Barreiros frisou ainda que «não devemos julgar os administradores como se fossem sempre os mauzões. Tem de se partir sempre do princípio de que muitas vezes é em épocas de crise que surgem oportunidades. É preciso arriscar. O projecto pode vir a verificar-se um falhanço total, mas também uma janela de oportunidade. E aí o gestor também tem de ter necessariamente, até para bem da economia, o seu poder e a sua liberdade de movimentos».

Veja também o que diz Filipe Barreiros sobre quem deve dar a cara nas falências e como seria se o Estado estivesse nas mãos de um gestor.

EXEMPLO DE COMO VAI O ENSINO EM PORTUGAL


Câmara de Mafra em grande... o funcionário que preparou o cartaz deve ter sido aluno de um dos novos sistemas de ensino:

1. Novas oportunidades?...

2. Universidade Independente?...

O DIREITO Á DIFERENÇA…

Este post já aqui foi colocado há um certo tempo mas, dado estar actual, pareceu-me muito oportuno voltar a traze-lo á nossa consideração. Desculpem-me se assim não o entenderem!

Sou um homem de consensos mas considero essencial que, pelo facto de haver liberdade, todos temos direito à diferença, daí o título dado ao presente post.
Depois desta introdução, a justificá-lo, entremos nas razões que me levaram a faze-lo e, assim, relembro o artigo de João César das Neves.
“A Obesidade Mental - Andrew Oitke” onde segundo este autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
“O problema central está na família e na escola.”
«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.»
Ressaltei agora e aqui o que me levou a postar este artigo: “O problema central está na família e na escola”, pois acredito que um dos grandes males desta nossa Sociedade passa efectivamente na falta de Princípios e Valores Éticos! E estes são muito maltratados quer na Escola quer nas Famílias, que na maioria das vezes de família já têm pouco!
E tudo isso promove o que o autor do Tratado esclarece e bem nas suas conclusões finais.
Foi, pois, interessante verificar a diversidade verificada nos comentários que tal post originou.
O João considerou:
“A obesidade mental, como a obesidade morfológica existe em qualquer idade, embora a forma de a erradicar deve incidir na juventude, criando hábitos de higiene mental que preservem as populações do futuro. O autor refere a sociedade moderna em geral, no respeitante à informação e ao conhecimento, aos preconceitos. Aponta o dedo aos «jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema».
A obesidade mental é um fenómeno já demasiado visível e alargado abrangendo toda a sociedade. Não o podemos analisar na sua globalidade sem olharmos para alguns aspectos muito específicos. A higiene mental, leva a seguir o conselho cristão de amar os outros como a nós mesmos. E, neste caso, os outros são os diferentes, qualquer que seja o aspecto da diferença, física, estética, moral ou intelectual.
Temos que orientar a rota estratégica do Sempre Jovens para a dieta mental, a luta contra a obesidade, mas com bom senso, para não cairmos no campo dos obesos a abater! Nada de palpites balofos, de condenação de quem não é igual a nós de aconselhar que se afastem dos «maus».”
Ao que eu, aceitando as suas razões, procurei dizer-lhe, como agora o estou a fazer, das razões que me levaram a postar tal texto:
“Neste post não se fala de "Bons" e "Maus" mas antes situações que em nada têm beneficiado a criação de uma Sociedade saudável com Princípios, Valores e Conhecimentos que permitam as crianças quando adultos serem, de facto, elementos úteis! Aliás este post, como disse, vem no seguimento de tantos outros que aqui têm sido postados e comentados dando satisfação à forma como este Blogue se conduz face a estes problemas.”
A Ana Martins veio ao encontro das minhas preocupações dizendo no seu comentário:
“Este assunto é de extrema importância, é caso para perguntar que histórias vêem, lêem e ouvem os nossos filhos, já que são as crianças quem mais me preocupa. Todos nós sabemos que os desenhos animados e videojogos de hoje são maioritariamente violentos, que a televisão tem poucos programas educativos e que as nossas crianças até por questões de segurança, passam muitas horas em casa. Que vêem e ouvem elas quando os pais trabalham?"
A Ná por seu turno, pela experiência que teve como professora acrescentou:
“É exactamente o perigo das crianças estarem muito tempo com os Pais ausentes, a Sociedade actual estar prejudicada nos Princípios e Valores a incutir nelas e ainda a Escola estar desajustada às necessidades que elas precisam, tudo isso cria a tal obesidade intelectual!
Hoje em dia, a grande doença que afecta a nossa sociedade, principalmente a classe mais jovem, chama-se iliteracia. Neste campo muito haveria para dizer, daí que este seu post seja de relevância máxima. Quase toda a gente sabe vagamente qualquer coisita de tudo, mas nada em concreto. A maioria das pessoas houve e lê mas não consegue entender nada. Estar mentalmente obesa é uma expressão que lhe cabe como uma luva, sem dúvida.
As razões estão claramente explicadas no texto. É preciso começar, e já, a ter conversas em vez de se enviarem mensagens e em códigos. Qualquer dia nem sabem escrever nem falar... É urgente que nas Escolas se obriguem os alunos a interpretar os textos... a sintetizá-los. Há tanta coisa que precisa de ser revista e feita para tentar acabar com esta falta de exercício mental instalado.”
Como se pode ver foi interessante relembrar tudo quanto foi dito pois julgo poder dizer, sem sombra de dúvida, que destas diferenças e do seu direito a elas ficámos todos muito mais esclarecidos e usando as sábias palavras do João:
“Temos que orientar a rota estratégica do Sempre Jovens para a dieta mental, a luta contra a obesidade, mas com bom senso, para não cairmos no campo dos obesos a abater!”
Aliás, no seguimento do que temos sempre feito neste cantinho da Blogosfera onde a Obesidade não tem proliferado. Somos todos Elegantes !!!

18/02/2011

EU ACUSO


Meus queridos amigos e amigas!
Não gosto de espalhar mazelas mas, mesmo envergonhada com a situação, não posso me calar(...)

(...) Lembrei-me do meu tempo de moça, época da jovem guarda, dos Beatles, do James Deen, época da rebeldia dos jovens contra os princípios morais, sociais e civis, (juventude transviada) enveredando por caminhos indevidos, fazendo sofrer muitas famílias distintas. Pelos meus cálculos muitos deles despreparados, ocupam hoje, cargos importantes no governo, sem a competência necessária para gerir bem e com responsabilidade o cargo que ocupam, como era previsível! Por isso tantas mudanças, em leis, em portarias baixadas, em sucessivas experiencias e mudanças na metodologia de ensino, em vez de aperfeiçoar e melhorar a educação, acabaram com ela! E nossos netos estão sofrendo a consequência deste ensino fraco e precário.
Um abraço Circele

Nota:
Este comentário da Amiga Celle vinha a propósito de um artigo sobre a educação e o ensino que há uns anos se vem ministrando. O facilitismo e a permissividade existentes tem criado gente impreparada para os lugares que acabam por ocupar e que, com o efeito da "bola de neve", cada vez mais a sociedade está formada por uma maioria mais inculta e menos preparada para a Vida! Há que arrepiar caminho e depressa para acabar com este estado de coisas!

A Pérsia e o Egipto


Carter e Obama, 1979 e 2011
Em 1979 Jimmy Carter reagiu a um massivo levantamento popular no Irão, com o abandono do Xá, então um aliado chave dos EUA na região. O Xá era uma espécie de déspota esclarecido, com uma agenda de modernização que afrontava as mais arcaicas tradições religiosas muçulmanas e que, à força, como Kemal Ataturk, procurava ocidentalizar o país, por ver nisso uma boa via para trazer a Pérsia para o século XX.
Era um ditador num mundo de ditadores, mas era "o nosso ditador".
Contra o Xá alinhava-se uma estranha aliança de idiotas úteis (socialistas, comunistas e toda a galáxia antiamericana e antisemita) e islamistas. Estiveram juntos nas ruas, a festa era bonita, falava-se de democracia e liberdade.
Como não estar com eles? Como não estar do lado certo da História? Como não comungar do entusiasmo que as narrativas mediáticas veiculam?
E na verdade foram vários os especialistas que convenceram Carter de que se tratava de gente moderada, moderna, amante da liberdade, com a qual se podia estabelecer uma relação civilizada e que salvaguardasse os interesses dos povos.
Khomeini foi descrito como um pragmático no qual se podia confiar. O notório Richard Falk, hoje em dia mais conhecido pelo seu ódio a Israel, escreveu mesmo um artigo de opinião no New York Times, intitulado "Confiar em Khomeini".
Khomeini explorou sabiamente essa imagem, tendo avançado com nomes como Barzagan e outros, vistos como pessoas moderadas e racionais.
E Carter alienou prontamente o seu aliado, em troca de um prato de lentilhas de boas esperanças, tendo Khomeini chegado ao poder.
Uma vez instalado, rapidamente fez rolar as cabeças dos "moderados", instalando um regime islâmico que é hoje um dos piores inimigos do Ocidente, e do próprio povo iraniano, promotor de terrorismo e exportador de instabilidade.
Em 2011, Obama enfrenta uma situação arrepiantemente análoga e parece estar a repetir, ponto por ponto , a estratégia desastrosa de Carter.
Mubarak é um ditador, mas é o "nosso ditador". Nem sequer é o pior, no alfobre de ditaduras que é o mundo muçulmano. Na verdade é o principal aliado americano no mundo árabe, tal como era o Irão.
E o que faz Obama quando o seu maior aliado está encostado à parede?
Faz como Carter: aliena-o, e ameaça-o.
Na rua uma coligação de gente bem intencionada, idiotas úteis e islamistas, prepara-se para tomar o poder. Alguns especialistas explicam a Obama que se trata de gente moderada com a qual é possível estabelecer diálogo.
A Irmandade Muçulmana, um movimento tenebroso, que produziu o ideólogo da Al-Qaeda, Al-Zawarii, e centenas de terroristas encartad0s, versão sunita da ideologia revolucionária iraniana, avança a coberto de El Baradei, um "moderado" que, todavia, passou os últimos 10 anos a proteger o programa nuclear iraniano.
Se Mubarak cair e o regime implodir, não é provável que sejam as forças liberalizantes a assenhorear-se do poder, mas sim a bem organizada e poderosa Irmandade Muçulmana que, em surdina, vai chamando a El Baradei e aos "laicos", "burros da revolução", isto é, montadas nas quais se anda para atingir o poder.
Tal como em 1979, uma revoada de "especialistas" assegura que esta Irmandade Muçulmana é moderada e pragmática.
Face à atitude naive da Administração Obama, tudo se conjuga para um desastre em dois acordes: ou Mubarak resiste e não voltará a ver nos americanos um aliado fiável, ou a Irmandade chega ao poder, com consequências dramáticas para o Ocidente.
Em ambos os cenários, a América (e a Europa, by the way, cujos dirigentes têm sido de um espantoso histerismo na "exigência" de que Mubarak caia), deixarão de contar o Egipto como aliado.
E os aliados americanos por esse mundo fora, serão também recordados de que essa aliança de nada lhes serve quando as coisas aquecem.
Obama, tal como Carter, parece sobretudo especialista em escavacar as alianças da América, atacando os que estão do seu lado e apaziguando os inimigos.
Alguém se lembra do modo cauteloso como Obama reagiu às manifestações no Irão, há pouco tempo?
por O-Lidador

17/02/2011

A certeza, a escolha e a dúvida

"Buda estava reunido com seus discípulos certa manhã, quando um homem se aproximou:
- Existe Deus?- perguntou.
- Existe – respondeu Buda.
Depois do almoço aproximou-se outro homem.
- Existe Deus? – quis saber.
- Não, não existe – disse Buda.
No final da tarde, um terceiro homem fez a mesma pergunta:
- Existe Deus?
- Você terá que decidir – respondeu Buda.
Assim que o homem foi embora, um discípulo comentou revoltado:
- Mestre, que absurdo! Como o Senhor dá respostas diferentes para a mesma pergunta?
- Porque são pessoas diferentes, e cada uma chegará a Deus por seu próprio caminho. O primeiro acreditará em minha palavra. O segundo fará tudo para provar que eu estou errado. E o terceiro só acredita naquilo que é capaz de escolher por si mesmo." 

Paulo Coelho

14/02/2011

DESCRIMINALIZAÇÃO DAS DROGAS


No programa "Esquenta", no domingo passado, pela manhã, na rede Globo, Regina Casé, entrevistou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, hoje Presidente da Comissão de Políticas sobre Drogas e adepto da  descriminalização das mesmas.
Descriminalização não á liberação das drogas enfatizou ele. É não tratar o viciado como traficante, ele é um doente que precisa de cuidados médicos, compreensão e ajuda. 
Um dos países que mais avançou neste sentido foi Portugal. Criaram clínicas de recuperação, facilitam os tratamentos. Assim o usuário não se esconde, não se envergonha e não tem medo de ser preso pela policia,  procuram tratamento médico.
Descriminalizaram todas as drogas, dizia ele, não quer dizer liberação das drogas, não é isso. É disponibilizar recursos para tratamento daqueles que infelizmente se drogam.  E já se percebe os resultados favoráveis em Portugal, segundo ele.
Seguimos as regras dos Estados Unidos e demais países que erroneamente, combatem as drogas com  prisão, já está visto e comprovado que "prisão" não resolve. Estamos empenhados em trabalhar e difundir medidas visando a recuperação daqueles marginalizados pelas drogas, pra isso estamos lutando.
Os governantes precisam se preocuarem pois, elas afetam os governos tirando-lhes a possibilidade da democracia. Ter o controle de seu território,  reconhecer o direito do seu povo que merece viver em paz, é sua obrigação acabar com o  contrabando de armas, e das drogas que desestabilizam qualquer governo, também. Necessário se faz penalizar os traficantes com penas máximas. E não deixar que de dentro da cadeia comandem os crimes organizados, como temos visto acontecer.
Prisão para os traficantes e tratamento para os drogados!
Parabens! Portugal e Holanda, paises pioneiros na descriminalização das drogas!

Médico esclarecido? Ou anti-médico?

Já tinha recebido este texto há muito, mas hoje voltou a chegar. Os argumentos são lógicos. Alguns conselhos já são meus guias!!!

Este é o MEU médico...!

Com certeza a agenda dele deve estar preenchida até 2100! (no mínimo)

Dr. Paulo Ubiratan, de Porto Alegre, RS, em entrevista a uma TV local, foi questionado sobre vários conselhos que sempre nos são dados...

Pergunta: Exercícios cardiovasculares prolongam a vida, é verdade?
Resposta: O seu coração foi feito para bater por uma quantidade de vezes e só... não desperdice essas batidas em exercícios. Tudo gasta-se eventualmente. Acelerar seu coração não vai fazer você viver mais: isso é como dizer que você pode prolongar a vida do seu carro dirigindo mais depressa. Quer viver mais? Tire uma soneca !!!

P: Devo cortar a carne vermelha e comer mais frutas e vegetais?
R: Você precisa entender a logística da eficiência... .O que a vaca come? Feno e milho. O que é isso? Vegetal. Então um bife nada mais é do que um mecanismo eficiente de colocar vegetais no seu sistema. Precisa de grãos? Coma frango.

P: Devo reduzir o consumo de álcool?
R: De jeito nenhum. Vinho é feito de fruta. Brandy é um vinho destilado, o que significa que, eles tiram a água da fruta de modo que vc tire maior proveito dela. Cerveja também é feita de grãos. Pode entornar!

P: Quais são as vantagens de um programa regular de exercícios?
R: Minha filosofia é: Se não tem dor...tá bom!

P: Frituras são prejudiciais?
R: Você não está me escutando!!! ... Hoje em dia a comida é frita em óleo vegetal. Na verdade ficam impregnadas de óleo vegetal. Como pode mais vegetal ser prejudicial para você?

P: Flexões ajudam a reduzir a gordura?
R: Absolutamente não! Exercitar um músculo faz apenas com que ele aumente de tamanho.

P: Chocolate faz mal?
R: Tá maluco? !!!! Cacau!!!! Outro vegetal!! É uma comida boa para se ficar feliz !!! E lembre-se: A vida não deve ser uma viagem para o túmulo, com a intenção de chegar lá são e salvo, com um corpo atraente e bem preservado. Melhor enfiar o pé na jaca - Cerveja em uma mão - tira gosto na outra - muito sexo e um corpo completamente gasto, totalmente usado, gritando: Valeu !!! Que viagem!!!

P.S.: Se caminhar fosse saudável o carteiro seria imortal...! baleia nada o dia inteiro, só come peixe, só bebe água e é gorda....!

Lembrando:
Coelho corre, pula e vive 15 anos, tartaruga não corre , não faz nada e vive 450 anos

Imagem da Net

Comunicar é um dom


Conta a história, que um casal tomava café da manhã no dia de suas bodas de prata.

A mulher passou manteiga na casca do pão e a entregou para o marido, ficando com o miolo.

Ela pensou:

"Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais o meu marido, e por 25 anos, sempre lhe dei o miolo, mas hoje quero satisfazer meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida".

Para sua surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse: 
"Muito obrigado por este presente, meu amor. Durante 25 anos, sempre desejei comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, jamais ousei pedir!" 

Moral da história: 

1. Você precisa dizer claramente o que deseja... não espere que o outro adivinhe!

2. Você pode pensar que está fazendo o melhor para o outro... mas o outro pode estar esperando outra coisa de você! 

3. Deixe-o falar, peça-lhe para falar e quando não entender, não traduza sozinho. Peça que ele se explique melhor.

4. Esse texto pode ser aplicado não só para relacionamento entre casais, mas também para pais/filhos, amigos e mesmo no trabalho. 

A felicidade não é um lugar aonde chegaremos um dia, é uma forma de vida, é uma maneira de caminhar !
Tão Simples como pão com manteiga

Texto de autor desconhecido, recebido em anexo *pps

Imagem da Net

Dia do amor, pensar em humanidade

Numa época em que as modernas tecnologias permitem comunicação rápida e até automática e evitar a solidão, é lamentar que os governantes não se orientem mais para as pessoas do que para a ostentação de riquezas efémeras e que não existem.

Convém ler estas notícias e meditar naquilo que representam sobre a necessidade de repensar o respeito pelos outros, principalmente quando idosos e solitários:



Imagem da Net

13/02/2011

Feliz dia de S. Valentim


Encosta a sua cabecinha no meu ombro e chora...
E conta logo suas mágoas todas para mim 

Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora,
Que não vai embora,
Que não vai embora

Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora,
Que não vai embora,
Porque gosta de mim...

Amor, eu quero o seu carinho, porquê, eu vivo tão sozinho

 Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora,
Se ela vai embora,
Se ela vai embora...
 Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora,
Se ela vai embora,
Se ela vai embora...

 Encosta a sua cabecinha no meu ombro e chora...
E conta logo suas mágoas todas para mim...

 Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora,
Que não vai embora,
Que não vai embora

 Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora,
No meu ombro chora,

Porque gosta de mim...


Cabecinha No Ombro
Almir Sater
Composição: Paulo Borges







12/02/2011

O PRIMEIRO BRANCO... RACISMO BRITÂNICO!


Os portugueses são o povo mais atrasado da Europa porque há séculos que se misturam com os negros. Quem o afirma é o jornal National Vanguard Tabloid, publicação oficial de uma organização inglesa que defende a “pureza da raça branca”. É curioso que o editorial da publicação tenha escolhido Portugal como o exemplo dos malefícios da contribuição do “sangue negro” para as sociedades europeias e americanas. Racismo assim, às claras, é já muito pouco frequente. O caso é tão raro que vale a pena visitá-lo.

O jornal assenta a sua argumentação em “factos históricos”. Portugal recebeu os primeiros escravos negros em meados do século XV. Dezenas de anos depois, os negros já eram 10 por cento do total da população lisboeta. Essa percentagem viria a crescer para 13 por cento no século seguinte. A pergunta imediata é a seguinte: estes africanos que destino tiveram? Regressaram a África. A resposta é não. Eles foram absorvidos, misturaram-se do ponto de vista genético, social e cultural. Eles ajudaram a construir a Portugalidade. Introduziram valores e dados de cultura. A palavra minhoca é apenas uma de dezenas de outras marcas no domínio linguístico. O autor de tal prosa racista do tal tablóide inglês não tem dúvida em identificar nesta mistura de raças e de culturas a razão daquilo que ele chama de “declínio da sociedade portuguesa. Passo a citar: Os portugueses eram, até então, uma raça altamente civilizada, imaginativa, inteligente e corajosa. Mas devido ao rápido crescimento da população negra e o correspondente declínio dos brancos (cujos machos estavam em viagem longe da Europa) todo esse património de pureza foi adulterado.

Falo deste caso como forma de reconhecer que os preconceitos rácicos são múltiplos e de múltiplas facetas. O mundo não obedece a uma fronteira simples que divide os racistas dos não racistas e que separa vítimas e culpados. Vale a pena, pois, continuar a citar as razões invocadas pelo “National Vanguard”, para a chamada degradação da cultura e enfraquecimento da raça:

O que se vê hoje em Portugal é o resultado de uma mistura não selectiva e uniforme de 10 por cento de pretos e 90 por cento de brancos num todo o homogéneo. Trata-se de, facto, de uma nova raça – uma raça que estagnou na apatia e nada produziu de novo em 400 anos de História. A culpa desta estagnação, segundo estes neonazis, reside na liberdade com os portugueses se “cruzaram” com os africanos. Isso resultou numa mudança profunda do carácter e da psicologia da nação lusitana. O “National Vanguard” não tem nenhuma dúvida ao afirmar: “os portugueses do século XVII e os dos séculos seguintes são duas raças diferentes”.
Os articulistas advogam obviamente a favor da separação racial. Sociedades como a americana contiveram e contém uma percentagem considerável de negros. Mas essas “souberam” manter uma céptica fronteira entre os grupos raciais. Não houve cruzamento nem mestiçagens. Assim diz o jornal.

Foi essa separação que, segundo a racista publicação, ajudou a manter a capacidade de progresso em países como os Estados Unidos da América. E conclui: não existe evidência nenhuma que a integração dos negros e dos judeus tenham trazido alguma vantagem em qualquer parte do mundo.

Embora estas publicações sejam casos isolados e representem uma faixa desprezível da opinião pública, a verdade é que não é por acaso que o jornal escolheu Portugal como um caso paradigmático. Todos nos lembrarmos do que escreveu Kaulza de Arriaga, quando explicava as maiores capacidades dos europeus do Norte em relação aos do Sul. Os trópicos como evidência de degradação e desumanização é um estereótipo antigo. Essa atitude de arrogância não é sequer nova. Uma parte da Europa há muito que lança sobre Portugal um olhar distante e de superioridade racial. Portugal é, afinal, o país de Eusébio, de Ricardo Chibanga, de Sara Tavares.

Um episódio antigo ligado ao explorador britânico Livingstone ilustra bem como essa Europa olhava e olha para Portugal. Livinsgtone vangloriava-se ter sido o primeiro branco a atravessar a África Austral. Um dia alguém lhe chamou publicamente a atenção que isso não era verdade. Antes dele já o português Silva Porto tinha realizado tal travessia. Imperturbável, o inglês ripostou:
- Eu nunca disse que fui o primeiro homem a fazê-lo. Disse apenas que fui o primeiro branco.

SÁBADO, 29 JANEIRO 2011 00:00 MIA COUTO

NOTA:

E o que dirão sobre OBAMA?

MEDICINA ORIENTAL


(imagem da net)

MEDICINA ORIENTAL

Um ocidental em visita à China ficou surpreso de ver a quantidade de velhos saudáveis e, curioso sobre os aspectos da milenar medicina chinesa, indagou de um experiente médico qual o segredo para se viver mais e melhor.

Ouviu do mesmo a sábia resposta:

"- É muito simples.
É só:
1- Comer a metade.
2- Andar o dobro.
3- E rir o triplo."

10/02/2011

Avozinhas com coragem !


Yvonne Woods, de 85 anos agarra a sua toalha  depois de competir  em Inglaterra no  "Cold Water Swimming Championships" no Lido em Londres. 



Neste vídeo, outra avozinha, evita um assalto a um banco.

Uma geração cheia de garra!!!

Beijinhos a todos

08/02/2011

Vítima não tem apoios


A notícia de hoje que leva a pensar neste tema é um simples facto de entre centenas ou milhares. No Portugal, dos portugueses, não faltam apoios para os criminosos, os detidos, os condenados, o que de qualquer forma se transviam do sistema eticamente normal. Mas a vítima de acidentes, de crimes violentos sejam domésticos ou na vida social, não dispõe de ajudas visíveis. Fica-se com sérias dúvidas sobre onde estão as «boas almas» das ONG? Quais são os valores humanos que defendem com as suas «boas acções»?

A dúvida é tão justificada porque não são raras notícias como a que diz que «Preso controlava rede de tráfico a partir da cadeia». Além de apoios das ONG, tais indivíduos estão em «hotel» pago pelos contribuintes, tem segurança, alimentação, higiene, cuidados de saúde e pode gerir os seus negócios, mesmo que sejam legalmente proibidos.

Onde está a moralidade da sociedade? De que se espera para organizar sistemas de apoio às vítimas? Quando se encara de frente a situação dos mais necessitados, principalmente idosos, crianças e vítimas de malfeitores ou de casos acidentais?

Imagem da Net

07/02/2011

Princípio de Vendas

Verdades ditas com humor!!!

Vendedor de aspirador de pó

Uma dona de casa, num vilarejo, ao atender as palmas em sua porta...
- Oh de casa, tô entrando!
Ela se depara com um homem que vai entrando em sua casa e joga esterco
de cavalo em seu tapete da sala. A mulher apavorada pergunta:
- O senhor está maluco? O que pensa que está fazendo em meu tapete?
O vendedor, sem deixar a mulher falar, responde:
- Boa tarde! Eu estou oferecendo ao vivo, o meu produto, e eu provo pra
senhora que os nossos aspiradores são os melhores e mais eficientes do
mercado, tanto que vou fazer um desafio: se eu não limpar este esterco
em seu tapete, eu prometo que irei comê-lo!
A mulher se retirou para a cozinha sem falar nada.
O vendedor curioso, perguntou:
- A senhora vai aonde? Não vai ver a eficiência do meu produto?
A mulher responde:
- Vou pegar uma colher, sal e pimenta e um guardanapo de papel.
Também uma cachaça para te abrir o apetite, pois aqui em casa não tem
energia elétrica!

Moral da história:
Conheça o seu cliente antes de oferecer qualquer coisa.

Gestão moderna é o inferno


Já há muito me tinha passado pelo Outlook este texto. Mas agora voltou e julgo não dever deixá-lo fugir. Eis esta maravilha, que me faz recordar, pelo contraste, o já antigo post «Quem sou?»


A morte da executiva bem-sucedida


Foi tudo muito rápido. A “executiva bem-sucedida” sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou-se. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso Portal.

Ainda meio tonta, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas. Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava a acontecer, a “executiva bem-sucedida” abordou um dos passantes:
- Enfermeiro, eu preciso voltar com urgência para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque o meu seguro de saúde é Platina, e isto aqui está a parecer-me mais a urgência dum Hospital público. Onde é que nós estamos?
- No céu.
- No céu?...
- É.
- O céu, CÉU...?! Aquele com querubins, anjinhos e coisas assim?
- Exacto! Aqui vivemos todos em estado de graça permanente.
Apesar das óbvias evidências, ausência de poluição, toda a gente a sorrir, ninguém a usar telemóvel, a “executiva bem-sucedida” levou tempo a admitir que havia mesmo batido a bota.
Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana iria receber o bónus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa.
E foi aí que o interlocutor sugeriu:
- Talvez seja melhor a senhora conversar com Pedro, o coordenador.
- É?! E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária? 
- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.
 - Assim? (...) 
- Quem me chama?
A “executiva bem-sucedida” quase desabava da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro.
Mas, a executiva tinha feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu logo:
- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma “executiva bem-sucedida” e...
- Executiva... Que palavra estranha. De que século veio?
- Do XXI. O distinto vai dizer-me que não conhece o termo 'executiva'?
- Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.
Foi então que a “executiva bem-sucedida” teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.
- Sabe, meu caro Pedro. Se me permite, gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para essa gente toda aí, só na palheta e andando a toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistémica.
- É mesmo?
- Pode acreditar, porque tenho PHD em reorganização. Por exemplo, não vejo ninguém usando identificação. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?
- Ah, não sabemos.
- Percebeu? Sem controlo, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aqui vai acabar em anarquia. Mas podemos resolver isso num instante implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.
- Que interessante...
- É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.
- !!!...???...!!!...???...!!!
- Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Accionista... Ele existe, certo?
- Sobre todas as coisas.
- Óptimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico, por exemplo, parece-me extremamente atractivo.
- Incrível!
- É óbvio que, para conseguir tudo isso, teremos de nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias da praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho a certeza de que vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar num Turnaround radical.
- Impressionante!
- Isso significa que podemos partir para a implementação?
- Não. Significa que a senhora terá um futuro brilhante... se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque acaba de descrever, exactamente, como funciona o Inferno... 

Max Gehringer
(Revista Exame) 

Imagem da Net